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Category Archives: Eleições

Humberto: Aliança entre Marília e Silvio Costa ‘não muda nada’…

O senador Humberto Costa (PT) reagiu contra a união entre Marília Arraes (PT) e Silvio Costa (Avante), para fortalecimento da pré-candidatura da petista ao governo estadual. Segundo ele, ao longo de seus 38 anos de militância no partido, jamais alguém tomou este tipo de atitude, mas isso “não muda nada”. Por isso, na sua opinião, a iniciativa demonstra “ansiedade” ou até mesmo “falta de conhecimento de como o PT trabalha e atua”.

De acordo com Humberto, o gesto de Marília “não muda nada com relação ao debate feito pela direção nacional do PT”. “Eu entendo que esse ato de hoje não é uma articulação ou organização que reflita alguma discussão partidária. Foi de caráter pessoal da parte dela e não foi debatido com o presidente do partido ou com a direção nacional. Inclusive estou no PT há 38 anos e nunca vi uma coisa como essa, de alguém lançar uma candidatura já com espaço para senador, sem que isso tenha passado por um debate no partido”, colocou Humberto.

Durante a coletiva que anunciou a pré-candidatura de Silvio Costa para o Senado, Marília chegou a dizer que espera ansiosamente a confirmação de Humberto para a outra vaga à Casa Alta, pois ele é “o senador de Lula e o povo reconhece nele esse papel”. “Humberto não precisa do PSB para se eleger”, colocou a petista, que critica a articulação de uma possível aliança da sigla com o governador Paulo Câmara (PSB). “Gostaria que o senador Humberto Costa estivesse aqui e sem dúvida, na minha opinião como política e militante do PT, é que o senador da nossa chapa, além de Silvio Costa, deve ser ele. Tenho certeza que ele será novamente senador”, acrescentou.

Questionado sobre esse aceno, Humberto destacou que será, de fato, candidato à reeleição como senador e que está “lutando para isso”. “Mas nem por isso saio por aí anunciando coisas sem o aval do partido. O projeto está sendo coordenado com a nacional, que discute a política de alianças. Só depois vamos discutir as questões locais. Como vou discutir com Avante se não sei se o partido vai estar aliado nacionalmente com o PT? Talvez tenha sido ansiedade ou pouco conhecimento de como o PT trabalha e atua”.

Agendas
A decisão sobre a tese de candidatura própria do PT deve ser tomada na primeira quinzena de julho, pela direção nacional. Daqui para lá, Marília e Silvio irão passar a fazer agendas juntos. Inclusive, os dois estão programando viagens para intensificar as articulações eleitorais, durante as festividades juninas. (Blog da Folha)

O PT sempre trabalhou para inviabilizar Marília…

Atribui-se ao deputado Sílvio Costa, craque na criação de “factóides”, a ideia de fazer uma coletiva de imprensa num hotel de Boa Viagem, na manhã de ontem, para anunciar a candidatura dele ao Senado na chapa em que Marília Arraes figuraria como candidata ao governo estadual. O deputado e a vereadora lançaram-se candidatos há cerca de seis meses, mas até então permaneciam no isolamento. Ele isolado no Avante e ela no Partido dos Trabalhadores. Esse, aliás, era um dos motivos alegados pela direção nacional do PT para não avalizar a candidatura dela.

Daí a ideia de Sílvio Costa de convocar essa coletiva para que ambos anunciassem a celebração da aliança, que dificilmente prosperará porque as direções regional e nacional do PT não têm interesse na candidatura da vereadora. Querem é uma aliança com o PSB por pragmatismo eleitoral. O PT apoiaria a reeleição do governador Paulo Câmara e em troca indicaria o senador Humberto Costa para concorrer à reeleição na chapa da Frente Popular. O evento de ontem acabou não sendo bom para Marília porque logo após o anúncio da aliança o PT regional divulgou uma nota desautorizando a candidatura dela e também a aliança com o Avante. Em todo caso, quanto mais o PT bota terra na candidatura da vereadora, mais ela se fortalece junto às bases do partido. (Por Inaldo Sampaio)

Marília Arraes colocou o carro à frente dos bois …

O PT nacional havia alterado o cronograma da decisão sobre candidatura própria para o dia 27 de julho. A partir de então seria legítimo que Marília Arraes se movimentasse como pré-candidata a governadora no campo oposicionista enquanto Humberto Costa trabalhasse internamente para levar o partido para a Frente Popular, como é o seu desejo. Questionado sobre ser candidato a senador na mesma chapa que Jarbas Vasconcelos, Humberto refutou a hipótese dizendo que não poderia falar antes da decisão do PT, por respeitar a tese de candidatura própria ainda existente no processo petista.

