Category Archives: Crônica

Um Papa, um político, um estrategista

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A atuação do Papa Francisco além-Vaticano pode ser uma das maiores estratégias de rejuvenescimento da Igreja Católica no mundo

Sempre acreditei que religião e política nunca combinaram. Certo ou errado em meus conceitos, ainda acredito nisso. Independentemente do Papa Chefe de Estado (do Vaticano), para mim o líder supremo da Igreja Católica é a continuidade dos ensinamentos e da prática de Jesus Cristo na Terra. Claro, isso pode ser até piegas e ingênuo da minha parte, mas é nisso que creio, e também acredito que os milhares de católicos espalhados pelo mundo também creem, pois, na prática, o que o Papa exerce de influência em suas vidas? …

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, traz uma nova esperança a boa parte da Igreja Católica, e até mesmo como Chefe de Estado, novas esperanças políticas e de relações internacionais para diversos Estados. O novo momento da América Latina ganha força, sua aproximação com o Brasil e com os Estados Unidos dá um novo ânimo, e a estratégia de uma melhor aproximação com duas grandes potências que exercem influências políticas e religiosas no mundo ganha novo sentido. E, nesse ponto, a América Latina terá uma prioridade para a Igreja, mas ao mesmo tempo será o termômetro para entendermos o quanto a Igreja Católica irá mudar.

Continua…

O Brasil já se consagrou como o país do “jeitinho”

Em alguns momentos chegamos a nos orgulhar bastante dessa característica que seria só nossa, apenas deste país tropical, bonito por natureza e abençoado por Deus. Esse jeitinho se constituiria numa espécie de aditivo tupiniquim para o qual apelamos quando a coisa emperra, não anda ou anda mal e as regras vigentes ajudam pouco. Há quem diga que Walt Disney criou o Zé Carioca, um de seus personagens famosos, justo observando a malandragem do carioca que incorporaria o típico jeitinho nacional.

No auge da sua exitosa carreira o piloto Ayrton Senna, tido como o melhor da história da Fórmula 1, foi analisado, avaliado, dissecado, por vários ângulos por quem desejava encontrar explicação para tanto talento. Em dado momento alguém, salvo leve engano um jornalista inglês, disse que o que fazia de Senna um piloto excepcional era o jeitinho brasileiro de guiar o carro e cujo ouvido dialogava eficientemente com sua máquina. Idiossincrasia brasileira nas curvas, nas ultrapassagens, nas marchas o levava ao pódio diante do espanto de alguns concorrentes. É possível algo assim? Não sei, há sociólogos e antropólogos dizendo que sim.

Entretanto, essa capacidade de improvisar, de manifestar um espírito criativo que marcaria a cultura do brasileiro na hora de alcançar determinado beneficio pessoal está revelando também sua faceta perversa. E atrás delas muitos se escondem.

Um grupo de pesquisadores, inclusive estrangeiros, estudou a questão e concluiu que “a relação entre moralidade e jeitinho é especialmente curiosa, pois alguns afirmam que a prática generalizada do jeitinho cria condições para o estabelecimento de um clima de cinismo e delinquência para julgar moralmente as ações dos outros, além de modificar a maneira como atos morais são julgados pelas pessoas”.

Assim, ao mesmo tempo em que esse jeitinho se refere a certa habilidade sutil parar superar determinado problema, contornar obstáculos, ele tem se ligado, com frequência cada vez maior, a comportamentos imorais. A realidade é dura: o jeitinho tem contribuído inclusive para que a corrupção campeie desenfreadamente entre nós. E tem impedido que posturas republicanas se alastrem em todas as esferas de governo com terríveis prejuízos para toda a população.

Vamos pegar o caso da semana passada (segundo a Folha de S.Paulo): “Verbas destinadas a obras públicas pelo líder do PMDB na Câmara, Enrique Eduardo Alves (RN), foram parar na empresa de um assessor do próprio deputado”. Coisa de gênio? Ou coisa de malandro? Pode uma coisa dessas? Não poucos entendidos no assunto destacaram que legalmente não existe buraco no procedimento desse parlamentar, ele seguiu o trâmite estabelecido no parlamento. Certo, é legal essa malandragem, mas moralmente isso é aceitável?

