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O Globo Com carta branca para combater a corrupção, o juiz federal Sergio Moro afirmou na noite deste domingo, em entrevista ao “Fantástico”, que, provavelmente, atuará como conselheiro do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para decidir Leia mais »

João Campos vai ser secretário de Paulo Câmara…

O cenário de um governo Bolsonaro (PSL) que entra em contraste com o governo socialista de Paulo Câmara (PSB) pode pesar no fato da escolha de João Campos, eleito deputado federal, permanecer Leia mais »

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Category Archives: Política

Fim das coligações já preocupa vereadores …

As eleições de 2018 trouxeram uma grande renovação na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas, pois estava em jogo uma disputa sem o tradicional financiamento privado de campanha que sempre trouxe muita confusão. O resultado foram campanhas franciscanas que levaram muitos políticos tradicionais a perderem muitos votos em relação a 2014, com alguns deles a perderem o mandato.

Nas eleições de 2020 além do financiamento, os vereadores precisarão lidar com o fim das coligações proporcionais, que sempre emplacavam a maioria das cadeiras numa disputa eleitoral. Na eleição de 2016, 27 vagas de vereador do Recife ficaram com as coligações, e apenas 12 vagas foram distribuídas com partidos que fizeram chapa própria.

Naquela ocasião, dos partidos que não coligaram, destaque para o PP, que elegeu três vereadores, e para o PEN, que hoje é Patriota, que elegeu dois vereadores, enquanto PCdoB, Solidariedade, PTC, PSD, PSDC, PRP e PPS ficaram cada um com uma vaga. Dentre os que se coligaram, apenas PSB, PRTB, PT, PSDB, PSC e PRB teriam votos suficientes para eleger seus vereadores, os demais partidos, como PTB e MDB, por exemplo, não teriam elegido vereador se não houvesse as coligações.

O fato é que nas eleições de 2020, sem o advento das coligações, os partidos pequenos que já tiverem vereador de mandato perderão completamente sua atratividade, e os aspirantes a vereador terão que fazer a opção por partidos que possuem bancada grande e de preferência que tenham candidatos majoritários para fortalecer o voto de legenda e ajudar a eleger parlamentares.

Apesar de as conversas ocorrerem apenas reservadamente, muita gente não sabe o que fazer na Casa José Mariano, pois entrar em partido sem cauda há o risco de não disputar sequer as sobras e ficar sem o mandato, e se entrar em partidos que já possuem muitos vereadores, ficarem reféns de uma briga fratricida para ascender ao mandato. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Por isso já tem vereador fazendo as contas e avaliando que é melhor pendurar as chuteiras. (Edmar Lyra)

Bolsonaro avaliará alternativa para reformar Previdência que não exija mudar Constituição…

Por Alexandro Martello e Fernanda Calgaro, G1 — Brasília

Em busca de votos suficientes para aprovar ainda neste ano mudanças nas regras de aposentadoria – a fim de conter a escalada do rombo previdenciário –, o presidente eleito Jair Bolsonaro deve receber de parlamentares nesta quinta-feira (8) propostas de mudanças de normas que não alterem a Constituição.

Nessa hipótese, a alteração da idade mínima e de regras para os servidores públicos (equiparando-os ao setor privado), que o governo do presidente Michel Temer buscou aprovar no Congresso Nacional, ficariam de fora das mudanças.

O texto foi aprovado em uma comissão especial na Câmara, mas não chegou a ser analisado no plenário por falta de apoio. As estimativas são de que essa reforma resultaria em uma economia, em relação às regras previdenciárias atualmente vigentes, de R$ 500 bilhões a R$ 600 bilhões em dez anos.

“Temos que ver aquela [proposta] que passa na Câmara e no Senado. Amanhã [esta quinta-feira], vamos receber alguns parlamentares com propostas de dar um passo na reforma da Previdência sem ser proposta de emenda à Constituição”, declarou Bolsonaro nesta quarta.

Mudanças de regras previdenciárias sem mexer na Constituição poderiam se concentrar em outros pontos, como aumento da contribuição previdenciária de servidores públicos, atualmente em 11%.

O governo do presidente Michel Temer tentou elevar essa contribuição para 14% por meio de medida provisória, que acabou barrada por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também poderia propor o fim da chamada regra 85/95 para os trabalhadores privados urbanos, e o retorno ao formato anterior do chamado “fator previdenciário” – que reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos (no caso de homens) ou 60 (de mulheres).

De acordo com o consultor legislativo do Senado Federal Pedro Fernando Nery, essas mudanças, porém, tendem a ter um impacto menor do que a proposta que já passou pela comissão especial.

