II “Forro do Bucho Chei” em João Alfredo…

Leia mais »

Venha pra TiConnect….

    Leia mais »

Opinião – Um amor pra toda a vida: eu e o forró…

13 de dezembro de 1912, sexta-feira, Fazenda Caiçara – zona rural de Exu – PE, região do Sertão do Araripe, nascia na casa de Sr Januário e Dona Santana: LUIZ GONZAGA DO Leia mais »

Dr. Marcos Araújo – Ginecologista obstetra…

Leia mais »

João Alfredo – Lagoa Funda terá nova Unidade Básica de Saúde…

A prefeita de João Alfredo, Maria Sebastiana (PSD), recebeu no final da tarde de ontem (11) a confirmação da liberação na ordem de R$ 663 mil, do Ministério da Saúde, destinados à Leia mais »

Category Archives: Eleições

Eleito terá missão de distensionar ambiente no país…

O Globo – Por Merval Pereira

A importância desta eleição presidencial é dada pelo clima de radicalização política que a dominou. Cruzamos a linha civilizatória com o atentado à vida de Jair Bolsonaro, e prosseguimos em uma campanha radicalizada e de acusações de fake news de ambos os lados, com a utilização ao extremo dos novos meios de comunicação, amplificando-as.

Ao radicalismo dos oponentes neste segundo turno contrapõe-se à mensagem apaziguadora do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, publicada pelo Globo.

Em bom momento o STF coloca-se, por seu presidente, como instituição mediadora dos conflitos, dando ênfase a esse papel que cabe na definição do Supremo como Corte Constitucional, mas não pela limitação de seus poderes, como querem os dois oponentes, nem uma Corte política, como também acusam os dois candidatos que disputam hoje o segundo turno.

Coincidentemente, na sexta-feira dois assuntos chamaram a atenção sobre o STF, de maneira positiva. O Coronel da reserva que bravateou nas redes sociais contra o Supremo, atingindo a honra de vários ministros e até mesmo ofendendo pessoalmente a ministra Rosa Weber, que preside também o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acabou com tornozeleira eletrônica e circulação restrita pelo país.

No mesmo dia, o Supremo teve papel fundamental na reação do Judiciário contra a ação coordenada de tribunais eleitorais de 17 Estados que, a pretexto de impedir propaganda eleitoral em prédios públicos, censuraram as manifestações dentro de universidades daqueles estados.

A coordenação entre os estudantes ficou evidenciada pela decisão conjunta de debater o fascismo, numa evidente referência ao candidato da extrema direita Jair Bolsonaro. A autonomia universitária não pode, porém, ser contestada por agentes repressores, e o trabalho do próximo governo será garantir a liberdade de expressão também para os grupos opostos, como os que, assim como Bolsonaro, acusam o PT de querer levar o país para o comunismo, como acontece em vários países da região.

O confronto de idéias deve ser a essência dos debates acadêmicos, mas não é com repressão que será garantido. É aí que entra o papel fundamental do vencedor de hoje. Com o país conflagrado desde 2013, o novo incumbente terá como missão principal e prioritária unir novamente os brasileiros, através de palavras e atos.

No discurso da vitória, além de assumir esse compromisso, o vencedor tem obrigatoriamente que se referir ao derrotado, assim como o derrotado deve telefonar desejando-lhe sorte. Essa regra comezinha de civilidade não esteve presente em 2014, pois, mesmo tendo recebido um telefonema do tucano Aécio Neves, a presidente reeleita Dilma Rousseff não o mencionou em seu discurso.

Depois das trocas de ofensas e das posições radicalizadas dos dois candidatos, é difícil antever que tenham esse gesto de grandeza. Sem um gesto de conciliação, como prega o presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, estaremos caminhando outra vez para o terceiro turno da eleição presidencial, e para um embate entre extremos que não ajudará o país a sair dessa crise imensa em que nos metemos.