Quando anunciou ontem a sua pré-candidatura a governadora ao lado de Silvio Costa como seu pré-candidato a senador, Marília queimou etapas, e tentou jogar para a plateia. Do ponto de vista da política externa, ou seja, para fora do PT, anunciar Silvio Costa como seu companheiro de chapa anima seus simpatizantes e tenta refutar a hipótese de ser rifada, mas para o processo interno Marília mais perdeu do que ganhou, pois foi torpedeada pelo presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, e por lideranças menos expressivas mas que detém espaços na burocracia petista, como Oscar Barreto.

Para Silvio Costa, que estava sem um palanque para chamar de seu, foi uma jogada de mestre, pois ele que sonhava em ser senador na chapa de Armando Monteiro, percebeu que não teria espaço no palanque petebista, e como no PSB não há diálogo, só restava a candidatura de Marília para lastrear o seu projeto de Senado. Ocorre que se porventura Marília for rifada, Silvio encontrou uma saída honrosa, pois dirá que, assim como ela, foi golpeado pelo processo petista.

Faltando poucos dias para o desfecho da novela petista, Marília deu elementos para Humberto sustentar a tese de aliança com o PSB, uma vez que ela poderá ser acusada de insubordinação e de desrespeito às instâncias superiores e ao devido processo legal que está caminhando para uma solução. Marília fez uma jogada que pareceu de mestre, mas quem entende das idiossincrasias do PT sabe que a partir de agora ficou mais distante da indicação como candidata ao governo de Pernambuco. (por Edmar Lyra)

Governador Paulo Câmara faz aceno a Lula…

No primeiro dia do encontro de vereadores do PSB, ontem, em Gravatá, o governador Paulo Câmara (PSB)  aproveitou o momento para elogiar as gestões do ex-presidente Lula (PT) e, ao mesmo tempo, criticar a forma de governar do presidente Michel Temer (MDB). O socialista justificou as palavras favoráveis ao petista, destacando que sob o comando do ex-presidente, o Brasil cresceu e gerou emprego.

“Lula teve um olhar para todos as regiões, para os estados e foi um grande parceiro de Pernambuco”, destacou o governador.

Paulo Câmara, que articula uma aliança com o PT para eleições deste ano, citou como exemplo do trabalho realizado por Lula em prol do estado projetos de abastecimento de água, o desenvolvimento industrial e a interiorização das universidades.

“Então, temos que reconhecer e falar sempre disso. Temos que nos se inspirar em boas ações para construir um futuro melhor”, afirmou o socialista, em entrevista após discursar na abertura do evento, que será encerrado hoje.

Ele, no entanto, fez questão de ressaltar que quando falou para os vereadores também fez críticas ao que não está dando certo.

“Falei da forma de administrar do governo federal porque tem feito mal ao país, aos estados e aos municípios, que estão cada vez mais sufocados. A pauta que o governo federal insiste (para o Brasil) não é uma pauta do povo. A privatização do Rio São Francisco e da Chesf era uma agenda que eles estavam querendo colocar de todo jeito e o povo foi muito feliz, que  junto com seus parlamentares, evitou isso”, frisou o governador. (Magno Martins)

Marília anuncia aliança com Silvio Costa para formação de chapa…

Um dos maiores defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment, o deputado federal Silvio Costa (Avante) fechou uma aliança com a vereadora do Recife e pré-candidata ao Governo do Estado Marília Arraes (PT) e será pré-candidato a senador em sua chapa. O anúncio ocorre na manhã desta terça-feira (19), em coletiva de imprensa, no Recife Praia Hotel.

Para os apoiadores da pré-candidatura de Marília, essa aliança minimiza as críticas com relação ao isolamento da vereadora dentro do partido – isso porque, para os que defendem uma aliança com o PSB, o PT não pode ficar no isolamento e a união com os socialistas significa ter mais chances na disputa eleitoral de outubro deste ano. E o anúncio do apoio de Silvio Costa dá certa robustez para a pré-candidatura dela. 

Até então sem palanque, o deputado federal e pré-candidato ao Senado, que articula apoios pelo Interior, havia afirmado que está construindo a sua candidatura e que não descataria a possibilidade de lançar-se de forma avulsa à Casa Alta. “Existe a possibilidade real de ser candidato sem coligação ou com partidos pequenos, sem candidato a governador”, declarou Costa. A aliança com Marília, por outro lado, pode ser a maneira encontrada para viabilizar essa chapa.