O governo que seja a cara de Paulo…

Paulo Câmara está pensando como irá acomodar os aliados no seu futuro novo governo e pretende cuidar disso quando voltar das férias no dia 20. Segundo informações de bastidores é que quem esteve com Paulo na campanha será contemplado de um jeito que todos tenham espaço mas é inegável que mudanças bruscas vão acontecer no seu secretariado. Mas não serão àquelas mudanças que são por falta de empenho ou por falta de resultado, mas sim porque o governador quer fazer do seu segundo governo um governo com a sua cara. 

Para início de conversa é colocar em algumas secretarias que são estratégicas prováveis candidatos a prefeito nas cidades pólo do estado. Seria João Campos (Recife) Gleide Angelo (Jaboatão) Sebastião Olveira (Serra Talhada) Lucas Ramos (Petrolina). Paulo ainda estaria vendo um nome que pudesse agregar os aliados em Olinda. Caruaru ainda é outra cidade que estaria também na lista do governador, o problema é a enorme quantidade de pré-candidatos que dificultariam uma aliança já no primeiro turno.

Além das questões eleitorais, o governador Paulo Câmara também olha o seu nome e o peso administrativo ao querer ao seu lado auxiliares que sejam extremamente ligados ou que sejam do seu perfil. Tendo em vista justamente isso, o governador pediu que partidos aliados busquem os melhores quadros para poder assim fazer um governo técnico e que possa contribuir com os anseios do povo pernambucano. (Silvinho Silva)

Alckmin e Tasso saem do PSDB com bolsonarização…

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Políticos tradicionais estão saindo do aparvalhamento da derrota e preparam uma grande reorganização no quadro partidários depois do tsunami sofrido nas urnas. Em São Paulo, começa a se organizar um núcleo que reúne, nas conversas, o ex-candidato e ex-governador Geraldo Alckmin, o atual governador, Márcio França, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e o ex-ministro dos governos petistas Aldo Rebelo, entre outros. Amigos de Alckmin não descartam nem mesmo a possibilidade de que ele venha a deixar o PSDB se, na reunião da executiva no fim do mês, prevalecer a ideia de seu ex-pupilo João Dória de apoiar o governo Bolsonaro.

Da mesma forma como, em São Paulo, essa espécie de frente anti-Dória é o divisor de águas, para os tucanos a adesão ao governo de Jair Bolsonaro é o limite no nível nacional. Se prevalecer a posição de Dória, que marcaria sua hegemonia no partido, Geraldo Alckmin sai fora, levando um punhado de tucanos de raiz. De outro lado, o senador Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, também está fazendo as malas e vi cair fora se se confirmar a “bolsonarização” do PSDB.

Seu rumo poderá ser um novo partido, que nåo fará oposição ferrenha a reformas importantes para o país, mas ficará longe do governo. Na avaliação desses políticos, terminada a lua-de-mel pós-eleitoral, haverá importante movimentação no quadro político, e aí sim as coisas vão ficar claras e poderá se abrir uma avenida para a atuação de outros partidos. Sob esse ponto de vista, que leva em conta fragilidade da base bolsonarista, é um erro acreditar que os políticos do establishment foram varridos do mapa.

Lula surpreso com mudança de Moro…

Lula falou com Heddad  sobre Sergio Moro. Afirmou que sempre acreditou que o juiz militaria fora da magistratura pois o considerava um quadro político. Mas se surpreendeu com a rapidez com que isso ocorreu. Haddad visitou Lula na prisão na quarta (7), com outros advogados. Segundo relatos, o presidente está cético em relação aos futuros julgamentos que enfrentará na Justiça. Acredita que o clima no país dificulta uma análise serena de sua defesa.

Fernando Haddad não assumirá cargo no PT —nem mesmo na Fundação Perseu Abramo, como era cogitado. Ele combinou com Lula que seguirá na política, mas fora das estruturas partidárias.

Ele falou também sobre Ciro Gomes. Disse que não esperava que o pedetista se ausentasse por completo do segundo turno das eleições —ele foi passear na Europa. Ainda assim, disse que separa questões políticas das pessoais e elogiou: “Ciro é um ser humano que vale a pena”.  (Mônica Bergamo – FSP)

Reajuste aprovado pelo Senado é irresponsabilidade fiscal e imoral…

O presidente do Senado Federal, Eunicio Oliveira, após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, decidiu pautar a votação do reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal, e consequentemente aumentando o teto constitucional, de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, configurando-se num aumento de 16,38%. O grande problema desta medida é que ela tem um efeito cascata imediato, pois os próprios senadores e deputados podem receber o mesmo valor e isso desdobra para outras categorias do judiciário, legislativo e executivo.