Para sair dela, será preciso a união das forças políticas, pois nenhum dos dois candidatos terá capacidade de governar sozinho, muito menos de aprovar as reformas constitucionais de que o país necessita. Para além do pragmatismo necessário para tocar o governo, o novo presidente terá que favorecer um ambiente distensionado no país, sem o que estaremos no pior dos mundos, encalacrados financeiramente e encurralados no radicalismo político.

Não se trata mais de denunciar os culpados, mas de união de esforços para superar esse impasse com uma visão de país que tem faltado aos nossos líderes recentes, e faltou também, dos dois lados, na campanha eleitoral que se encerra.

Um exemplo formidável de espírito democrático está contido no discurso do então presidente Barack Obama, depois da vitória de Donald Trump para o governo dos Estados Unidos. “(…) Esta é a natureza da democracia. Às vezes é duvidosa e barulhenta, muitas vezes não é inspiradora. Quando o povo vota e perdemos a eleição, aprendemos com nossos erros, fazemos reflexões. E voltamos ao jogo. O importante é que sigamos em frente, com a presunção de boa-fé dos nossos cidadãos. (…) Vou fazer tudo para que o próximo presidente tenha sucesso, porque, no final, estamos no mesmo time”.

Amanhã é dia de cair na real…

Eleito terá de anunciar reformas duras ou vai manter país na crise insuportável

Amanhã vai ser outro dia. Pode não ser nesta segunda-feira, mas, em alguma feira das próximas semanas, o presidente eleito terá de entregar o peixe que vendeu na campanha. Um problemão é que os eleitores vão descobrir apenas agora o que compraram.

Qual vai ser a reação do povo se e quando souber que o próximo governo vai implementar reformas para valer? Dúvida.

Qual vai ser a reação dos donos do dinheiro grosso se não vierem tais reformas? Péssima. No mínimo, o país continuará estagnado. Qual então será a reação popular? Péssima.

A hipótese “reformas” é mais provável no caso da vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Sua campanha, porém, tratou mais de petralhada, de corrupção, de matar bandidos e de sexo nas escolas, nas artes ou nas ruas.

O que dirá o eleitorado quando souber de reforma dura da Previdência? Quando souber que, em caso de ajuste fiscal, o aumento do salário mínimo será menor, se algum? Que seria irresponsável diminuir impostos, assim como aumentar gastos sociais?

Em maio do ano passado, 71% dos eleitores eram contra a reforma previdenciária de Michel Temer, segundo o Datafolha. No caso dos eleitores de Bolsonaro, 73% rejeitavam o projeto. O candidato tinha então apenas 15% dos votos, embora talvez esses fossem bolsonaristas “raiz”.

Em janeiro deste ano, pesquisa Ibope encomendada pelo governo indicava que apenas 14% dos eleitores aceitavam a reforma. Cerca de 70% eram contra a nova idade mínima de aposentadoria (ou seja, contra qualquer reforma, quase).

O povo acredita que o maior problema do INSS é a corrupção (75%, segundo pesquisa Ipsos para a FenaPrevi, de junho deste ano). Aliás, não apenas no INSS. Sem corrupção e privilégios para “marajás”, haveria dinheiro para tudo. Não haverá, nem de longe.

O povo poderá mudar de ideia sobre Previdência, por exemplo, caso Bolsonaro baixe o sarrafo legal nos bandidos? Ou o povo já teria mudado de ideia, sendo a rejeição à reforma apenas uma contaminação do governo de Michel Temer?

O povo não é massa de comportamentos unívocos, decerto. No ano passado, pesquisa Datafolha mostrava que “a homossexualidade deve ser aceita por toda a sociedade” para 74% dos eleitores. Ou seja, no mínimo metade do eleitorado de Bolsonaro no primeiro turno era dessa opinião. 

Para 73%, porém, “adolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultos”. Para 70%, imigrantes pobres “contribuem com o desenvolvimento e a cultura da cidade”.

Para 63%, “o governo tem o dever de ajudar grandes empresas nacionais que corram o risco de ir à falência”. Para 76%, “o governo deve ser o maior responsável por investir no país e fazer a economia crescer”. Nos números frios, o eleitorado não parecia muito simpático a reformismos liberais.

