Ricardo Teobaldo enaltece saída dos Ferreiras da Frente Popular…

A posição do governo do Estado em relação à decisão que o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, o deputado estadual André Ferreira e todo seu grupo político tomou mostra que o desespero Leia mais »

Venha pra TiConnect….

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Paulo Câmara: ‘Não vou decidir vaga de Senado e vice agora’…

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou, nesta quinta-feira (21), que não vai decidir vaga para o Senado ou para vice agora, mas “no momento certo”. A fala do gestor ocorre Leia mais »

A crônica de um rompimento anunciado …

Teve fim no dia de ontem a relação entre o grupo Ferreira e a Frente Popular, mas já havia indicativos de que esta aliança não prosperaria. Os Ferreira vinham numa clara ascensão Leia mais »

São João 2018 de Salgadinho- PE…

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Category Archives: Eleições

Na oposição, cresce “desejo de resolver a questão André”…

A chapa pode até não ser fechada logo, mas integrantes da oposição já começam a defender, nas coxias, que o senador Armando Monteiro Neto fixe um prazo para o deputado estadual André Ferreira cravar sua decisão sobre estar ou não na aliança oposicionista. Nos bastidores, ontem, parlamentares observavam que passou a crescer no grupo um sentimento de que “os Ferreira estão usando a oposição para se valorizar junto ao Palácio das Princesas”. Em reserva, um membro do grupo Pernambuco Quer Mudar pontua: “Os Ferreira já sabem que não terão vaga no Senado ao lado de Paulo (Câmara), mas ainda assim não declaram apoio a Armando Monteiro.

E se vierem para oposição é por terem sido excluídos na chapa do governador. E isso deprecia Armando”. Outro graduado integrante desse mesmo time avalia a situação da seguinte forma: “Há um desejo de resolver a questão”. Há quem aponte que “apressar” André pode ser ainda uma forma de deixar nas entrelinhas que o incômodo cresceu a ponto de que, talvez, não seja mais confortável sacramentar essa aliança. Nesse contexto, há quem ventile o nome do deputado federal Daniel Coelho, do PPS, para ocupar a vaga do Senado, ressaltando que ele teria disposição de ir para o embate com o grupo governista. André Ferreira, no entanto, representaria um partido a mais na aliança ao agregar o PSC. Oposicionistas começaram a contagem regressiva. (Por Inaldo Sampaio)

Marina chega ao Recife hoje para cumprir agendas de pré-campanhas…

Ex-prefeito de Petrolina (D) é o candidato da Rede ao governo do estado. Foto divulgação/Facebook

A pré-candidata da Rede ao Palácio do Planalto desembarca hoje (13), no Recife, para participar de uma agenda com seus simpatizantes, ao lado do ex-prefeito de Petrolina Julio Lossio (Rede) e do pré-candidato ao Senado pela Rede, pastor Jarinho (Rede). Marina ficou apagada politicamente depois de 2014 e seu partido tem, atualmente, apenas dois deputados federais e um senador, mas ela começou a pegar embalo eleitoral desde o início do mês. O fundo eleitoral da Rede não é atrativo como o de outras legendas (são R$ 10,1 milhões para 2018) e a sigla não tem o desejado tempo de televisão para passar sua mensagem na campanha, possui apenas 10 segundos por dia. Para se ter uma ideia, o fundo do PSB este ano será de R$ 118,8 milhões, o PT terá R$ 212,3 milhões e o PSDB, R$ 185,8 milhões.

Embora tenha sido filiada ao PT em grande parte de sua carreira, Marina voltou a ser tratada como alternativa do movimento suprapartidário que busca um candidato “reformista”.  O principal nome do centro-direita ainda é o governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas, como ele não demonstrou fôlego nas pesquisas até agora, Marina e o pré-candidato do Podemos, Álvaro Dias, voltaram a ser cortejados por esse grupo.

De acordo com Clécio Araújo, porta-voz da Rede em Pernambuco, a presidenciável irá participar, a partir das 19 horas de hoje, de uma plenária com filiados e simpatizantes, no auditório da torre 1 do Shopping RioMar. Já na quinta-feira, ela dará entrevistas em programas de rádio, concederá coletiva e prestigiará o pré-lançamento do pastor Jairinho Silva ao Senado, às 19 horas, no Hotel Jangadeiro.