Além do jeitinho (na prática certa mania de inventar desculpas para fazer a coisa errada) nosso cotidiano mostra lista interminável de atitudes que revelam uma moral bastante elástica de nossa parte. Quando listamos o que somos capazes de fazer ficamos quase encabulados para condenar a atitude desse parlamentar. Creio que é interessante refletir a respeito, pois temos incorporados atitudes inadequadas, moralmente condenáveis, com as desculpas mais incríveis. Como por exemplo, ocupar a vaga para o portador de deficiência no estacionamento sob a alegação de que ela estava vazia…e por aí vai….

Ivaldino Tasca

O que ela disse…

“Os exemplos se multiplicam, e o PT se prepara para uma grande campanha a favor dos pobres condenados, valorosos combatentes contra a ditadura que lutaram pela volta da democracia. Nesse tempo eles conviveram com o autoritarismo e, pelo visto, aprenderam e gostaram. Eles lutaram pela democracia? Lutaram, sim. Assaltaram os cofres públicos para poderem se perpetuar no poder? Assaltaram, sim. Quem diz isso não sou eu, são os ministros do Supremo Tribunal Federal. E, entre acreditar no que dizem os réus, seus advogados e o PT ou em ministros do quilate de Celso de Mello, Ayres Britto, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, fico com os últimos.”

Danuza Leão (na foto), jornalista e escritora.

Jornalismo que muda o mundo

Jornaleiro

Por Moisés Naím
 

David Barboza, do “New York Times”, publicou um artigo importante sobre a corrupção dos familiares do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. A princípio, nada de novo.

Diariamente em algum país há escândalos que envolvem políticos, governantes e empresários. E dizer que há corrupção na China é revelar o óbvio. Mas este artigo e este escândalo são diferentes.

Como falar de corrupção? Os escândalos sobre corrupção fazem muito barulho, mas com frequência não são bem documentados e não dão em nada. As denúncias sem consequências geram grande ceticismo no público e corrompem a luta contra a corrupção.

Não é o caso do artigo de Barboza, que fez um dos trabalhos jornalísticos mais bem documentados e mais rigorosos que conheço sobre o tema da corrupção nas elites.

Ele se baseia em dados confirmados por múltiplas fontes, evidências irrefutáveis, complexas análises financeiras auditadas por contadores contratados para garantir a precisão do artigo, e um longo, árduo e evidentemente custoso trabalho de investigação jornalística.

É óbvio que um só artigo não terá efeito definitivo na China. Mas é igualmente óbvio que os dirigentes, que até agora pensavam estar protegidos pelo sistema político, já sabem que agora não há garantia de invisibilidade da corrupção.

O bom jornalismo vale muito… e custa muito. O grande artigo de Barboza não poderia ter sido escrito por um blogueiro, por ativistas nas redes sociais ou por uma organização de jornalismo que se limita a “agregar” -ou seja, reproduzir na rede- o conteúdo original de outros.

O artigo precisou da independência, organização, recursos financeiros e elevados padrões profissionais do “New York Times”. Tudo isso tem um custo alto. Mas é o que produz jornalismo com valor social.

A internet e as tendências que hoje solapam a viabilidade dos grandes meios de comunicação têm muito de incontrolável. Mas artigos como o do “New York Times” ilustram de forma contundente quanto nos empobreceríamos se desaparecessem as organizações capazes de produzir informação objetiva.

A Grande Muralha chinesa não protege mais. Na antiguidade, a Grande Muralha não impediu invasões mongóis ocasionais da China. Hoje, tampouco. A grande cibermuralha que o governo de Pequim erigiu para censurar os conteúdos que viajam pela internet não garante que os chineses não tomem conhecimento das revelações do artigo.