Pode ser que Bolsonaro procure aprovar tanto reformas econômicas quanto leis que facilitem o armamento civil, o encarceramento de criminosos juvenis e o confronto policial armado. Parece ser seu plano. Resta saber se terá bastantes recursos políticos, que também são escassos.

Pode ser que desista de reformas quando sentir a pressão, de empresários protecionistas à opinião do povo miúdo, como tem feito, ao menos da boca para fora.

Se tomar esse rumo na encruzilhada, não haverá reviravolta positiva de ânimos e ritmo na economia. Se pegar a estrada das reformas, terá de dizer a muitos eleitores que eles pegaram o ônibus errado. (Vinicius Freire Leite)

País vai às urnas dividido por abismo ideológico…

BBC Brasil

Os brasileiros vão às urnas neste domingo para eleger o próximo presidente numa eleição que, segundo especialistas, pode ser classificada como a mais polarizada da história recente do país. Se em 2014 já havia um racha entre petistas e antipetistas, agora há um abismo ideológico entre eleitores de Fernando Haddad (PT) e de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo o americano Scott Mainwaring, professor de Ciência Política da Universidade de Harvard e autor de diversos livros sobre democracia e partidos políticos na América Latina, há uma diferença fundamental no tipo de divisão que existia na última eleição para a que vemos hoje: o surgimento do ódio e da revolta.

“A polarização em si pode ser administrada. Mas a polarização com ódio ou a polarização com atores que não respeitam regras democráticas pode ser uma ameaça à democracia e a direitos fundamentais”, disse ele em entrevista à BBC News Brasil.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Eleições 2018: Brasil vai às urnas dividido por abismo ideológico

Datafolha para presidente, votos válidos: Bolsonaro, 55%; Haddad, 45%…

G1

O Datafolha divulgou neste sábado (27) o resultado da última pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado na sexta-feira (26) e no sábado (27) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

O instituto afirma que, um dia antes da eleição, Jair Bolsonaro (PSL), mantém o favoritismo, mas a diferença dele para Fernando Haddad (PT) diminuiu de 18 para 10 pontos percentuais, em nove dias, nos votos válidos.

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, com margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 55%
  • Fernando Haddad (PT): 45%

No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 56% e Haddad, 44%.

Pesquisa Datafolha - 27-10 - Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1Pesquisa Datafolha - 27-10 - Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Pesquisa Datafolha – 27-10 – Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Para calcular os votos válidos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 47%

  • Fernando Haddad (PT): 39%

  • Em branco/nulo/nenhum: 8%

  • Não sabe: 5%

  • No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 48%, Haddad tinha 38%, os brancos e nulos somavam 8% e os eleitores que não sabiam eram 6%.

    Pesquisa Datafolha - 27-10 - Votos totais no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

    Pesquisa Datafolha – 27-10 – Votos totais no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

    Rejeição

    O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:

    Os resultados foram:

    Jair Bolsonaro

    • Votaria com certeza – 46%

    • Talvez votasse – 8%

    • Não votaria de jeito nenhum – 45%

    • Não sabe – 2%

    Fernando Haddad

    • Votaria com certeza – 38%

    • Talvez votasse – 9%

    • Não votaria de jeito nenhum – 52%

    • Não sabe – 2%

    Pesquisa Datafolha - 27-10 - Rejeição no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

    Pesquisa Datafolha – 27-10 – Rejeição no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Ibope para presidente, votos válidos: Bolsonaro, 54%; Haddad, 46%…

G1

O Ibope divulgou neste sábado (27) a última pesquisa do instituto sobre a intenção de voto para o 2º turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Jair Bolsonaro (PSL) venceria se eleição fosse hoje. Mas a distância dele para Fernando Haddad (PT) diminuiu.

Vamos ver agora a pesquisa com os votos válidos, que excluem os brancos, nulos e o percentual de eleitores indecisos. Um candidato é eleito no segundo turno se conseguir cinquenta por cento dos votos válidos mais um voto.