Clécio afirmou que Marina tem apresentado resiliência e sido uma das postulantes ao cargo presidencial que mais cresce, sendo um ponto de equilíbrio entre a polarização de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). “Marina vem demonstrando resiliência, apesar de não ter esses recursos do fundo eleitoral e tempo de TV. Vem demonstrando que sua candidatura tem sustentabilidade. Sua principal aliança é com a sociedade”, disse. (Aline Moura – Diario de Pernambuco)

Datamétrica: Lula lidera com 59% dos votos em PE…

As intenções de voto espontâneas para presidente sinalizam a força do ex-presidente Lula em Pernambuco. Lula aparece em primeiro lugar, com 41% das intenções de votos, seguido distantemente por Jair Bolsonaro com 9%, Ciro Gomes, com 2%, e os demais com 1% ou menos. Os resultados são da pesquisa Datamétrica, realizada nos dias 8 e 9 de junho.
Nas intenções de voto estimuladas, foram feitos dois exercícios: com Lula e sem Lula. Na simulação com Lula (PT), o ex-presidente aparece com 59%, Jair Bolsonaro (PSL) com 11%, Marina Silva (Rede) com 3%, Ciro Gomes (PDT) com 3%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 2% e o restante com 1% ou menos.

Avaliando os estratos da pesquisa, vê-se que Lula é forte em todos os cortes. Na camada até o ensino fundamental, ele aparece com 68% das intenções. Entre os que têm 60 anos ou mais, ele atinge 74%. 
E, por outro lado, no segmento de menor frequência de intenções de voto, que é de eleitores com até o ensino médio, ainda assim as intenções de voto no ex-presidente são elevadas: 46%. Do ponto de vista da distribuição geográfica, sua força é bem distribuída: 59% das intenções de voto da Região Metropolitana do Recife e 58% dos votos das demais mesorregiões agrupadas.
Na simulação sem a opção de Lula, branco/nulo/ninguém cresce de 16% para 45%.  Marina, dentre os pré-candidatos, é quem mais se beneficia, crescendo de 3% para 15%. Ciro Gomes sobe de 3% para 6%. Os demais crescem 1% ou menos. 
Observada a migração dos votos em Lula na estimulada de primeiro turno, entre o cenário com ele e sem ele, 21% dos que apontaram Lula como opção migraram para Marina Silva e 6% escolheram Ciro Gomes. São os pré-candidatos percebidos hoje como de maior capacidade de substituí-lo. Metade dos eleitores de Lula, exatos 50% dos entrevistados, afirmam que, na falta de opção com Lula, votam branco/nulo/ninguém.

SEGUNDO  TURNO
Nas simulações de segundo turno, os resultados mostram um pré-candidato sem concorrentes, praticamente. Entre o pré-candidato do PT, Lula, e o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, Lula aparece com 69% e Bolsonaro com 14%. Na simulação entre Lula e Geraldo Alckmin, o ex-presidente apareceu com 71% o ex-governador de São Paulo com 7%.
O cenário entre Marina Silva e Jair Bolsonaro mostra Marina com 34% e Bolsonaro com 16%. Quando se substitui Bolsonaro por Alckmin nesta simulação, Marina permanece com 34% e Alckmin mostra ainda menos força, 10%. Na possibilidade de Ciro Gomes enfrentar Jair Bolsonaro ou Geraldo Alckmin, os resultados hoje não seriam mais expressivos. No primeiro caso, Ciro Gomes aparece com 22% e Jair Bolsonaro com 16%; entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, temos 20% a 12%.
A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais. Foi realizada com 600 pessoas e registrada no TRE-PE sob a numeração PE-02648/2018.