O governo bloqueou os sites em inglês e em mandarim do jornal, assim como o acesso ao artigo através de redes sociais. Milhares de censores monitoram e bloqueiam a difusão dessa informação.

Mas essa história já está em todos os meios de comunicação do mundo, na internet, em redes sociais e, eventualmente, na boca de muitos na China. Com certeza a censura fará com que centenas de milhões de chineses nunca saibam que a família de seu primeiro-ministro acumulou uma fortuna de US$ 2,7 bilhões. Mas vários milhões já o sabem. E, antes, isso não acontecia.

 

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Artigo extraído do jornal Folha de S.Paulo, edição de 02.11.2012

“Meu voto, meu futuro…”

Futuro

“Quando se multiplicavam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo geme.” 


É comum vermos em várias cidades aquele político que tem diversos mandatos e se vangloriar de ser um campeão de votos, o maior líder político daquele município, daquela região. 

Mas, é necessário um questionamento sobre essa liderança. É preciso saber como esses mandatos foram obtidos. Pois, em muitos casos, foi usado de métodos nada dignos para se conquistar essas vitórias.

Geralmente, esses políticos e os seus seguidores mais próximos usam o poder econômico para alcançar vitória e se manter no cargo. Geralmente se usa o dinheiro para comprar a consciência das pessoas, principalmente daquelas menos esclarecidas.

Então, o que acontece é que esses senhores não são líderes coisa nenhuma. Essas vitórias não são naturais, não são espontâneas, mas sim, compradas. Esses senhores atingem a fama de “grandes líderes” sem, de fato, o serem.  

O que vemos são homens desprovidos de qualquer espírito público, sem carisma, sendo endeusados, bajulados e confundidos com líderes. Esse tipo de político vem dominando as cidades, e o mais grave, sendo tidos como homens admiráveis, gloriosos, imbatíveis.  

Isso é lamentável, pois o verdadeiro líder conquista o povo com ações exemplares, com ideais, com posições éticas e propostas libertadoras. Ele procura conquistar o seu povo libertando-o, conscientizando-o e jamais pensa em escravizá-lo.

Portanto, é preciso ter consciência política, é importante acordar, antes que seja tarde demais. Pois, as cidades estão se transformando em currais eleitorais de políticos profissionais, que não são líderes, mas, apenas compradores de consciências. 

Em alguns casos, essas vitórias são apenas vaidades pessoais desses senhores. Não existe neles nenhum interesse verdadeiro, real, concreto, pela população, pelo povo que necessita realmente do poder público.

Sabemos muito bem que em nossa cidade também existe falsas lideranças como estas. Cabe a cada eleitor identificar e eliminar do nosso meio esses corruptos, seja via Justiça, seja via voto secreto, seja enganá-los da mesma forma que ele tentam enganar a todos.

Ninguém é dono do voto de ninguém. O voto é um direito que cada cidadão tem, e que deve ser dado de forma livre e independente.

É lamentável que nos dias atuais, existam pessoas que auto intitulam como “seguidores de Fulano de tal”. Muitos chegam ao desplante de dizer: “voto em quem seu Fulano indicar; poderá ser até numa cachorra…”

E é por causa de pessoas desta estirpe, que ainda existe aqueles políticos que deitam e rolam com “o gado do seu cercado”. E dentre este gado, existe professor, médico, advogado, estudante, industrial, agricultor, funcionário público, etc. .

Estas “lideranças”  geralmente cobram do “rebanho” fidelidade. Mas na hora de defender seus interesses esdrúxulos, se aliam até com o Satanás. E a “boiada vai atrás, sempre de cabeça baixa, cega e obediente”.

Até quando o povo terá maturidade suficiente para entender o real valor do voto?

Será que você, professor, ao votar num analfabeto e ignorante apenas por vantagens pessoais que lhe são oferecidas, tem moral suficiente para criticar os outros? Tem coragem de tentar incutir em seus alunos lições de democracia?

Que País é este?

Que Estado é este?

Que Município é este?