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de noventa e cinco por cento, com margem de erro de dois pontos – para mais ou para menos.

Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 54%
  • Fernando Haddad (PT): 46%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 57% e Haddad, 43% dos votos válidos.

Pesquisa Ibope - 27-10 - Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - 27-10 - Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 27-10 – Votos válidos no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Votos totais

Nos votos totais, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 47%
  • Fernando Haddad (PT): 41%
  • Em branco/nulo: 10%
  • Não sabe: 2%

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 50% e Haddad, 37%.

Pesquisa Ibope - 27-10 - Votos totais no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - 27-10 - Votos totais no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 27-10 – Votos totais no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Rejeição

A pesquisa também apontou o potencial de voto e rejeição para presidente. O Ibope perguntou: “Para cada um dos candidatos a Presidente da República citados, gostaria que o(a) sr(a) dissesse qual destas frases melhor descreve a sua opinião sobre ele”?

Jair Bolsonaro

  • Com certeza votaria nele para presidente – 39%

  • Poderia votar nele para presidente – 10%

  • Não votaria nele de jeito nenhum – 39%

  • Não o conhece o suficiente para opinar – 11%

  • Não sabem ou preferem não opinar – 1%

Fernando Haddad

  • Com certeza votaria nele para presidente – 33%

  • Poderia votar nele para presidente – 12%

  • Não votaria nele de jeito nenhum – 44%

  • Não o conhece o suficiente para opinar – 10%

  • Não sabem ou preferem não opinar – 2%

Pesquisa Ibope - 27-10 - rejeição no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope - 27-10 - rejeição no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope – 27-10 – rejeição no segundo turno da eleição presidencial — Foto: Arte/G1

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

  • Entrevistados: 3.010 eleitores

  • Quando a pesquisa foi feita: 26 a 27 de outubro

  • Registro no TSE: BR‐ 02934/2018

  • Nível de confiança: 95%

  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”

  • nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Ciro Gomes diz em vídeo que não vai ‘tomar lado’ no 2º turno por ‘razão prática’…

Em um vídeo nas redes sociais, o candidato derrotado à Presidência Ciro Gomes (PDT), de volta ao Brasil após viagem à Europa, não declarou apoio a Fernando Haddad (PT), como parte da militância de esquerda esperava, e disse que vai “preservar um caminho” para que os brasileiros possam ter uma “alternativa”. O pedetista reconheceu que “todo mundo preferia” que ele “tomasse um lado e participasse da campanha”, mas ressaltou que não o faria.

“Claro que todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha, mas eu não quero fazer isso por uma razão muito prática que eu não quero dizer agora. Porque, se eu não posso ajudar, atrapalhar é que eu não quero”, destacou.

A candidatura de Ciro à Presidência sofreu um forte baque quando o PT decidiu retirar a pré-candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco para evitar que o PSB fechasse uma aliança nacional com o PDT. Com a saída dela, o governador Paulo Câmara (PSB), que conseguiu a reeleição, ficou com o caminho aberto. A articulação foi comandada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Logo depois de ter confirmada a derrota no primeiro turno, Ciro Gomes foi questionado sobre a disputa final entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro (PSL). Na ocasião, ele sinalizou oposição do militar: ” Ele não, sem dúvida “. Enquanto ainda concorria, o próprio Ciro chegou a dizer que votaria no ex-prefeito de São Paulo caso o petista fosse para o segundo turno em vez dele. O pedetista viajou para a Europa e frustrou a intenção do PT de tê-lo ao seu lado na campanha.

No vídeo deste sábado, o candidato recomendou o voto pela democracia e contra a intolerância. Segundo ele, o Brasil precisa, a partir de segunda-feira, construir “um grande movimento” para proteger o regime democrático e a sociedade mais pobre “dos avanços contra os direitos” e os interesses nacionais “contra a cobiça estrangeira”. (O Globo)

Joaquim Barbosa declara voto em Haddad…

“Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”. Foram com essas palavras que o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, declarou seu voto no candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de publicação em seu perfil no Twitter neste sábado (27), véspera da votação no segundo turno.