EXPECTATIVA
Hoje, 49% dos pernambucanos acreditam que Lula será eleito presidente nestas eleições, outros 16% acreditam que Bolsonaro vencerá. Os demais pré-candidatos são citados em 1% ou menos dos casos. Esta expectativa de vitória é um indicador curioso. Quando os entrevistados são perguntados se acham que Lula será realmente candidato, 58% disseram que sim e 35% disseram que não. Dos 58% que acreditam na candidatura dele, 67% acham que ele se elegerá. Entre os 35% que acreditam que ele não será candidato, ainda assim, 18% afirmaram que ele será eleito presidente. Dentre esses mesmos 35% que não acreditam na viabilidade da candidatura de Lula, 32% disseram que não sabem quem será eleito presidente.

O eleitor de Lula, ao ser perguntado sobre a intenção de voto para governador, não apresenta até o momento um viés de favorecimento à pré-candidata do PT, Marília Arraes. Na pesquisa publicada ontem pelo Diario, viu-se que Paulo Câmara teria 20%, Marília Arraes 17% e Armando 14%. Demais votos somam 49%. 

Dentre os 59% dos eleitores entrevistados que revelaram intenção de voto a presidente em Lula, os votos para governador se distribuiriam da seguinte forma: 24%, 22% e 16%, para Paulo Câmara, Marília Arraes e Armando Monteiro, respectivamente. Não há, dentre os três, um que seja particularmente preferido do eleitor de Lula neste momento.

“O que parece ser um erro de pesquisa, é na verdade uma contradição real que demonstra que muitos eleitores ainda não internalizaram a possibilidade de Lula não ser candidato. Ele (o eleitor entrevistado) cai em contradição ao reconhecer que é improvável a candidatura do ex-presidente mas, ao mesmo tempo, diz que acredita que ele será eleito”, afirma Analice Amazonas, sócia-diretora da Datamétrica Pesquisa e Consultoria Econômica. (Diário de Pernambuco)

FBC irá judicializar convenção do MDB …

O senador Fernando Bezerra Coelho teve papel fundamental para a construção do palanque oposicionista que será liderado por Armando Monteiro como candidato a governador, mas desde o primeiro momento era óbvio que ele trabalhava no sentido de ser o nome que lideraria o processo. Inclusive no próprio anúncio de Armando Monteiro, ele deixou claro que gostaria de estar jogando noutra posição, ou seja, a de candidato ao Palácio do Campo das Princesas.

Fernando teve seu sonho de disputar o governo novamente adiado, desta vez por um movimento feito por Jarbas e Raul Henry que levaram às últimas consequências uma decisão que normalmente é tratada como matéria interna corporis.  A postura de levar para a justiça por parte de Raul foi fundamental para tirar Fernando do páreo. Porém, como é senador e não tem absolutamente nada a perder, FBC tem uma carta na manga.

A decisão que o nomeou presidente estadual do MDB após a dissolução do diretório local pela nacional é suficiente para que ele possa embolar o meio de campo. Se ele decidir, como certamente fará, realizar uma convenção com o MDB na coligação de Armando Monteiro, e Jarbas e Raul fizerem outra na coligação de Paulo Câmara, a confusão tende a ir para os tribunais, tal como ocorreu na dissolução do partido.

Na pior das hipóteses, Fernando poderá tirar Jarbas e Raul da chapa majoritária de Paulo Câmara, uma vez que essa confusão contaminaria o palanque do governador, o que evidentemente ele não poderia pagar pra ver. Nesta confusão tanto Jarbas Vasconcelos quanto Raul Henry ficariam no risco de sequer serem candidatos.

Numa eleição de tiro curto, 45 dias, é possível que termine a disputa e não haja uma definição do partido. E aí é onde entraria a vantagem de Fernando, pois além de tirar o tempo de televisão de Paulo Câmara, mesmo que não consiga levar para Armando, poderá tirar, numa tacada só Jarbas e Raul da disputa. Diferentemente do vice-governador e do deputado, Fernando tem mandato até 2023, e uma vez os dois sem mandato, o senador teria toda legitimidade para conseguir na justiça que a decisão tomada pela executiva nacional seja validada.