Dimas Santos

 

 

 

E o “puxa-e-encolhe” continua em João Alfredo…

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Está ficando muito difícil tecer comentários em relação ao nome do atual prefeito de João Alfredo, Severino Cavalcanti (PP). Se por um lado ficamos temerosos com os apupos por parte dos partidários do mesmo que disparam contra aqueles que ousem opinar sobre o tema, por outro lado, a coisa se complica a cada dia em relação à situação jurídica da candiatura do ex-deputado federal, mas temos a obrigação  de manter o povo informado.

Não precisamos nem ser advogados, para entender que a situação jurídica da candidatura do prefeito não é confortável. Se você tiver um mínimo de entendimento, vai chegar à conclusão de que a insistência de se manter uma candidatura a qualquer preço poderá ser um ‘Suicídio Político’.

Os assessores do prefeito tentam a todo custo esconder da população a realidade dos bastidores da Justiça, na expectativa de se ganhar fôlego, e empurrar com a “barriga” até quando puderem, esperando uma possível solução. Aliás, a solução já existe e tem nome: Anna Mendes, filha do ex-prefeito (também “bichado”) Sebastião Mendes, ex-adversário político do prefeito Severino Cavalcanti. Anna não tem a mínima experiência política; apenas representa o pai na disputa. Até o mês de junho passado, quando o “conchavo” foi celebrado,  era figura apagadíssima no cenário político local.

Pelo visto, o Brasil aos poucos está mudando! A Lei da Ficha Limpa veio pra valer! E todo político que insistir numa candidatura “sub-judice”, vai apenas perder tempo e dinheiro, e caso seja eleito, só vai ter o trabalho de entregar o mandato para o segundo colocado. Segundo dizem os famosos juristas.

Em um ato de humildade, seria prudente até para o atual grupo político que ora se diz situação, o candidato Severino Cavalcanti “jogar a tolha” o quanto antes, reconhecer que juridicamente falando esse não é o seu momento político, e para não “ferrar” de vez sua coligação, indicar os substitutos a prefeito e vice-prefeito, já que sua situação é embaraçosa.

Sem sombra de dúvidas, esta é a chance de ouro que o ex-prefeito Sebastião Mendes esperava para “ressuscitar politicante” e, independente do resultado da eleição, arrotar liderança política no cenário joãoalfredense. Pior para Severino Cavalcanti, que vê sua liderança ficar dividida e o seu grupo político ser comandado por um adversário em potencial, em caso de vitória no próximo pleito. Nem Sebastião Mendes nem Severino Cavalcanti nasceram para ser liderados politicamente. Esta é a pura verdade.

Ao que tudo indica Severino Cavalcanti desistirá de sua insistente candidatura, e provavelmente não vai recorrer em última instância ao TSE, onde encontraria forte resistência da presidente, ministra Carmem Lúcia, que ao tomar posse declarou que “Haverá tolerância zero contra os fichas sujas; o rigor será absoluto para fazer valer a lei que entrou em vigor neste ano”. Portanto, o prefeito Severino Cavalcanti (PP) provavelmente não será candidato à releição no pleito do dia 07 de outubro.

 

Dimas Santos


Por que ser professor? (opinião)

Porque ganhamos bem.
Porque nosso trabalho é reconhecido.
Porque temos boas condições de trabalho.
Porque os governos nos recebem e atendem nossas reivindicações. Porque a maioria dos alunos se interessa e é sedenta por conhecimento.

Se conseguíssemos responder a esta interpelação com toda esta satisfação, possivelmente não estaríamos no Brasil. Respondemos, entretanto, que somos professores porque possuímos vocação, ou porque queremos contribuir com o futuro do País, ou ainda porque acreditamos nos jovens de nossa cidade. Ninguém ingressa em um curso de licenciatura com o objetivo de enriquecer, muito pelo contrário, na educação básica pública os professores necessitam trabalhar 60 horas por semana (manhã, tarde e noite), para satisfazer necessidades básicas tais como: moradia, transporte, alimentação, água e luz. E se esse professor for mãe ou pai de família então nem se fala. 