Apesar das articulações, ainda não é certo que Marília Arraes vai se candidatar ao Governo do Estado, pois o seu futuro depende do diretório nacional da sigla, que baterá o martelo no mês de julho. A união com o deputado federal traz o Avante para a chapa, o que dá uma certa força para a petista pleitear a chance de se candidatar ao Palácio do Campo das Princesas com a nacional. Enquanto isso, a vereadora se articula e aguarda uma posição do partido, que ainda negocia com o PSB. 

Ir para o palanque de Marília Arraes distancia cada vez mais o deputado federal Silvio Costa do senador Armando Monteiro Neto (PTB), com quem manteve uma relação muito próxima de aliado. “Minha relação pessoal com Armando é inabalável. Mas podemos estar em campos políticos diferentes”, ponderou nesta segunda. 

O petebista é pré-candidato a governador na chapa das oposições, que virá com o nome do deputado federal Mendonça Filho (DEM) para o Senado em uma das vagas. A outra estaria sendo cotada para ter o deputado estadual André Ferreira (PSC) ou o deputado federal Daniel Coelho (PPS), como tem sido ventilado nessa semana. A vice, por sua vez, deve ficar com o PSDB. (Folha de Pernambuco)

Fator Marília Arraes coloca dúvida no PT…

A tendência positiva da vereadora Marília Arraes (PT) nas recentes sondagens para o governo do Estado têm colocado em dúvida as negociações de aliança entre PT e PSB em torno da reeleição do governador Paulo Câmara. O adiamento dessa definição para o fim de julho, inclusive, é visto como uma tentativa de contornar o vulto que a vereadora ganhou após as suas andanças do Sertão à capital. 

Além do senador Armando Monteiro (PTB), oficializado pré-candidato, Marília é o único nome viável, segundo analistas, e precisa cair em campo de imediato, se o PT quiser alcançar protagonismo no cenário local. Mas contra a petista, pesam o desconhecimento e a falta de estrutura para obter palanques nos municípios.

A cientista política Priscila Lapa pondera que é necessário observar a tendência de Marília nas próximas pesquisas para confirmar a consolidação do nome da vereadora na corrida para o Executivo estadual. “Ela não é uma candidata com imagem ruim. Tem uma imagem leve, tem os requisitos que as pessoas procuram ultimamente nesse desejo de renovação. Não associam o nome dela com corrupção, apesar de ela estar no PT, que tem uma imagem desgastada nesse sentido”, avalia. 

A analista aponta que a herança familiar proporcionada pelo avô Miguel Arraes tem um peso especial na disputa, mas não é a variável determinante. “Ao se distanciar do PSB em 2014, ela teve uma postura coerente, cresceu politicamente, ganhou visibilidade. Faz um discurso coerente, o seu rompimento foi programático, ao afirmar que não concordava com a forma como o partido vinha conduzindo a gestão. Além disso, ela teria consistência de chegar ao eleitor decepcionado com a gestão de Paulo Câmara, sem necessariamente dar uma guinada à direita, como é o caso de Armando, que tem DEM e PSDB como aliados”, considera a professora.

O cientista político Elton Gomes, por sua vez, pondera que a visão nacional deverá prevalecer no debate entre lançar Marília ou se aliar ao PSB. A aproximação do PT com o PSB, em Pernambuco, será refletida em outros estados, como Minas Gerais (Fernando Pimentel, do PT) e São Paulo (Márcio França, do PSB), onde esses partidos disputam o Executivo estadual com chance de vencer. A divisão, nesse caso, poderia favorecer candidatos do espectro oposto, como é o caso do senador Antonio Anastasia (PSDB), em Minas, e do ex-prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), pré-candidato ao governo paulista.

Sobre os ombros da direção nacional do PT ainda pesa a responsabilidade de pelo menos manter a bancada eleita em 2014, com 70 deputados. Hoje o partido tem 61 deputados federais. Segundo as regras vigentes, a sigla receberá cerca de R$ 200 milhões do fundo eleitoral. Esse número de parlamentares é fundamental para assegurar tal estrutura de recursos de orçamento que permite aos petistas um pesado financiamento. Só que há uma perspectiva de redução da bancada, já que a legenda reduziu pela metade o número de prefeitos na eleição de 2016. Nesse sentido, uma estratégia mais competitiva passa essencialmente pela eleição proporcional.

