Justiça dá prazo de 72 horas para governo se pronunciar sobre extinção da Decasp…

O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Augusto Napoleão Sampaio Angelim, deu um prazo de 72 horas para que o governo do estado se pronuncie a respeito da ação popular contra Leia mais »

Moro verá se ministros merecerão ou não demissão…

O Globo Com carta branca para combater a corrupção, o juiz federal Sergio Moro afirmou na noite deste domingo, em entrevista ao “Fantástico”, que, provavelmente, atuará como conselheiro do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para decidir Leia mais »

João Campos vai ser secretário de Paulo Câmara…

O cenário de um governo Bolsonaro (PSL) que entra em contraste com o governo socialista de Paulo Câmara (PSB) pode pesar no fato da escolha de João Campos, eleito deputado federal, permanecer Leia mais »

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Category Archives: Política

TRE cassa mandato do vereador Diogo Prado (do Carpina)…

O vereador Diogo Prado, do Carpina,  teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) na manhã desta quarta-feira (17) por infidelidade partidária.

A ação foi movida pelo PCdoB, em desfavor de Diogo, que trocou a sigla para disputar as eleições para deputado estadual pelo PSC. O placar da votação foi de 6 x 1 contra o vereador. A decisão ainda cabe recurso. (Elielson Lima)

Onyx Lorenzoni diz que condições fisiológicas impedem Jair Bolsonaro de participar de debates…

O coordenador da campanha do presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL) e provável ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que o deputado fluminense não tem no momento condições alguma de participar de debates televisivos.

– Vou ser bem claro com vocês. Um paciente colostomizado, ele peida, fede. Você acha isso agradável no meio de um debate político? – Disse o deputado. 

O deputado federal do Democratas disse que dificilmente Bolsonaro irá fazer alguma viagem neste segundo e deverá permanecer no Rio de Janeiro, em sua residência para se recuperar o mais rápido possível.

Fatura cobrada por aliado no guia do adversário…

A eleição ainda está em curso, mas a roupa suja já começou a ser lavada. E em público. O “troco” dado por Cid Gomes à cobrança por “mais empenho” – feita por Fernando Haddad ao PDT e a Ciro Gomes – foi parar no guia eleitoral do presidenciável Jair Bolsonaro. Segundo o portal Jota publicou ontem no Twitter, Cid recorreu ao TSE para impedir que a campanha de Bolsonaro utilize em suas propagandas o vídeo no qual ele ataca o PT durante evento no Ceará anteontem. A rejeição de Cid ao uso da sua imagem pelo candidato do PSL, no entanto, não equivale a recuo no desabafo. Ainda ontem, ele reforçou seu testemunho ao Estadão/Broadcast, sublinhando que os petistas “querem ser hegemônicos inclusive na oposição”. Essa foi a mesma leitura feita por um parlamentar ainda durante a reunião da Executiva Nacional do PDT na semana passada, como a coluna cantara a pedra. Lançou-se, na ocasião, o questionamento sobre o que o PT faria se o PDT estivesse no 2º turno com Bolsonaro. E o deputado soltou o seguinte: “O PT apoiaria o PDT, torcendo para que Bolsonaro ganhasse. O PT prefere ser protagonista na oposição do que ser apêndice de um governo de centro-esquerda”. À coluna, anteontem, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, reforçara a avaliação: “O PT tem visão hegemônica. Acham que só eles podem ser apoiados e estão colhendo frutos do que plantaram”. Na fala que fez ao Estadão/Broadcast, Cid agravou essa análise de Lupi: “Boa parte da companheirada aí já deu por perdido (o 2º turno) e está pensando nisso, em ser hegemônico na oposição. Estão se lixando para o Haddad”. Nas coxias, alguns já avaliam que o mal-estar nacional pode estar repercutindo na campanha local. Ontem, o ex-prefeito do Recife, João Paulo, e o senador Humberto Costa realizaram um pinga-fogo na Rua Nova. À coluna, João Paulo não entrou no mérito, mas ponderou que “o clima está diferente do que foi visto na reeleição de Dilma (Roussef)”. Na avaliação dele, “tem que dar uma animada maior na militância”. Deram-se cobranças por material, que, segundo João Paulo, só chegou ontem. Haddad ainda aposta no apoio de Ciro. Pedetistas, nas coxias, sobre eventual encontro, descartam: “Vai nada!”. A conferir. (Renata Melo)

Cresce o nome de Jarbas para presidir o Senado…

Ganha força na mídia nacional o nome do senador eleito Jarbas Vasconcelos (MDB) para presidir o Senado Federal. O nome de Jarbas foi citado como homem íntegro que sempre combateu o PT, e nunca se envolveu em escândalos de corrupção. 