Se Fernando no fim das contas ficar com o MDB, saiu num grande lucro, pois mesmo não conseguindo ser candidato a governador, terá um grande partido no estado para poder reivindicar o que quiser no futuro, seja pra ele ou para os seus filhos nas próximas eleições majoritárias.  (por Edmar Lyra)

Chega ao fim a aliança de Sílvio Costa com o PTB…

O deputado Sílvio Costa não compareceu à solenidade de lançamento da candidatura do senador Armando Monteiro Neto ao governo estadual. Viajou propositadamente para o Sertão do Pajeú, a fim de não participar do evento. Ele foi até pouco tempo um dos políticos mais próximos ao senador a ponto de ter dito em certa ocasião que o partido dele chamava-se PAM (Partido de Armando Monteiro). Mas de uns tempos para cá foram se distanciando. Não houve rompimento formal entre os dois, mas apenas distanciamento por questões estritamente políticas. Sílvio autolançou-se em 2017 para disputar um cargo majoritário nas próximas eleições, como “senador de Lula”, embora deixando claro que não é “petista”, e sim “lulista”, sem combinar com o senador, que não tinha interesse em tê-lo em sua chapa, supostamente pelo seu “lulismo exacerbado” e também porque iria precisar da vagas de vice e das duas do Senado para agregar políticos que fortaleçam o palanque das oposições. Sílvio já era “armandista” e por isso nada agregaria ao projeto eleitoral do senador. Excluído, portanto, da chapa majoritária das oposições, partiu para fazer campanha em faixa própria, empunhando a bandeira do “lulismo”, que ainda é forte em Pernambuco dado que em alguns municípios do interior o ex-presidente chegar a ter 70% de intenções de voto. (Inaldo Sampaio)

Promessa de veto a Marília anima PSB em PE…

Dois movimentos do PT balançaram o PSB: a publicação da resolução em que os petistas admitem entregar a vice na chapa presidencial à legenda e as intensas negociações pelo veto à candidatura de Marília Arraes (PT) ao governo de PE.

Pelo apoio do PSB na esfera nacional, o PT promete rifar a candidatura de Arraes, que hoje é a adversária mais poderosa e competitiva do governador Paulo Câmara (PSB). Ele tenta a reeleição.

Integrantes do PSB dizem que a tese de uma aliança nacional com o PT ganhou alguma força –percepção compartilhada até pelos que não aprovam a união. Ala numerosa, porém, ainda defende a neutralidade. Um terceiro grupo quer fechar com Ciro Gomes. 

O PSB aprovou resolução que define como será a divisão do fundo eleitoral. Dos R$ 118,7 milhões que o partido dispõe, 55% (R$ 45,7 milhões) serão destinados ao financiamento de candidaturas proporcionais e 45% (R$ 37,4 milhões) aos candidatos majoritários.

Para o dinheiro ser suficiente, a sigla vai reduzir o número de candidaturas. Há 11 postulantes a governador. O PSB tentará chegar a oito.  (Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo)

Jarbas Vasconcelos: ‘Sou candidato ao Senado da República’…

Deputado federal pelo MDB, Jarbas Vasconcelos garantiu, na manhã desta terça-feira (12), que disputará uma das vagas ao Senado pela Frente Popular. O emedebista que já ocupou uma cadeira na Casa Legislativa, também foi crítico ao fato de pesquisas de intenção de voto considerarem a sua ausência na disputa de outubro próximo. Para ele, retirar o seu nome do levantamento é fraude e a decisão de integrar a chapa majoritária já foi, inclusive, comunicada ao próprio governador Paulo Câmara (PSB).

“Sou candidato ao Senado da República. Acho que tenho nome, tenho história, tenho tradição, credibilidade junto ao eleitorado. Construí minha vida política com determinação, com força com honestidade. Por isso que acho que fazer qualquer pesquisa hoje para o Senado e não me colocar como pré-candidato, seja quem for, é uma fraude”, afirmou o emedebista em entrevista ao programa Folha Política, da Rádio Folha FM 96,7. 

Continua…

Para Aluísio Lessa, Armando ‘apela’ ao esconder que o PTB integra o governo Temer…

O deputado estadual Aluísio Lessa (PSB) criticou a postura do senador Armando Monteiro (PTB), sobre a relação do bloco de oposição no estado com a imagem do presidente Michel Temer (MDB). Segundo ele, o petebista “quer esconder” que seu partido integra o Governo Federal e indicou, para comandar o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil, que foi alvo de uma ação da Polícia Federal, nesta terça-feira (12).