Elton pontua que o governador Paulo Câmara, atualmente, detém a maior coalizão de partidos, o que gera maior tempo de televisão e maior estrutura de prefeitos. “A tendência é que quando começar a campanha real, tendo mais tempo de TV e com a campanha mais curta, Paulo se distancie dos outros competidores. Teremos a reedição do embate de 2014, entre Paulo e Armando. Bancar a candidatura de Marília ao governo teria um custo muito alto para o PT, que necessita de bancada federal para manter os recursos partidários”, apostou o especialista.

Na visão do cientista político Leon Victor de Queiroz, o PT é um partido que concentra o poder de decisão nas mãos do diretório nacional, o qual já demonstrou interesse na política de alianças. “Nesse caso, não adianta a força dela, o quanto ela tá mobilizando e se tá bem colocada. O diretório nacional está pensando em fortalecer a bancada. Pensando logicamente, é a nacional que deve decidir a estratégia, porque unifica o programa do partido. Decidir nos estados é uma lógica inversa, que não é bom nacionalmente, não ajuda o partido”, verifica. (Folha de Pernambuco)

O vice de Paulo Câmara …

Nas eleições de 2010, na reeleição de Eduardo Campos, o então governador foi fustigado para trocar o seu vice João Lyra Neto, que para muitos não tinha envergadura para exercer o cargo, e inclusive Eduardo chegou a considerar a hipótese sendo demovido da ideia por Fernando Lyra, irmão de João. Animal político, Eduardo acabou entendendo que se substituísse Lyra por outro nome abriria uma fratura difícil de ser curada na campanha.

Em 2000, Raul Henry era vice de Roberto Magalhães, mas acabou sendo substituído por Sergio Guerra, que naquela ocasião estava se aproximando do jarbismo. A troca acabou não sendo bem-sucedida, e a reeleição Dr. Roberto, que estava encaminhada, acabou sofrendo uma das maiores viradas da história política e eleitoral do estado.

Ficou provado nestas duas ocasiões que a troca de vice não é uma tarefa muito fácil para um governante que tenta a reeleição, porém o governador Paulo Câmara não tem outra alternativa, uma vez que não há condições de manter Jarbas Vasconcelos e Raul Henry na chapa majoritária por eles serem do mesmo partido e do mesmo grupo político. Raul será alçado ao posto de candidato a deputado federal e dará lugar a outro nome.

Como não há condições para firulas, pois Paulo Câmara não tem elevada aprovação, caberá ao governador uma saída política e eleitoral para o posto. É preciso reconhecer a força dos partidos que compõem a Frente Popular na hora de fechar essa chapa, e hoje somente três nomes estariam legitimados para este posto. O ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz, seria uma opção caso o governador queira repetir Eduardo e Jarbas e colocar um vice do Agreste em sua chapa. Queiroz tem envergadura e força política para o posto, uma vez que governou Caruaru até recentemente e saiu com significativa aprovação.

Outra opção seria o deputado federal Sebastião Oliveira, presidente estadual do PR e herdeiro político de Inocêncio Oliveira, que sempre foi uma grande referência da política pernambucana. Sebastião tem potencial para ser um dos federais mais votados de 2018, mas caso seja convocado pelo governador para a missão de vice-governador, terá um papel importante para toda a Frente Popular, uma vez que parte de seus votos pode ser distribuída com nomes que estejam em situação de maior dificuldade eleitoral. Paulo contemplaria um grupo que foi aliado de primeira hora na histórica vitória de Eduardo Campos que deu início a atual hegemonia do PSB e resolveria a vida de muitos deputados de sua base que estão perigando com parte dos votos de Sebastião.

Por fim, a alternativa Augusto Coutinho surge como uma opção também interessante, mas de difícil execução. Augusto circula bem em todas as matizes políticas do estado, mas assim como Sebastião, está com sua reeleição de federal encaminhada. Seria um excelente vice se não fosse cunhado do senatoriável Mendonça Filho, que está fincado na oposição. A escolha de Augusto lhe causaria um embaraço familiar de difícil desate.