No entanto, pode pesar contra Jarbas Vasconcelos o fato de ter se aliado em Pernambuco justamente com o PT. O nome do senador recém-eleito foi lembrado pelo historiador Marco Antonio Villa segundo o qual, Jarbas é o nome das apostas dos senadores para dar uma cara nova na presidência do senado. (Silvinho Silva)

TSE manda remover da internet vídeos de Bolsonaro com críticas a material contra homofobia…

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de vídeos publicados no Facebook e Youtube nos quais o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, aparece criticando a suposta distribuição, pelo Ministério da Educação a escolas públicas, de um livro destinado a crianças com imagens de cunho sexual.

O deputado dizia que o livro fazia parte do “kit gay”, rótulo dado por opositores ao programa Escola Sem Homofobia, que Bolsonaro atribui ao adversário Fernando Haddad, candidato pelo PT e ex-ministro da Educação. A distribuição do material foi suspensa em 2011 pela então presidente Dilma Rousseff; na ocasião ela disse que nenhum órgão do governo poderia fazer “propaganda de opções sexuais”.

O ministro Horbach concluiu que a obra nunca foi distribuída a escolas públicas pelo governo. A decisão do ministro foi assinada nesta segunda-feira (15) e atendeu a pedido da campanha de Haddad. A defesa do petista nega que houve distribuição do livro, segundo declarações do Ministério da Educação e da editora que o publicou.

Na decisão, o ministro concluiu que o vídeo “gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político”. “É igualmente notório o fato de que o projeto ‘Escola sem Homofobia’ não chegou a ser executado pelo Ministério da Educação, do que se conclui que não ensejou, de fato, a distribuição do material didático a ele relacionado”, escreveu na decisão.

No total, os advogados de Haddad pediram ao TSE a remoção de 36 links da internet relacionados ao tema, mas o ministro mandou retirar do ar apenas 6, nos quais Bolsonaro diz que o livro era distribuído. Disse que os demais não tiveram sua “veracidade posta em xeque”.

No pedido para remover os vídeos, a defesa de Haddad argumentava que eles causavam “prejuízo” para o petista, “não só no âmbito eleitoral, mas também à sua honra pessoal, ao difundirem informações inverídicas, difamatórias e injuriantes”.

No site do PT em apoio à candidatura de Haddad, a campanha diz que o TSE proibiu o deputado de espalhar conteúdo falso nas redes. “TSE confirma: não existe kit gay!”.

Os vídeos

Nos vídeos, publicados na sua maioria em 2016 por apoiadores do deputado, Bolsonaro ataca a suposta inclusão, dentro de material escolar contra a homofobia, da obra “Aparelho Sexual e Cia”, destinado a crianças e que apresenta desenhos de cunho sexual.

Ausência no debate é estratégia antiga…

A primeira rodada de pesquisas do Datafolha e do Ibope, completadas nesta segunda dia 15, mostram que Bolsonaro lidera com uma enorme folga às pesquisas de intenção de votos. Em torno de 18 a 20 pontos nos levantamentos, de acordo com levantamentos dos institutos como IPESPE/XP, DATAFOLHA, IBOPE. Embora a vantagem seja enorme, e faltem poucos dias para a eleição, muita água ainda pode rolar até lá. No entanto, parte da mídia já considera improvável que Fernando Haddad vire o jogo, embora às declarações nesse sentido sejam dadas com cautela para não interferir no pleito eleitoral. Passados quase dez dias do primeiro turno, a vantagem de Bolsonaro sobre Haddad não diminui o que pode deixar o candidato do PSL longe dos debates, e isto, é uma tática eleitoral, embora Bolsonaro tenha em mãos uma proibição médica de participar no momento deles, devido o atentado sofrido no último dia 6 de setembro.