Há algumas semanas, Barbosa foi visitado por Haddad em busca de apoio para a formação de frente democrática que se contraponha a Jair Bolsonaro (PSL). O ministro aposentado foi relator do mensalão, que condenou e prendeu petistas históricos, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha.

Ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, declara voto em HaddadEx-presidente do STF, Joaquim Barbosa, declara voto em Haddad – Crédito: Reprodução / Twitter

Pesquisas mexem com humor de presidenciáveis…

REUTERS/Diego Vara

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

As oscilações de humor do eleitorado captadas pelas pesquisas Datafolha e Ibope mexeram com os ânimos dos candidatos ao Planalto. Jair Bolsonaro (PSL) ficou irritadiço com aliados. Preocupado, chegou a tomar um calmante, segundo pessoas próximas, na quinta (25). No mesmo dia, Fernando Haddad (PT) estava, relatam auxiliares, impaciente e inquieto. Nesta sexta (26), com a melhora dos números, reanimou-se. O PT acredita que o resultado dependerá de três estados: SP, RJ e MG.

Bolsonaro lidera com folga nos três colégios eleitorais do Sudeste — os maiores do país. Os petistas acreditam, no entanto, que se Haddad conseguir diminuir um pouco a vantagem do rival, há jogo a ser jogado neste domingo (28), dia da votação.

Os resultados das pesquisas que serão divulgadas neste sábado (27) são vistos como cruciais pelas campanhas. Seria preciso que elas apontassem nova retração no campo de Bolsonaro e algum movimento ascendente de Haddad para dar gás ao discurso petista de que há chance de virada.

Últimos atos antes das urnas…

Rosália Rangel – Diario do Pernambuco

Apoiadores dos candidatos à Presidência República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), irão aproveitar as poucas horas que restam do segundo turno para colocar o bloco na rua em busca de votos. Neste sábado, vários eventos estão programados em cidades da Região Metropolitana do Recife e no interior do estado em prol dos dois postulantes. Os coordenadores das duas campanhas também montaram uma estrutura com advogados e fiscais para acompanhar a votação nas zonas eleitorais durante todo o dia. No final da tarde do domingo, os militantes estão sendo convocados para aguardar o resultado das urnas em pontos específicos organizados pelos respectivos partidos dos candidatos.

Para este sábado, a militância petista promoverá um encontro de sambistas pró-Haddad, a partir das 13h, no mercado da Boa Vista. Também estão programados carreatas, atos políticos e caminhadas nos municípios de Olinda, Jaboatão, Paulista, Moreno, Petrolina, Lajedo, Camaragibe, Arcoverde, Cabo de Santo Agostinho e Igarassu. 

Já a equipe de Bolsonaro definiu como estratégia ações direcionadas para o interior. Segundo Erica Siqueira, coordenadora da campanha do PSL em Pernambuco, foi enviado material impresso (cartilhas) para o trabalho de porta a porta. “Já na capital, os voluntários, por conta própria, organizaram-se para fazer distribuição nos sinais com adesivaços em vários bairros. Esse trabalho foi espontâneo e partiu dos próprios apoiadores”.

Para este domingo também foram organizados espaços para acompanhar a apuração dos votos e reunir os militantes. Os dirigentes do PT irão se concentrar na sede do partido, onde será montada uma estrutura para os advogados e a fiscalização. Já os militantes estão sendo convocados para, a partir das 17h, seguirem para o Espaço 13, localizado na Rua Martins de Barros, no Centro do Recife. 

Neste domingo, o Quartel Geral da campanha de Bolsonoro será na Avenida Agamenon Magalhães, 2615 (sala 703), enquanto a militância irá se encontrar no comitê da Madalena, localizado por trás do Mercado da Madalena. 