A medida, que se for sancionada pelo presidente Michel Temer, poderá trazer um prejuízo de mais R$ 4 bilhões aos cofres públicos, cujas contas devem fechar com deficit de R$ 139 bilhões em 2018. A postura do Senado Federal é uma verdadeira afronta a sociedade, pois a queda de privilégios dos congressistas e do próprio STF, seria uma prova de cortar da própria carne, e demonstrar para a sociedade que os congressistas estavam sintonizados com o recado dado pelas urnas.

O Senado, que teve 54 dos seus 81 integrantes colocados na berlinda, cuja maioria não se reelegeu, demonstrou que não entendeu nada do que foi apontado pela maioria da população. Na verdade, muitos deles, não reeleitos, quiseram dar um troco ao eleitor que lhe mandou pra casa através do voto.

É imprescindível que haja um corte de privilégios e a redução do tamanho do estado. Não se pode um integrante do Supremo Tribunal Federal receber quase R$ 40 mil de salário, isso sem contar com todos os demais benefícios, e o cidadão-comum, dependente de salário mínimo, ficar com apenas R$ 954 por mês.

O contrassenso fica a cada dia mais latente, e aponta para que a limpeza realizada nas urnas ainda foi pouca para a irresponsabilidade do Congresso Nacional e do próprio Supremo Tribunal Federal, que poderia através do seu presidente ter dado o primeiro exemplo e abdicar desta imoralidade com toda a sociedade. Um aumento desta magnitude num momento em que a inflação está sob controle e temos 14 milhões de desempregados é uma afronta para toda a sociedade. Nada justifica, e evidencia que a cara de pau dos marajás do serviço público não tem limite. (Edmar Lyra)

Tereza Cristina é anunciada como ministra da Agricultura de Bolsonaro…

A deputada Tereza Cristina (DEM/MS) foi anunciada como a futura ministra da Agricultura. Assumirá o cargo no dia 1º de janeiro de 2019. A divulgação foi feita na tarde desta quarta-feira (7) pelo vice-presidente da Frente Parlamentar de Agricultura, Alceu Moreira (MDB/RS), após reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou a informação pelo Twitter.

Jair M. Bolsonaro

@jairbolsonaro

“Boa noite! Informo a todos a indicação da senhora Tereza Cristina da Costa Dias, Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, ao posto de Ministra da Agricultura”.

O grupo de parlamentares ligados ao setor se reuniu com o futuro presidente para sugerir o nome da deputada. Tereza é presidente da frente parlamentar, também conhecida como Bancada do Boi. 
 
Segundo Moreira, depois de “longa e profunda discussão” da frente, Tereza Cristina foi escolhida. “Ela foi consenso da nossa indicação. Feita a sugestão ao senhor presidente eleito. Ele bem de imediato anunciou que ela será a sexta ministra a ser indicada%u201D, afirmou. “A fusão (com o Ministério do Ambiente) não haverá. Teremos o Ministério do Meio Ambiente, mas o detalhe desse processo ficará para a equipe de governo anunciar depois”, completou.

Moreira disse que Bolsonaro não disse quem será o novo ministro do Meio Ambiente, mas alertou que a frente parlamentar “homologaria” o nome. “Ele não disse para nós que nós indicaríamos o nome do novo ministro do Meio Ambiente, mas disse que nós homologaríamos esse nome. Foram as palavras dele”, afirmou. “Quem homologa não conhece o nome. A homologação vem depois da indicação”, acrescentou.  

O governador eleito do Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), também presente no CCBB, defendeu a sugestão da frente. “Sempre respeitei todas as indicações da frente. Ela (Tereza) é um excelente quadro, preparada e competente”, afirmou.(Correio Braziliense)

A briga pelo Recife em 2020…

A briga pelo Recife em 2020 deve se dar entre duas figuras que são muito representativas aqui no estado de Pernambuco. Pode até ser que o cenário se modifique, e que outros nomes apareçam no tabuleiro eleitoral, mas até agora os deputados federais João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) dividem a banca de apostas do conjunto eleitoral da capital. Eu falei “pode ser” pois caso o governo de Jair Bolsonaro dê sinais já em 2020 das mudanças que o país tanto espera, o presidente eleito pode ser um grande eleitor aqui no estado. O que automaticamente atrapalharia os planos de ambos que são oposição declarada ao presidente. 