Em 1998, Fernando Henrique Cardoso faltou em diversos debates para não ter que entrar em confronto direto com o então candidato petista, Luís Inácio da Silva e com o seu ex-colega de partido Ciro Gomes. Os dois já tinham um acordo para cobrar de FHC os feitos e erros de seu governo que se iniciou em 1995. Antes, na sua eleição de primeiro turno, FHC já tinha faltado em vários debates. Chegamos ao ano de 2002 e Lula participou de todos os debates do primeiro turno, mas no segundo turno contra o tucano José Serra compareceu apenas em um debate: O da Rede Globo. Desde este ano, o candidato não pergunta diretamente ao outro candidato, mas responde perguntas de eleitores indecisos. Serra passou todo o segundo turno cobrando a presença de Lula nos debates de segundo turno em vão. Lula não foi. Em 2006, o então candidato Lula já tinha garantido sua ida ao segundo turno, evitou ir aos debates do primeiro turno para não se confrontar com a então candidata do PSOL, Heloísa Helena. No segundo turno, contra Alckmin foi a todos. Não alterou o resultado para Alckmin, pelo contrário, piorou.

Essa velha tática de se ausentar dos debates televisivos é uma ideia antiga de marqueteiros e utilizada por todos que lideravam às pesquisas de intenção de votos. Jair Bolsonaro não está estreando essa tática. E embora a cobrança de Haddad seja enorme, ele deverá ser confrontado em apenas um ou dois debates. Há pessoas na campanha do candidato do PSL que defende que ele não vá em nenhum debate. No entanto, Bolsonaro deve participar de dois até o momento: O da Rede Record de televisão no próximo domingo dia 21 e o da Rede Globo no dia 26. Tem o debate da Band marcado para o próximo dia 19 que ainda é uma incógnita. Eu arrisco o palpite de quem Bolsonaro irá ou no da Record e Globo,ou tal como fez Lula, vai apenas no da Globo. 

A vantagem de Jair Bolsonaro o deixa numa posição confortável e a ida aos debates poderá ter três caminhos: Não se sair bem, e perder votos. Se sair bem e manter votos, ou se sair bem e aumentar os votos. Geralmente o que ocorre é de se sair até bem, mas isso nada interfere nas pesquisas de intenção de votos. O único que conseguiu aumentar sua vantagem indo para os debates foi Lula, em 2006. Alckmin conseguiu a proeza de ir ao segundo turno com mais votos e perde-los no primeiro turno. Um debate entre Bolsonaro e Haddad seria ótimo, para os indecisos. Embora Haddad esteja com sangue nos olhos para enfrentar Bolsonaro, este ainda pode fazer algumas perguntas indesejadas ao petista, que podem sim, atrapalhar o ex-prefeito de São Paulo e fazer com que ele ao invés de ganhar votos, perca. E o motivo é um só: Os votos de Jair Bolsonaro são consolidados em sua maioria (94%). (Silvinho Silva)

Paulo Câmara iniciará seu governo efetivamente em janeiro …

Eleito na esteira de uma comoção envolvendo a morte do ex-governador Eduardo Campos em 2014, Paulo Câmara assumiu o governo em 2015 deixando que o núcleo político que tocou sua campanha formasse o seu governo. Isso ocorreu não só pela tragédia como também pela falta de experiência do governador para exercer um cargo de tamanha magnitude.

A primeira demonstração de inexperiência política foi a eleição da mesa diretora da Alepe em 2015 quando o escolhido do Palácio para a primeira-secretaria foi derrotado, isso ocorreu porque faltou articulação do governo junto ao poder legislativo, e os desdobramentos daquela atitude foram se amontoando a cada ano.

Nas eleições deste ano, Paulo Câmara era dado como carta fora do baralho por muita gente, sobretudo pelos que compuseram a oposição liderada por Armando Monteiro, mas com a experiência de mais de três anos enfrentando uma das maiores crises políticas da história, o governador fez movimentos que lhe deram uma competitividade significativa e encurralaram a oposição, como por exemplo a atração do PT para a Frente Popular e a manutenção do MDB na sua coligação.

O resultado todo mundo já sabe. Uma vitória menos elástica que em 2014, porém com muito mais  cara de Paulo Câmara do que quando ele foi eleito por conta da morte de Eduardo Campos. Esta vitória deu a condição ao governador de fazer um governo mais a sua maneira do que foi o primeiro. A expectativa do segundo mandato é melhor do que o primeiro, inicialmente pela condição de o próprio governador montar seu secretariado sem interferências externas, depois porque lidera uma frente política mais enxuta e mais homogênea, tendo que partilhar o governo com PSB, PT, MDB, PSD, PR, PCdoB e Solidariedade apenas.