Em pequenos grupos, eleitores de Haddad tentam ‘virar voto’ nas ruas…

“Se você vai votar nulo, vamos conversar?” Diante de pesquisas desfavoráveis e dos embates inflamados e infrutíferos das redes sociais, pequenos grupos de apoiadores de Fernando Haddad (PT) estão indo para ruas e praças para tentar reverter votos nulos e conquistar indecisos. A ideia, que está se espalhando por cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Rio Grande do Sul, é romper a “bolha” ideológica e travar conversas olho no olho, livres de paixões e baseadas em informações de fontes confiáveis em que se mostrem, por um lado, posturas reprováveis de Jair Bolsonaro (PSL) e, por outro, bons projetos do candidato petista.

No Rio, a jornalista Maria Eduarda Mattar, de 38 anos, deu o ponto de partida no Largo do Machado, na zona sul da capital, no feriado do dia 12. Com quatro amigos, levou uma placa que oferecia escuta atenta a quem planeja anular o voto. Chegando lá, encontrou um casal que fazia o mesmo, e exibia um cartaz com os dizeres: “Em dúvida sobre o segundo turno?” Durante 1h30, Maria Eduarda e os amigos mostraram vídeos e tiraram dúvidas sobre falas de Bolsonaro referindo-se pejorativamente a negros e pessoas LGBT.

“Eu estava cansada de ver o discurso belicoso crescer nas redes sociais. Falar olho no olho e usar bons argumentos é algo que faz muita diferença. Fiquei muito tempo com cada um e acho que convenci três pessoas”, acredita a jornalista, que trabalha com projetos sociais. “O ‘nós e eles’ não está dando certo. Percebi que muitas pessoas não sabem que o Bolsonaro já falou coisas tão radicais”. A jornalista compartilhou sua experiência no Facebook e viu sua iniciativa se disseminar. 

Ela também esteve no movimentado Largo da Carioca, no centro. “Dá para virar. Se cada um de nós que votou contra o Bolsonaro conseguir virar um voto, a gente dobra o número. Sigo nessa esperança”, disse a jornalista Daniela Muzi, de 38 anos, do mesmo grupo, animada, durante ação na semana passada. “Não há mais espaço para o diálogo. Meu lado é o da democracia”.

Em Porto Alegre, a psicóloga Helen Barbosa, de 37 anos, também aderiu e foi para o Parque da Redenção. “Vi o post no Facebook e resolvi fazer o mesmo porque queremos o acolhimento. Não temos a lógica da panfletagem. As pessoas estão sendo engolidas pelas fake news”, justificou Helen.

A arquiteta Ana Cosentino, de 32 anos, de Belo Horizonte, e amigos estiveram numa feira de artesanato com o mesmo objetivo. “As pessoas querem ser ouvidas. A maioria se informa através do WhatsApp. Focamos no risco que o Bolsonaro traz, a possibilidade de perda de direitos e o armamento da população.”

Os grupos se sentem motivados pelo fato de a abstenção no primeiro turno ter sido recorde – quase 30 milhões de pessoas no País, ou 20,3% do eleitorado, o maior índice desde 1998 – e de os votos nulos e brancos terem somado 8,79%; por sua vez, os resultados das pesquisas eleitorais, que mostram manutenção da vantagem de Bolsonaro, não os tiram das ruas, garantiu o pedagogo Rodrigo Vinco, de 30 anos, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Ele está na organização de um conjunto de 50 pessoas que ocupou o calçadão comercial da cidade com a mesma abordagem. “A grande maioria é de professores. Usamos a paciência que temos no nosso dia a dia com alunos. Muita gente deixou de ir votar no primeiro turno. Temos que mostrar que os mandatos do Bolsonaro como deputado não representam as mudanças que ele promete, e expor as realizações do Haddad como prefeito de São Paulo. Esse movimento é totalmente espontâneo e é contra a epidemia de fake news”, esclareceu.