Apesar das três alternativas serem excelentes e caberá ao governador fazer a escolha que melhor lhe aprouver, uma coisa é indiscutível: Assim como Eduardo em 2010, Paulo não pode inventar a roda. Terá que respeitar as forças da sua elástica aliança, e escolher quem tem argumento eleitoral e político para o posto, porque não será com “amigos da cozinha” que o governador vencerá a disputa em outubro, mas sim com toda a Frente Popular com o empenho e os votos de cada ator estratégico para garantir a sua reeleição. (Por Edmar Lyra)

Guilherme Coelho é o candidato natural a vice…

A Frente das Oposições talvez não tenha tomado uma decisão certa ao descartar o deputado Sílvio Costa como companheiro de chapa de Mendonça Filho para a disputa das duas vagas de senador. Sílvio, em que pese o seu “lulismo exacerbado”, como se diz por lá, seria útil ao palanque por ter um discurso contundente contra o governo, sem apelar para “baixarias”, e uma técnica para fazer entender-se pela média dos eleitores como nenhum outro político pernambucano tem. Além disso, daria graça e “ânimo” a essas forças, que tentam conquistar pela segunda vez o Palácio do Campo das Princesas. No entanto, elas chegaram à conclusão de que não deveriam colocá-lo na chapa a fim de reservar a segunda vaga de senador para uma eventual aliança com o PP (que está descartada) ou com o PSC (que ainda é possível).

Sílvio não passou recibo do descarte e lançou-se “candidato avulso” a senador, empunhando a bandeira do “lulismo”. Quanto à vaga de vice-governador, que também permanece indefinida, há um candidato natural para ocupá-la depois que o deputado Bruno Araújo excluiu-se dela: o ex-prefeito de Petrolina, Guilherme Coelho, de tradicional família sertaneja e tão bom de discurso quanto o pai, o saudoso ex-deputado Osvaldo Coelho, que se entregou de corpo e alma durante cerca de meio século à defesa das causas nobres do semiárido nordestino. O filho montado num mandato daria continuidade à luta do pai. Ele é filiado ao PSDB, partido que deverá fazer a indicação do vice, e não convidá-lo para essa vaga poderá ser um segundo erro tático das oposições nessa maratona difícil pela conquista do governo estadual. (Por Inaldo Sampaio)

PP fecha com Paulo e ganha mais espaço…

Após barganhar uma das vagas do Senado Federal na chapa da Frente Popular, o PP fechou aliança com o governador Paulo Câmara (PSB) pela presidência do Complexo Portuário de Suape. Além de acertar com o presidente estadual do PP, Eduardo da Fonte, Câmara também se reuniu, no sábado, com o deputado federal Sebastião Oliveira (PR) para amenizar os ânimos do bloco PP-PR que reivindicava mais espaços no governo e na chapa. O presidente do Porto do Recife, Carlos Vilar, é o indicado do partido para assumir Suape, no lugar de Marcos Baptista, ligado ao vice-governador e presidente estadual do MDB, Raul Henry (MDB).

Nas hostes socialistas, há leituras diversas para explicar o porquê o PP não deveria estar na chapa majoritária: afinal, é o partido mais implicado na Operação Lava Jato, o presidente estadual foi alvo recentemente de investigação e o substituto dele numa suposta vaga, o deputado estadual Cleiton Collins, poderia incomodar outros evangélicos do arco de aliança de Paulo Câmara. Contudo, todos defendem a manutenção dos progressistas na base governista pela dimensão do partido.

Os emedebistas já foram avisados das mudanças estratégicas de espaço visando à eleição estadual. Perderam espaço, mas o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) deve ocupar uma das vagas à Casa Alta, enquanto a outra estaria reservada para o senador Humberto Costa (PT), caso PT e PSB formalizem a aliança. Desta forma, sobraria, então, a vaga de vice para a qual Sebastião Oliveira havia sido especulado. Alguns socialistas, porém, estavam incomodados com a pressão do bloco PP-PR para ocupar espaços, coisa que, segundo aliados, já possuem bastante no governo. 

O PP já tem o comando de algumas diretorias de Suape, além de comandar o Lafepe, o Ipem, o Porto do Recife, a administração de Fernando de Noronha e a pasta de Desenvolvimento Social, enquanto o PR tem a pasta de Transportes.

Com a questão resolvida, a discussão interna da coligação é a participação do PP nas chapas proporcionais – a base quer que o partido entre no “chapão” para a Câmara dos Deputados, porém o partido já havia costurado uma chapa com PDT, PCdoB, SD, PSL e PROS visando à disputa federal. Estima-se que a base de Paulo Câmara consiga eleger até 18 deputados federais. Já para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na qual o PP têm 14 representantes, a sigla manteria a chapinha. Calcula-se que a sigla eleja dez deputados. (Por Marcelo Montanini / Folha de Pernambuco)

Temer viaja e Cármen assume a Presidência da República…

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, assumiu a Presidência da República hoje. É a segunda vez no ano que a ministra ocupa o cargo, após viagem do presidente Michel Temer.