A presença de Paulo Câmara(PSB) em um dos palanques a depender de como estará o seu governo pode ser benéfica ou não. Paulo voltou a ter altos índices de rejeição após sua eleição e depois do projeto da criação do DACRO que terminou extinguindo a delegacia de combate à corrupção. Como a mente do eleitor é momentânea pode ser que esse fator não tenha tanta influência na eleição recifense embora o eleitor da capital é bem mais participativo no noticiário político e bem mais atualizado que o eleitor do interior. 

Marília Arraes e João Campos, primos e da família de Arraes e de Eduardo Campos. Marília lutou muito para disputar a cadeira de governadora de Pernambuco pelo PT, mas uma aliança formada entre o PT e o PSB local a tirou do jogo mas acabou lhe enviando para a Câmara Federal como uma das vozes mais ferrenhas e opositoras ao atual governo estadual. Não bastando isso, Marília também será uma voz contrária ao governo federal de Jair Bolsonaro. Já o jovem João Campos ainda é uma incógnita se vai ou não assumir o mandato, tendo em vista que o seu nome é cotado para assumir uma secretaria no governo de Paulo Câmara e assim ficar mais perto da cidade do Recife.

Há no entanto quem defenda que João Campos não assuma nenhuma secretaria para que não fique aqui quebrando cabeça com o governo Paulo Câmara e tenha um aprendizado melhor em Brasília, tal como tiveram seu pai Eduardo Campos e seu bisavô Arraes. O tempo dirá se João irá para Brasília dividir os holofotes com Marília Arraes, ou se ficará por aqui em alguma secretaria estadual. (Silvinho Silva)

Bolsonaro defende que professores sejam gravados: “Tem que se orgulhar e não ficar preocupado”…

O presidente eleito Jair Bolsonaro criticou o que chamou de “doutrinação desacerbada” (sic) em questões do Enem, aplicado neste domingo em todo o país. Em entrevista à “TV Band”, na tarde de segunda-feira (5), Bolsonaro disse que “é um vexame ver o que cai na prova do Enem” e defendeu que se cobre “o que tem a ver com a questão do Brasil e da cultura”. O capitão do Exército disse ainda que professores devem se orgulhar e não ficar preocupados com gravações em salas de aula. 

— Não tenho implicância com LGBT, mas uma questão de prova que entra na linguagem secreta de gays e travestis não medem conhecimento nenhum. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis para a sociedade.

O presidente eleito se referia à questão número 37 do caderno de Linguagens do Enem realizado domingo. A questão mostra um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e pergunta por que “pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico”.

Bolsonaro negou que pretenda acabar com o Enem, mas disse que seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”.

– Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim.

Ao ser questionado se concorda que alunos gravem professores que estejam fazendo “doutrinação” em sala de aula, como sugeriu a deputada estadual eleita em Santa Catarina pelo PSL Ana Caroline Campagnolo, Bolsonaro disse que os professores devem se “orgulhar” e não ficar preocupados, caso algum aluno decida gravar as aulas.

— Professor tem que se orgulhar e não ficar preocupado. Mau professor é o que se preocupa com isso aí — disse.

A declaração de Ana Caroline gerou repúdio de entidades de educação ao publicar em sua página de Facebook logo após a vitória de Bolsonaro um pedido para que estudantes catarinenses vigiem seus professores e denunciem “manifestações político-partidárias ou ideológicas”.

A deputada eleita argumenta que, com a eleição de Bolsonaro, “professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados” e incentivou alunos a filmarem seus educadores e mandarem o vídeo para o próprio celular da deputada, informando o nome do professor, o nome da escola e a cidade.

Após a repercussão do caso, a Justiça mandou a deputada eleita pelo PSL retirar das redes sociais as publicações que incitavam alunos fazerem os vídeos em sala de aula. Segundo a decisão, a atitude fere diretamente o direito dos alunos de usufruírem a liberdade de expressão da atividade intelectual que deve ser exercida em sala de aula independentemente de censura ou licença. (Rayanderson Guerra / O Globo)

Obs.: Para melhor audição, desative momentaneamente a Rádio DS.

Quanto ganham ministros do Superior Tribunal Militar?…

Quanto ganham os magistrados do Superior Tribunal Militar? Não há motivo para queixas: de 29 ministros aposentados, 21 receberam entre R$ 113.351,00 e R$ 306.644,00. Naturalmente, informa o excelente site jurídico gaúcho Espaço Vital (www.espacovital.com.br), com os penduricalhos de praxe.

Só quatro ministros recebem algo como R$ 22 mil mensais. Exatamente o salário dos ministros da ativa que não recebem penduricalhos.

O presidente eleito Jair Bolsonaro mostrou que sua campanha custou bem pouco. E o que sobrou ele mandou doar ao hospital de Juiz de Fora. Uma bela iniciativa – mas há dinheiro sobrando no partido de Bolsonaro, o PSL.