A partir de janeiro, Paulo Câmara terá condições de imprimir um ritmo de trabalho muito mais eficiente e eficaz do que os primeiros quatro anos, pois o mérito da sua vitória do último dia 7 é mais seu do que de terceiros, diferentemente de 2014 quando ela foi contabilizado por fatores estranhos ao mérito e a competência do governador. (Edmar Lyra)

Segundo Turno: Agora é com o PT e PC do B…

Setores ligados ao Palácio das Princesas nos informaram que houve uma reunião no dia de ontem, 15 de outubro, em Recife para decidir os rumos da campanha de Fernando Haddad (PT) à presidência da república aqui em Pernambuco. De acordo com às informações, o governador reeleito Paulo Câmara (PSB) participou de reuniões em São Paulo e Brasília durante a semana passada para pensar estratégias políticas no sentido de ampliar a vantagem de Fernando Haddad no nordeste e estancar o crescimento de Jair Bolsonaro, candidato do PSL, que teve a maior votação que um candidato oposicionista ao PT já teve na região desde 2002.

De acordo com informações, a coordenação da campanha será do Partido dos Trabalhadores e não do Governador Paulo Câmara (PSB), embora o governador seja “protagonista e soldado da campanha de Haddad em Pernambuco e no nordeste”. 

“O que estiver ao alcance do governador Paulo Câmara fazer, ele vai fazer, mas tomar à frente não cabe a ele porque o candidato é do PT. Isso cabe ao PT. No entanto, tanto o senador Humberto Costa como membros do partido no estado e na nacional sabem que podem contar com Paulo Câmara e com toda a frente popular” disse uma fonte ao Blog.

Cansaço

Alguns integrantes do Palácio no entanto não negam a informação que o desgaste da campanha no primeiro turno deixou a tropa “cansada” e que este segundo turno presidencial será muito puxado para todos. Entretanto, vamos fazer o melhor possível para que o candidato do PT a presidência seja bem sucedido nas urnas. 

Descartado 

Jarbas Vasconcelos não fará campanha para Fernando Haddad. O máximo que ele irá fazer é votar no petista e ponto. Esta informação também foi passada ao blog por um dos aliados do PSB.

(Silvinho Silva)

Petistas eleitos em primeiro turno fazem força-tarefa para ajudar Haddad…

Wellington Dias, eleito no primeiro turno no Piauí, quer aumentar a diferença do presidenciável no estado (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Diante do baixo desempenho do candidato Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial, nomes influentes do partido se organizam para tentar uma reviravolta na fase final da campanha. Em busca de votos perdidos ou não alcançados, os três governadores do partido que venceram em primeiro turno — Wellington Dias (PI), Rui Costa (BA) e Camilo Santana (CE) — se reuniram ontem nos respectivos estados, com dirigentes da legenda, deputados e outros apoiadores para organizar melhor as estratégias. Parlamentares eleitos também se articulam em outros estados para ampliar a margem de votos.

A rejeição de 47% do eleitorado ao petista, registrada ontem pelo Ibope, preocupa os correligionários de Haddad. Há ainda a “onda Bolsonaro”, que impede que alguns aliados demonstrem publicamente o apoio, com medo de perder votos, acredita um deputado federal recém-eleito. “Neste momento, pesa muito o interesse individual”, lamentou. Dos 28 candidatos a governadores dos 13 estados e do Distrito Federal que não liquidaram a fatura no primeiro turno, apenas três apoiam explicitamente Haddad: Fátima Bezerra (PT-RN), Belivaldo Chagas (PSD-SE) e Capi 40 (PSB-AP). Bolsonaro conta com o apoio de 15. O resto está neutro ou não decidiu.

Os três governadores petistas eleitos garantem intensificar a mobilização. No Piauí, a agenda deve ser agitada a partir de agora, segundo um membro da campanha do governador. No estado, o ex-prefeito de São Paulo teve o maior percentual de votos do país no primeiro turno: 63,4%, contra 18,76% do capitão reformado do Exército. Wellington Dias se reuniu ontem com membros da campanha e disse acreditar que é possível ampliar essa diferença. Ele aposta em conquistar votos que tenham sido direcionados a candidatos de outras legendas no primeiro turno, inclusive a Bolsonaro.

Continua…

Ibope: Jair Bolsonaro tem 59% e Fernando Haddad 41% dos votos válidos…

O Ibope divulgou, nesta segunda-feira (15), a primeira pesquisa do segundo turno das eleições. Nela, o candidato pelo PSL, Jair Bolsonaro aparece com  59% dos votos válidos, 18 pontos percentuais na frente de Fernando Haddad (PT), que aparece com 41%.