Também saíram do país para viagens oficiais os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE). Como o Brasil não tem vice-presidente no momento, eles seriam os primeiros a suceder Temer em caso de viagens. A próxima na linha sucessória é a presidente do STF.

Cármen Lúcia exercerá a Presidência da República até a noite desta segunda, quando Temer volta de reunião de cúpula do Mercosul, no Paraguai.

Maia cumpre agenda em Portugal e Eunício tem compromissos na Argentina. Segundo o Portal G1, as assessorias do presidente da Câmara e do Senado confirmaram que as viagens foram agendadas em razão da ida de Temer à reunião do Mercosul. (Magno Martins)

PSB avisou ao PT: aliança em Pernambuco não decola…

A direção do PSB já avisou o PT: é enorme a dificuldade do partido em cumprir a exigência dos petistas de firmar com eles aliança nacional, em troca de apoio do PT aos socialistas em Pernambuco. A informação é de Mônica Bergamo na sua coluna desta segunda-feira na Folha de S.Paulo.

A legenda está rachada e muitas lideranças não aceitam o apoio ao PT.

Por sua vez, Jaques Wagner (PT-BA) foi o escolhido por Lula para ler a carta que o ex-presidente escreveu para o lançamento de sua candidatura à campanha presidencial. O ex-governador da Bahia acabou recusando a missão.

Ele tinha aceitado fazer a leitura — mas, quando chegou ao comício, em Contagem (MG), no dia 8, foi surpreendido pela decisão da organização para que os governadores do PT também lessem o documento — cada um ficaria responsável por uma página.

Wagner então achou melhor ficar em silêncio. Argumentou também que, assim, a imprensa não passaria a especular com a possibilidade de ele ser o plano B para substituir Lula como candidato a presidente do PT —hipótese que voltou a circular com força na semana passada. Com o impasse, Dilma Rousseff acabou escalada para ler a mensagem. (Magno Martins)

Palácio comemora provável chapa da oposição…

A respeito da declaração do pré-candidato a governador, Armando Monteiro, de que a segunda vaga da sua chapa poderia ser ocupada por Daniel Coelho, setores palacianos comemoraram muito a provável composição da chapa oposicionista para as eleições de outubro. Isto porque o Palácio, que já teria acertado as contas com Sebastião Oliveira e Eduardo da Fonte, poderia comemorar mais um grupo em seu palanque: o dos Ferreiras. A lógica palaciana é a de que sem a vaga de senador nas duas chapas, a família Ferreira optaria pela tranquilidade da chapa proporcional da Frente Popular.

Mas não é só isso, a conta é que fechando a chapa com Daniel Coelho, fecha as portas para a aquisição de novos partidos, o que permitiria ao governador Paulo Câmara negociar a composição da sua chapa majoritária sem maiores atropelos, abrindo mão somente da vice, que ganhou força nos últimos dias para ser entregue a Sebastião Oliveira, apoiado pelo consórcio PR, PP e Solidariedade.

E a tese prossegue da seguinte maneira: todos os prováveis integrantes da chapa majoritária da oposição foram derrotados pelo PSB. Armando Monteiro em 2014, Mendonça Filho em 2006 e 2012 e Daniel Coelho em 2012 e 2016, derrotas que ainda estão recentes na mente do eleitor, não produzindo, portanto, nenhum fato novo para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas e nas duas vagas de senador.

Com a indicação de Daniel Coelho, os palacianos acreditam que fica mais fácil carimbar a pecha de palanque de Temer na oposição, uma vez que Mendonça é o nome mais associado ao presidente, Armando votou na reforma trabalhista e Daniel foi responsável pelo 343º voto que deu a Temer o mandato de presidente. A escolha de Daniel também evitaria que a chapa garantisse a retaguarda da tropa de Jaboatão dos Guararapes, do prefeito Anderson Ferreira.

“Para colocar a tampa do caixão, a oposição só falta indicar Elias Gomes na vaga de vice, porque neste caso garantiria o empenho irrestrito na chapa de Paulo Câmara da família Ferreira e do prefeito do Cabo, Lula Cabral, que juntos governam mais de 700 mil habitantes”, finaliza o deputado palaciano. (Por Edmar Lyra)

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