Por ter eleito uma belíssima bancada, o PSL recebe algo como R$ 110 milhões em recursos do Fundo Partidário, Verbas públicas, claro: dinheiro meu, seu – coisa feia!  (Carlos Brickmann)

Urnas mudaram forma de fazer política …

 (Foto: Rafaela Frutuoso/Diário Regional Digital JF/Folhapress)

As eleições deste ano tiveram uma renovação recorde entre governadores, senadores, deputados federais e estaduais, e permitiram a ascensão de um presidente que em pleitos anteriores sequer figuraria entre os primeiros colocados. O recado das urnas emitido em todo o Brasil, com maior ou menor intensidade de acordo com cada região, evidenciou que trocamos uma forma analógica de fazer política para uma plataforma digital.

O guia eleitoral que custava rios de dinheiro, ora pela sua produção, ora pela sua veiculação, cujo custo se dá a partir de renúncia fiscal do governo, e de gratuito ele só tem o nome, se mostrou completamente obsoleto. O líder em termos de tempo de televisão, Geraldo Alckmin, com metade de todo o guia eleitoral, ficou em apenas quarto lugar,  com pouco mais de 5% dos votos válidos, enquanto um dos menores guias, Jair Bolsonaro, com apenas oito segundos, teve 46% dos votos válidos no primeiro turno e foi eleito com 55% no segundo turno.

Políticos tradicionais como Romero Jucá, Cassio Cunha Lima e Lindbergh Farias foram rejeitados das urnas depois de sucessivos mandatos na vida pública, e aqueles que escaparam do limo das urnas conseguiram por um triz, como os senadores eleitos Renan Calheiros e Jarbas Vasconcelos, que ascenderam o mandato no Senado por uma diferença mínima em relação aos seus adversários.

Em Pernambuco não tivemos muitas novidades, exceto Fernando Rodolfo e Tulio Gadelha na bancada federal e Gleide Angelo na bancada estadual, todos os demais eleitos tinham alguma ligação com a política tradicional, porém eles sentiram na pele uma mudança significativa no comportamento do eleitor, que se absteve de votar muito acima da média em Pernambuco. Mas não é porque o estado foi menos afetado pela onda de mudança da política tradicional que os políticos não devem colocar as barbas de molho.

Vereadores e prefeitos que tentarão a reeleição em 2020, só lograrão êxito se tiverem serviços prestados e se estiverem conectados com o eleitor. Se porventura o político apostar na tradicional compra de votos ou no assistencialismo que permeou as eleições até 2016, pode se preparar para voltar pra casa em 2021. O mundo mudou, hoje quase tudo pode ser feito na palma da mão através de um smartphone, e a política não é diferente, quem estiver distante da internet e do eleitor, dificilmente terá qualquer chance de vitória na próxima eleição. (Edmar Lyra)

Bolsonaro defende ideia de filmar os professores…

Josias de Souza

Jair Bolsonaro concedeu uma longa entrevista a José Luiz Datena, da Band. Conversaram por quase duas horas. A certa altura, o repórter quis saber a opinião do novo presidente sobre a ideia de filmar professores que façam suposta “doutrinação” política em sala de aula. Bolsonaro aprovou e estimulou a iniciativa: “Não tem problema nenhum, pode filmar.”

Deve-se a proposta de gravar professores à deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL), de Santa Catarina. Ela pediu nas redes sociais que estudantes catarinenses filmem e denunciem professores que façam “queixas político-partidárias em virtude da vitória do presidente Bolsonaro”.

A Justiça mandou a deputada eleita pelo partido do presidente retirar da internet as mensagens que incitavam os alunos a realizar filmagens em sala de aula. Para Bolsonaro, porém, “o professor tem que se orgulhar e não ficar preocupado” com a hipótese de ser gravado. “Só o mau professor é que se preocupa com isso daí”, declarou.

A posição de Bolsonaro é lamentável e promissora. Deve ser lamentada porque não fica bem um presidente da República jogar alunos contra professores, estimulando a adoção de uma espécie de ‘macarthismo’ escolar. Pode ser uma boa promessa pelas perspectivas que se abrem.

Considerando-se que Bolsonaro acha que “não tem problema nenhum” filmar servidores públicos no exercício de suas funções, decerto instalará uma câmera no gabinete presidencial. O exemplo, como se diz, vem de cima.

Os contribuintes em dia com a Receita Federal adorarão acompanhar os despachos presidenciais em tempo real. E Bolsonaro se orgulhará de ser levado à vitrine, pois só um mau presidente da República se preocuparia com isso daí.

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