O cálculo considera apenas os votos válidos, aquele que exclui nulos, brancos e indecisos. O Ibope entrevistou 2.506 eleitores em 176 municípios do país. A pesquisa foi realizada nesse sábado (13) e domingo (14). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Rejeição

A pesquisa revela ainda que Bolsonaro é o candidato que mais tem simpatizantes convictos: 41% votariam nele com certeza enquanto 35% não votariam de jeito nenhum. 

O novo dado também traz que Haddad é o mais rejeitado. Entre os entrevistados 47% não votariam no candidato e 28% dos eleitores manifestam certeza na escolha do petista para presidente. (Diário de Pernambuco)

Voto petista resiste no interior do País…

Na Região Nordeste, Haddad obteve 70% dos votos, patamar não alcançado nem nas eleições de Lula e Dilma. Imagem: Arquivo/DP

O PT, partido que nasceu nos grandes centros urbanos do País e cresceu junto à classe operária, hoje vê seu desempenho desidratar mais nas cidades médias e grandes. Nos municípios com mais de 100 mil eleitores, o partido perdeu em 2018 metade do eleitorado conquistado na média histórica de 2002 a 2014. Nas localidades com menos de 20 mil votantes, o recuo foi bem menor, cerca de 15%.

Quanto maior o porte do município, maior foi a perda de participação no total de votos válidos. Na faixa de cidades com 20 mil a 50 mil eleitores, o presidenciável petista Fernando Haddad teve recuo de 23%. Nas localidades com eleitorado de 50 mil a 100 mil, a queda foi de 41%. Acima disso, a perda média foi de 52%.

Na comparação com o desempenho médio de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Haddad teve menor proporção de votos em 4.201 municípios, ou seja, três em cada quatro das cidades brasileiras. Ele conseguiu superar ou igualar os antecessores em 1.369 municípios (25% do total).

Em 183 localidades, por outro lado, Haddad bateu o recorde histórico entre presidenciáveis petistas – isso equivale a 3% dos municípios brasileiros. São cidades pequenas, cujo eleitorado não ultrapassa 10 mil – 153 delas estão localizadas no Nordeste. Neste nicho, o petista obteve 70% dos votos, patamar não alcançado nem nas eleições de Lula e Dilma.

Continua…

Silvio Costa: “Que o ódio ao PT não comprometa o futuro do Brasil”…

Há doze anos convivo com o PT na Câmara Federal. Como todo partido, tem gente de bem e gente que não presta. Eu, por exemplo, tenho todos os motivos para estar decepcionado com o PT. O sonho de ser senador da República desmoronou quando o PT retirou a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco. Marilia  poderia ter ganho a eleição para o governo e hoje eu poderia estar eleito senador do Brasil.

Não sou homem de alimentar ódio ou mágoa. Nem faço política olhando pelo retrovisor. Nunca esperei, nem cobrei reciprocidade do PT.

No País, o ódio ao PT, a negação da política e o populismo de classe média são os ingredientes da anestesia social que Jair Bolsonaro (PSL) está aplicando em parte dos homens e mulheres do Brasil. Porém, toda anestesia tem um tempo de duração. Torço para que o efeito do anestésico social usado por Bolsonaro acabe antes do próximo dia 28 de outubro.

Para o bem do futuro do Brasil, espero que os trabalhadores e trabalhadoras do País que estão pensando em votar em Bolsonaro acordem da anestesia e conheçam o mal que ele pode causar aos direitos sociais e aos direitos humanos no País.

Um exemplo do que Bolsonaro pensa e do mal que ameaça causar ele já deu este ano na Câmara dos Deputados: ele votou a favor da reforma trabalhista. Bolsonaro votou contra os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Lembro do período em que o Congresso Nacional estava discutindo os direitos sociais das empregadas domésticas, quando grande parte da classe média era contra. Bolsonaro se transformou na voz da insensibilidade social dessa parcela da classe média. Bolsonaro trabalhou pesado e votou  contra as conquistas das  empregadas domésticas.

Neste momento, os defensores da estabilidade democrática do Brasil precisam fazer um grande debate nacional para apresentar o verdadeiro Bolsonaro aos eleitores que não o conhecem. Esta é a tarefa mais importante para o futuro do País desde a redemocratização.

É evidente que respeito os  eleitores e eleitoras de Bolsonaro, mas sinto-me na obrigação de alertar que eles estão equivocados. Nós não podemos criminalizar Fernando Haddad só porque ele é candidato pelo Partido dos Trabalhadores. Haddad é um homem digno, competente, um professor universitário de classe média, um homem de família, um homem preparado para ser um grande presidente do Brasil .

* Silvio Costa (Avante) é vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados.

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