“O senador é presidente estadual do PTB, que integra o governo Temer, com o Ministério do Trabalho. Até recentemente, defendiam o nome da deputada Cristiane Brasil para a vaga, que está sendo investigada pelo Ministério Público. Esse é o partido de Armando. Querer esconder que ele integra o governo Temer é apelo, desespero”, colocou.

No evento que lançou sua pré-candidatura ao governo, nesta segunda (11), Armando elogiou a figura do ex-presidente Lula e argumentou que o PSB terá que explicar como se posicionou contra os governos petistas e agora busca uma aliança com o partido. “Nós não fazemos alianças ocasionais. Não fazemos alianças oportunísticas”, pontuou.

Já Cristiane Brasil foi alvo de mandados de busca e apreensão nos seus endereços, por causa de mensagens de celular trocadas entre ela e um dos principais investigados da Operação Registro Espúrio, o ex-coordenador de Registro Sindical do Ministério do Trabalho Renato Araújo Júnior. Há indícios, segundo a investigação, de que a congressista integrava esquema de cobrança de propina em troca da liberação de cartas sindicais.

PP
O socialista também comentou sobre a presença do deputado federal Marinaldo Rosendo (PP) no evento oposicionista. O partido integra a base de governo, mas ameaça migrar para a oposição caso não seja contemplado com uma vaga na chapa da Frente Popular. “Ao que me consta, o deputado Marinaldo Rosendo é uma figura que chegou recentemente ao PP. Chegou com o único objetivo de buscar sua reeleição. Então saiu de onde estava, como deputado eleito pelo PSB. Mas não acho que ele fala nem pelo presidente estadual Eduardo da Fonte, muito menos pelos 14 deputados do partido na Assembleia Legislativa. Não vejo ele representar o sentimento desses que são aliados de Paulo Câmara, desde a eleição de 2014”, disse. (Blog da Folha)

Para o Senado disputa também é acirrada…

Foram avaliados dois cenários da candidatura ao Senado na pesquisa Datamétrica: com Jarbas Vasconcelos e sem ele. Os demais nomes foram mantidos nas duas simulações. Na simulação que inclui o ex-governador e deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), ele aparece em primeiro lugar, com 23% das intenções, seguido de Mendonça Filho (DEM) com 19% e Humberto Costa (PT) com 17%. Trata-se, desta forma, de um empate técnico, em que não se pode afirmar quais dos dois, dentre os três, seriam efetivamente eleitos, fossem as eleições hoje.

Os demais nomes aparecem bem atrás: José Queiroz (PDT) com 6%, Silvio Costa (Avante) com 5%, André Ferreira (PSC) com 4%, Maurício Rands (PROS) com 2%, Eugênia Lima (PSol), Albanise Pires (PSol) e Antônio Souza (Rede) com 1% cada.

A saída de Jarbas Vasconcelos na pergunta estimulada de votos a senador mantém o empate técnico entre deputado federal e ex-ministro Mendonça Filho (22%) e o senador Humberto costa (21%). O ex-prefeito de Caruaru José Queiroz, que é quem de novo se aproxima mais, cresce de 6% para 8% somente, o ex-deputado federal Maurício Rands cresce de 3% para 4% e os demais permanecem com os mesmos números.

Se Jarbas não for candidato, como se ventila em alguns ambientes, 44% dizem que não terão um segundo candidato. O restante se distribui beneficiando os vários demais candidatos, sem uma preferência forte: 16% iriam para Mendonça Filho, 14% iriam para Humberto Costa, 11% iriam para José Queiroz. O deputado federal Silvio Costa e Maurício Rands receberiam 4% cada.