No Instagram, o perfil “Vira Voto”, com mais de 250 mil seguidores, reúne histórias bem-sucedidas de votos novos a Haddad, em banquinhas que oferecem fatias de bolo e brigadeiro, em conversas em botecos, em corridas de Uber e até em ligações com atendentes de operadoras de telefonia.  (Agência Estado)

Favoritismo de Bolsonaro na reta final…

Blog do Kennedy

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra perda da força do favoritismo de Jair Bolsonaro para ganhar a eleição presidencial neste domingo. O candidato do PSL marcou 56% contra 44% do petista Fernando Haddad.

São 12 pontos percentuais de vantagem a favor de Bolsonaro nos votos válidos, mas, há uma semana, essa distância era de 18 pontos no Datafolha. Haddad reduziu em seis pontos percentuais a diferença.

É difícil virar até domingo? Sim. Mas não é impossível.

Bastaria a reversão de mais 6 pontos percentuais para Haddad chegar emparelhado com Bolsonaro neste domingo.

A fuga do candidato do PSL de debates foi um fator que pesou no segundo turno. Essa ausência é um desrespeito ao eleitor e à democracia. Bolsonaro evitou o confronto com medo de perder votos.

A intensificação da propaganda do PT na TV e no rádio com falas do próprio Bolsonaro contra direitos de empregados domésticas, comentários depreciativos sobre nordestinos, o caso WhatsApp (empresários que previam contratar disparos em massa) e discursos autoritários do candidato do PSL e de seu filho Eduardo beneficiaram a campanha petista.

O próprio Bolsonaro admitiu ontem que a eleição não está ganha, contrariando clima de vitória antecipada que contaminou a campanha do PSL nos últimos dias.

Bolsonaro e Haddad: nos instantes finais…

Do Estadão

As candidaturas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) adequaram os discursos e táticas para os dois últimos dias da campanha presidencial. O capitão reformado, que lidera as pesquisas de intenção de voto e esta semana chegou a dizer que estava com a “mão na faixa”, procura conter o excesso de otimismo e pediu ontem empenho dos apoiadores. A campanha petista, por outro lado, investe na reta final do segundo turno numa estratégia de corpo a corpo e convencimento dos eleitores nas ruas.

Para evitar possíveis prejuízos eleitorais na votação de domingo, o candidato do PSL reafirmou que será neutro nas disputas pelos governos estaduais, especialmente em São Paulo. Pesquisa do Datafolha divulgada ontem mostrou que a diferença entre os candidatos diminuiu de 18 pontos porcentuais para 12 pontos em uma semana.

“Quero neutralidade, porque não está garantida minha eleição no próximo domingo, e a eleição mais importante para quem está do meu lado é a minha”, disse Bolsonaro, que cobrou empenho dos correligionários: “Em São Paulo, por exemplo, a preocupação número um não é eleger um ou outro candidato a governador, e sim somar votos para a nossa candidatura.”

Apesar de a desvantagem nas pesquisas ainda ser significativa, a ordem no PT é mobilizar militantes e voluntários nas ruas para tentar virar votos de eleitores que dizem apoiar Bolsonaro. O comando do partido enviou um comunicado para que todos os diretórios se mobilizem nestes últimos dias. 

Alguns petistas comparam o momento com a reta final do segundo turno em 2014, quando o partido acredita que a militância espontânea fez a diferença na disputa entre Dilma Rousseff e Aécio Neves (PSDB). Nas grandes cidades, o PT montou equipes para percorrer as periferias batendo de porta em porta. O objetivo é tentar reconquistar votos que já foram do partido. 

Isso faz parte de uma mudança de estratégia adotada no início da semana passada. Depois de dez dias “perdidos” no início do segundo turno à espera de uma ampla “frente democrática” que pudesse ampliar a candidatura de Haddad para o centro do espectro político, a campanha decidiu mudar de rumo e reorientar esforços com foco no eleitorado petista tradicional, em especial a população de baixa renda. As promessas de Haddad de reajustar o salário mínimo acima da inflação, aumentar em 20% o valor do Bolsa Família e fixar teto de R$ 49 para o botijão de gás fazem parte dessa reorientação. (Da Agência Estado)

Powered by WordPress | Designed by: diet | Thanks to lasik, online colleges and seo