Ganhamos pouco, e ainda por cima temos que fazer verdadeiros malabarismos para conseguir ministrar aulas. Como professor de Educação Física, a primeira coisa que aprendemos é improvisar, improvisar um cone com uma garrafa PET de dois litros, improvisar uma rede de vôlei com uma simples corda, improvisar uma quadra em terrenos baldios cedidos por vizinhos de bom coração. 

A educação pública não nos permite que seja muito diferente. Mesmo assim estamos lá, firmes e fortes, dispostos a transmitir humildemente parte de nossos conhecimentos para nossos alunos, somos reconhecidos por isso? Algumas vezes sim, porém nem sempre. Alguns alunos não se dedicam, não fazem trabalhos, matam aula, enfim, são totais desinteressados e a culpa e de quem?

 É lógico que é do professor, a aula do professor é sempre ruim, e, muitas vezes, adjetivada com expressões ofensivas, pejorativas as quais não necessitam ser citadas nesse texto.

 O professor está sempre errado, errado por querer dar aula de Educação Física contrapondo a cultura de largar a bola e tomar chimarrão, errado por fazer valer seu direito constitucional a greve, errado por cobrar interesse de seus alunos.

 Paradoxal que um professor em início de carreira esteja escrevendo estas poucas linhas, o grande problema é que a maioria de nós gosta do que faz, e tenta passar por cima de todos os percalços que nossa profissão nos impõe, sejam as portas fechadas dos governos, seja a contrariedade da opinião pública, seja o desinteresse dos alunos.

 Então, por que ser professor? Gostamos do que fazemos, talvez sejamos até mesmo masoquistas, mas não nos rendemos ao sistema, cansados, esgotados e até mesmo indignados estaremos lá, na porta da sala de aula no dia seguinte, pois lá estarão também os bons alunos, os interessados, enfim, o percentual de estudantes que nos faz acreditar nos valores da educação.

  Jones Mendes Correia

Falta de respeito de militante do Partido Progressista…

Hoje por volta do meio dia, eu saia de casa e fui desacatado por um rapaz, que estava num automóvel de porte pequeno, tocando música provocativa alusica à coligação partidária do PP a qual defende. Talvez o fato tenha ocorrido em virtude de, bem na frente da minha casa, na Rua Cel. José Ferreira da Silva,  existir um redutor de velocidade, “quebra-molas”, o que por certo fez o cidadão praticamente parar o veículo em minha frente e disparar palavras de baixo calão contra “o pessoal do 14″ (foi essa a expressão que ele usou). Por fim, ainda emendou: “esses traíras vão tomar no…”

Sinceramente, fiquei estarrecido com a desconsideração do rapaz, a quem até pouco tempo me dedicava total atenção e apreço.

Não é assim que a gente faz esta festa maravilhosa que é a democracia. Cada pessoa tem o direito de escolher em quem votar. Afinal de contas, estamos num país livre. Se ele tem motivos para votar no candidato dele, eu também tenho meus motivos para votar em minha candidata.

Após o incidente, recuei da minha intenção de resolver o que eu havia programado na cidade e voltei à minha residência, para lamentar o ocorrido.

Aproveito a oportunidade para orientar tanto ao rapaz quanto a outras pessoas que usam e abusam do mesmo expediente, noutros recantos de nossa cidade.

 As músicas tocadas não têm nada a ver com quem está no poder municipal. Senão vejamos:

“…. pula,pula pro lado de cá; eles tão percebendo que o barco vai afundar….”

Em política, “barco” que dizer “poder”, quem está por cima. Nas eleições de 2008 os partidários do PP tocaram essa música porque estavam na oposição. Essa música é pra ser tocada por quem está na oposição. Então, desta forma, o rapaz está aconselhando a ele próprio a “pular de lado, pois o barco vai afundar…”

Outra:

“Tá nervoso, tome chá….”

Eu e meus amigos e amigas do 14 não temos razão parar estar nervosos. Temos uma candidata com boa aceitação em todos os quadrantes do Município e, o que é melhor, com a “ficha limpa” perante a Justiça Eleitoral.