A amostra foi composta por 600 entrevistas aplicadas junto a eleitores que moram e votam no estado de Pernambuco em todas as regiões. A pesquisa foi realizada nos dias 8 e 9 de junho. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. Tem intervalo de confiança de 95%, foi feita por meio de entrevistas presenciais e está registrada no TRE sob o registro PE-02648/2018. (Diário de Pernambuco)

Pesquisa: empate técnico de Câmara, Marília e Armando

Do Diario de Pernambuco

A pesquisa estimulada de primeiro turno para governador de Pernambuco apresenta um empate técnico entre os três primeiros pré-candidatos, Paulo Câmara, Marília Arraes e Armando Monteiro. O governador, do PSB, vem em primeiro lugar, com 20%, seguido da candidata do PT, com 17%, e do candidato do PTB, com 14%. Os demais pré-candidatos simulados na pesquisa, Júlio Lóssio, Danielle Portela e Coronel Meira, apareceram cada um com 2%, 2% e 1%, respectivamente. É o que mostra a pesquisa Datamétrica sobre as eleições deste ano, realizada entre 8 e 9 de junho.

Em um segundo exercício, especulou-se o cenário em que Marília Arraes não seria candidata. Mantém-se um empate técnico, mais uma vez com Paulo Câmara em primeiro lugar e, neste quadro, com 23% (veja gráficos ao lado). O candidato do PTB aparece em segundo com 19%. Os demais três incluídos permanecem nas posições do outro cenário.

Sobre a migração de votos de Marília: ao suprimir o nome dela na simulação de primeiro turno, metade dos seus eleitores não migra para ninguém, enquanto a outra metade se divide entre Armando Monteiro e Paulo Câmara, com preferência pelo senador. Dos que disseram que votariam nela, 49% responderam que anulariam seu voto, votariam em branco ou não votariam em ninguém. Armando Monteiro beneficia-se com a migração de 20% dos votos dela e Paulo Câmara com 13%.

Na simulação espontânea, em que o respondente não tem acesso aos nomes dos pré-candidatos, todos os três candidatos aparecem com muito menos menção: Paulo Câmara com 12%, Marília Arraes com 8% e Armando Monteiro com 4%. Na sequência, Júlio Lóssio foi lembrado por 2%, Coronel Meira por 1%, Danielle Portela por 1%.

Em cenários de segundo turno, exercitando as possibilidades entre os três principais pré-candidatos, Marília venceria Armando por 29% a 20%, portanto fora da margem de erro – que é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. Marília venceria Paulo com 28% contra 27%, o que constitui um empate técnico. Paulo venceria Armando com 28% contra 24%, novamente configurando empate técnico. 
 

SEGUNDO TURNO
Em eventual segundo turno entre o governador e Armando, a migração do voto de primeiro turno de Marília é maior para o pré-candidato do PTB do que para o pré-candidato do PSB. Em cenário entre Marília e Paulo, o eleitor de Armando beneficia mais Marília do que Paulo: 44% preferem Marília, enquanto 24% preferem Paulo. Na hipótese de sair Paulo, seus votos se distribuem mais em favor de Marília: 31% migrariam para a candidata do PT e 19% para Armando. A frequência de eleitores de Marília que, diante de um cenário de segundo turno sem ela, disseram que não votariam em ninguém, chama a atenção. São 53% de eleitores que de alguma forma não votariam em nenhum dos dois candidatos.

“Estes não são resultados óbvios. Eles mostram que o eleitorado está mergulhado em motivações ideológicas e de insatisfação com a gestão que precisarão ser desvendadas por qualquer um que pretenda fazer prognósticos eleitorais este ano”, diz a sóciadiretora da Datamétrica, Analice Amazonas.

Apesar dos cenários de empate técnico que se repetem ao longo da pesquisa, o pernambucano tem a expectativa de que Paulo será reeleito governador. 26% assim afirmaram, enquanto 12% apostam em Marília e outros 11% em Armando. Chama a atenção o fato de que 47% dos entrevistados preferem não fazer prognósticos.

Dentre os três nomes mais fortes na disputa, o governador hoje é o mais conhecido: 49% consideram conhecê-lo bem, e outros 44% o conhecem de ouvir falar. Natural para um governador em seu quarto ano de mandato.

Armando Monteiro e Marília Arraes têm graus de conhecimento semelhantes, mas com o senador ligeiramente mais conhecido: 23% consideram conhecê-lo bem e 54% de ouvir falar. No caso de Marília, 20% dizem conhecê-la bem e outros 51% de ouvir falar. Marília, dos três, é a única novata em disputas majoritárias e recente na política. Portanto, a que tem mais potencial de crescimento derivado do aumento de conhecimento que ocorrerá na campanha.