Mais uma:

“Tão querendo voltar, tão querendo mamar…”

Por acaso a Prefeitura é alguma “vaca leiteira”? Lá tem tantas tetas para esse povo todo mamar?

Outra pérola:

“É desepero, é desespero, é desespero…”

Quem poderia estar desesperado na situação atual, em João Alfredo?

Sinceramente, minha gente.

Não seria mais conveniente pegarem aquelas gravações do horário eleitoral do rádio para veicular na cidade com as propostas dos candidatos a vereador? Que propostas têm nas letras dessas catástrofes musicais? Será que estas pessoas acham que estão conquistando votos com essas provocações?

Muita atenção, amigos coordenadores da coligação comandada pelo PP. Estes partidários não estão levando a campanha no rumo certo. 

DIMAS SANTOS

Libertação e Verdade…

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“O que traz libertação é o conhecimento da verdade”

Fiquei surpreso com os comentários de alguns amigos no Facebook ,a respeito da minha recente tomada de posição política.

Prezados amigos:

Por mais que eu já tivesse lido este versículo muitas vezes, eu ainda não tinha percebido que, não é apenas a verdade que liberta, mas é o conhecimento dela que nos liberta.

Será que vocês sabem dos reais motivos que me fizeram ficar com MARIA SEBASTIANA e ZÉ MARTINS?

Será que não posso ter minhas conveniências ou convicções na vida?

Será que só vocês têm razão em me julgar ou julgar os meus atos?  

Será que vocês também não estão tendo suas conveniências ou suas convicções?

Amigos, eu não me considero político. Sou gente, de carne e osso e espírito. Sou passível de falhas.

Mas não me acomodo no ócio…

 

E afinal, o que é mesmo a Verdade?

A verdade é Jesus e Sua Palavra:

João 14.6:

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” 

Em primeiro lugar, na prática, conhecer a verdade significa conhecer a pessoa de Jesus. Em segundo lugar, significa saber de coisas (verdades) acerca da vida e da morte, de Deus e das trevas, de Jesus,de nós,DOS NOSSOS PARENTES, DOS NOSSOS AMIGOS,  da PALAVRA DE DEUS…

Significa saber de coisas que antes você não sabia…

É esse “saber” que abre a porta para que a Verdade te liberte, porque quando esse “saber” entra em você, quando esse “conhecimento” entra dentro de você, (com o uso do seu livre-arbítrio) finalmente você pode fazer sua escolha consciente do que está escolhendo, sem ser enganado pela mentira do diabo (e do seu sistema chamado: mundo).  

Esta é a vontade de Deus para nós: que façamos as nossas escolhas sem a influência do diabo e do mundo, que possamos escolher por nós mesmos, sem interferências.

É por isso que Jesus falou do “conhecimento da verdade”… foi para nos libertar e para que escolhamos Ele (o conhecimento… e não a ignorância ou a mentira).

E quando escolhermos conhecer a verdade, ela nos libertará.

O que é “ser liberto” pela verdade? É quando a mentira já não te domina mais.

É quando a mentira não rege mais teus pensamentos e tuas ações.

Mas para entendermos isso melhor, primeiro precisamos entender quem é a mentira.

 A mentira

 A mentira tem muitas faces:

Ela é humanista. Ela também é incrédula, cética, demagoga, cruel, ateísta… e ao mesmo tempo, a mentira diz que todos os caminhos levam o homem a Deus e à verdade. Mas isso é mentira (aliás, dizer isso é a cara dela). A mentira não é burra, mas ela nos faz ficar “burros” e ignorantes…

Ela é inteligente o suficiente para se disfarçar de uma “verdade”. Ela finge muito bem… se disfarça… mente.

É por isso que o nome dela é: mentira.

De onde ela veio? Onde será que ela nasceu? Quem será o pai dela? Ela é filha de quem? Quem foi que a criou, que “a viu crescer”, para que ela fizesse tudo isso?