Mendonça não descarta atrair Solidariedade e PP…

Não foi sem que o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, soubesse que o deputado federal Marinaldo Rosendo e o vereador Romero Albuquerque, marcaram presença, ontem, no ato da oposição, quando foram lançados os nomes do senador Armando Monteiro Neto para disputar o Governo do Estado e o de Mendonça Filho para concorrer ao Senado. “Fui representando o PP.

Eu jamais ia participar de um evento daquele sem aprovação do presidente do PP. Teve conversa antes para eu participar, porque eu não sou Paulo Câmara”, registra Marinaldo à coluna. E sublinha: “Porque o PP, hoje, ainda está coligado ao Governo do Estado”. Marinaldo admite apoiar Mendonça para o Senado e torce para que Eduardo da Fonte dispute também uma vaga na Casa Alta. Além do apoio de Marinaldo, Mendonça conta ainda com o de Romero Albuquerque, além de ter assegurado ainda o voto do presidente estadual do Solidariedade, Augusto Coutinho. Ontem, indagado se esses apoios poderiam ser um caminho para atrair o PP e o SD para o grupo das oposições, Mendonça não descartou. “Tem uma tese, que não é uma incumbência, uma responsabilidade minha.

Acho que é uma missão nossa. Armando tem dialogado com vários partidos. E também não vou revelar aqui as conversas, tratativas. O canal está aberto”, assinalou o democrata durante entrevista à CBN ontem. E completou: “Há claramente o sentimento de mudança. Ele está tomando conta do Estado e aquilo que é uma certa pressão da opinião pública está mobilizando os partidos políticos”. Eduardo da Fonte, à coluna, diz que tinha ciência de que os progressistas estariam no ato do Pernambuco Quer Mudar. Mas adverte: “Todos os membros do PP em Pernambuco irão votar nos candidatos escolhidos pela executiva estadual na reunião de julho”. Nos bastidores, corre que o PR, do secretário Sebastião Oliveira, estaria em tratativas alinhadas com o PP, o que lançaria PP, PR e SD no raio de atração dos oposicionistas.

Oposição não sinaliza projeto para o estado

Construção de três hospitais, redução da conta de energia, integração do transporte público. Essas foram três das propostas apresentadas por Eduardo Campos em 2006 quando se lançou candidato a governador de Pernambuco. Naquela ocasião o então governador Jarbas Vasconcelos era bem-avaliado, porém não conseguiu construir uma narrativa de continuidade, o que evidentemente fragilizou seu sucessor na disputa, mesmo tendo sido vitorioso na disputa pelo Senado.

No anúncio realizado nesta segunda-feira sobre os dois pré-candidatos da chapa majoritária da oposição, vide Armando Monteiro para governador e Mendonça Filho para senador, não se ouviu nada que diferenciasse o grupo representado na postulação de Armando do atual governo.

O que se viu foi uma enxurrada de críticas ao governo Paulo Câmara sem apresentar soluções. Para que o eleitor insatisfeito com o atual governo escolha a postulação de Armando, é preciso que ele identifique um projeto, algo que não se viu em nenhum dos quatro atos anteriores e muito menos ontem, quando era fundamental que o palanque aproveitasse aquele momento para dar um start no que será apresentado para que o eleitor enxergue efetivamente uma mudança para melhor no estado caso escolha Armando como seu candidato.

Se a oposição quiser vencer a eleição em outubro, não adianta atacar a segurança pública sem dizer como fará para resolver o problema. De nada adianta dizer que o governo não funciona se não apresentar um projeto que mostre como irá funcionar se houver uma mudança de comando.

Enquanto o time liderado por Armando Monteiro ficar restrito a críticas ao atual governador, será muito difícil conquistar eleitores indecisos, uma vez que eles estão ávidos por propostas e projetos para poder mudar. Sem propostas e projetos no campo oposicionista, o eleitor dificilmente irá trocar de governador. (por Edmar Lyra)

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