A resposta está na Palavra de Deus.

Liberdade

Enquanto estivermos vivos, sempre precisaremos de alguma “libertação”, porque o mundo em que estamos nos “bombardeia” e nos sufoca a todo tempo, tentando nos tirar da Verdade, tentando nos seduzir com suas mentiras…

A toda hora precisamos de alguma “libertação”: seja na mente (alma), corpo ou espírito, toda hora somos “bombardeados” pelo sistema.

Um filme que nós vemos, um livro que lemos, um site que entramos, uma música que ouvimos, uma imagem que vemos, ou até mesmo uma simples conversa, podem nos “contaminar” a ponto de tirar nossos olhos da Verdade.

É o conhecimento da verdade que produz libertação. A todo momento precisamos conhecer a verdade, mais e mais. E quanto mais nós conhecermos a verdade, maior será a “libertação”, mais estaremos “no Altar” de Deus, e menos “no mundo”.

Vocês conhecem a minha Verdade para estarem me julgando?

A libertação é que produz a tão sonhada liberdade.

Será que não sou livre para as minhas escolhas? Em 2008, quando escolhi ficar com Severino Cavalcanti, fiz certo ou errado? Mas tive a liberdade de escolha. Se acertei ou errei, isso é coisa unicamente minha…

Viver não é fácil… Jesus nunca disse que era. Pelo contrário, Ele disse que teríamos tribulações… mas que deveríamos ter “bom ânimo” porque Ele venceu o mundo.

Portanto, pela amizade que nos une, peço que respeitem as minhas atitudes, mesmo que vocês não concordem. As opiniões são de vocês, mas as atitudes são minhas…

Aquilo que é meu, tem a ver com a minha consciência.

 

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

(João 8.32)

 

As contradições do ‘reizinho’

     

* Júlio Lóssio

A propósito da entrevista que o governador Eduardo Campos concedeu à Folha de São Paulo, reproduzida neste blog, pude tirar algumas conclusões. Eduardo não quer o PSB como partido satélite. Contudo, isso só vale para o seu partido, já que fez do PSD um partido satélite em Pernambuco.

Acha um absurdo o PT de São Paulo se aliar a adversários históricos, mas em Pernambuco não vê problema, a exemplo do alinhamento com Joaquim Francisco, ex-PFL, e Jarbas, PMDB, seus desafetos nos últimos 20 anos.

O governador diz que sabe de que lado está. Ele sabe! Mas alguém, além dele, sabe?

Aqui, com o PTB, ali com o PSDB, em outro lugar com o PT. Enfim, de fato, o PSB é um partido largo quando se fala de alianças.

Diz que deve apoiar a presidente Dilma. Deve? Ou vai apoiar? Quem de fato sabe?

Quando perguntado se será candidato devolve a pergunta. Ser ou não ser, eis a questão!

Diz ainda que a presidente tem problemas para reeleição, mas o problema não é ele. Aliados normalmente apontam soluções, não problemas.

Diz ser grato a Lula, contudo se Lula é a personificação do PT, cujo partido criou, imagina se fosse inimigo!

Fala que precisamos discutir uma nova pauta e se afastar das futricas… E aí, pergunta-se: que pauta criou para Recife nos últimos meses, além de estimular a fritura do PT lançando Rands, o que só piorou ainda mais o que já estava ruim.

Defende a alternância de poder e o contraditório, entretanto no seu Estado é chamado de’ reizinho’, tamanha foi a cooptação de prefeitos e lideranças da oposição.

Fala de práticas modernas, mas quando precisa colocar parentes nos tribunais, o discurso difere da prática.

Revela… E ao revelar, confirma que nunca esqueceu os ataques do PT a Dr. Arraes.

Por fim, diz que conhece o caminho da saída e que já viu muita gente abandonar o barco na primeira crise.

Abre olho, Dilma

Cuide-se, Dilma!

 ’Liberdade é o direito de fazer tudo aquilo que as leis permitem.’ Charles de Montesquieu

* Prefeito de Petrolina

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