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Proclamação da República…

InfoEscola A Proclamação da República Brasileira aconteceu no dia 15 de novembro de 1889. Resultado de um levante político-militar que deu inicio à República Federativa Presidencialista. Fica marcada a figura de Marechal Deodoro da Fonseca como Leia mais »

Category Archives: Eleições

João Campos vai ser secretário de Paulo Câmara…

O cenário de um governo Bolsonaro (PSL) que entra em contraste com o governo socialista de Paulo Câmara (PSB) pode pesar no fato da escolha de João Campos, eleito deputado federal, permanecer em Pernambuco assumindo uma secretaria no governo Câmara e ficando distante das brigas e desentendimentos que devem ocorrer nestes primeiros dois anos em Brasílias, como a aprovação de projetos que são considerados impopulares.

“Não vale a pena em um momento como este que vive o Brasil, o PSB mandar para uma luta conturbada como deve ser estes dois primeiros anos em Brasília a figura de João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos que em 2014 teve um papel importante no cenário nacional pode ser gastar munição à toa”.

Avaliam setores estratégicos da política pernambucana bem como pessoas próximas ao PSB que o melhor seria mesmo que fosse um outro e que João Campos pavimentasse aqui sua candidatura à prefeito do Recife. “O cenário é de instabilidade e de muitas dúvidas e mandar João ir para votar algumas pautas consideradas impopulares pode ser visto de dois fatores pela sociedade recifense onde o eleitorado de Bolsonaro é mais forte seria um erro” admitem.

O PSB nacional já se posicionou como oposição ao governo federal de Jair Bolsonaro e acreditam que preservar João Campos estaria preservando tanto um provável prefeiturável recifense bem como o governador Paulo Câmara que precisa do apoio do governo federal para a realização de convênios e obras em parceria. (Silvinho Silva)

Sílvio Costa diz que eleição de Bolsonaro foi o 7×1 da política…

“Respeito o contraditório, respeito todos os brasileiros e brasileiras que votaram em Jair Bolsonaro. Respeito o direito de escolha das pessoas. Reafirmo, como registro histórico, que os 57,7 milhões de votos em Bolsonaro tiveram como motivação maior o ódio ao PT. O ódio é o pior conselheiro.

Gostaria, neste momento, de estar errado. É evidente que jamais vou torcer contra o meu País, mas não tenho dúvidas de que os 57,7 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em Bolsonaro fizeram o maior gol contra da história do Brasil.

A goleada de 7 x 1 que levamos da Alemanha em 2014 jamais será esquecida. Foi uma tatuagem de mau gosto no futebol brasileiro. Lamento dizer que o tempo vai mostrar que aqueles e aquelas que marcaram o 17, no último domingo, a maioria movida pelo ódio, pela negação da política e pela ilusão da solução fácil não têm dimensão do tamanho do desastre que será o governo Bolsonaro.

Conheço Bolsonaro e o seu entorno político. Falta, inclusive, equilíbrio emocional há alguns deles. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já agrediu o Mercosul, agrediu os industriais brasileiros e de maneira equivocada fala em usar as reservas cambiais, um dos pilares da credibilidade internacional do Brasil.

O presidente eleito Bolsonaro forma um superministério no qual o futuro ministro Paulo Guedes sequer terá tempo físico para gerenciá-lo. O presidente eleito Bolsonaro, de forma demagoga, diz que vai repassar as sobras da campanha à Santa Casa de Misericórdia, mesmo sabendo que a lei eleitoral não permite. Demagogia baratíssima.

É muito atropelo para pouco tempo de jogo. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que sempre teve um déficit de diálogo no Parlamento, já levou o primeiro “carão” público de Paulo Guedes, por dar “pitaco” onde não foi chamado: a economia. Nunca vi uma equipe de transição de governo com uma dupla tão desafinada.

Este será o governo mais entrópico da história do Brasil. Mas, é preciso ressaltar, também, que a democracia é um sistema político tão forte que permite a vitória do erro.

Nós, os 47 milhões de brasileiros e brasileiras que votamos em Fernando Haddad, a partir de agora temos que torcer pelo Brasil. Temos que entender que o País é maior do que qualquer partido político e qualquer presidente eleito, e que o principal papel da oposição não é trabalhar contra, mas sim fiscalizar o presidente eleito e o seu governo.

É hora da oposição brasileira refletir e reaprender a conversar com o Brasil”

Sílvio Costa

Deputado federal Avante-PE

Nome de Lucas ventilado para Mesa e cargo de Diogo em jogo…

Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, as conversas sobre a eleição da Mesa Diretora se intensificaram nos últimos dias. Além da substituição do deputado Diogo Moraes na 1ª secretaria, pauta que vem dominando as rodas de conversas na Casa, o nome do deputado Lucas Ramos passou a ser ventilado entre os cotados para disputar a presidência. Nessa conta, pesa a prerrogativa aberta pelo princípio da proporcionalidade. O PSB fez a maior bancada, elegendo 11 deputados, e poderia trabalhar pelo espaço. A equação envolve ainda o bom trânsito de Lucas entre os colegas. Mas a ideia, nesse caso, seria viabilizar “um acordo sem trauma”, como define um parlamentar, em reserva. No entanto, uma movimentação maior tem se dado em torno da 1ª secretaria. Circulam como possibilidades para a vaga os nomes de Isaltino Nascimento, Clodoaldo Magalhães e Francismar Pontes.

Por Isaltino ser líder do governo e estar mirando a vaga, além de Francismar e Clodoaldo também serem membros do PSB, deputados entendem que os socialistas bateram o martelo por concorrer à 1ª secretaria. Por esse raciocínio, o deputado estadual Eriberto Medeiros se manteria na presidência, concorrendo à reeleição. Ele é membro do PP, cuja bancada é a segunda maior com 10 deputados. Há quem registre ter havido sinalização do governo para a permanência do progressista. Nos corredores do Palácio das Princesas, o fator Lucas Ramos, no entanto, ganha ressonância. E há apostas sendo feitas sobre o socialista – herdeiro do conselheiro do Tribunal de Contas, Ranilson Ramos. O estímulo que passou a ser dado, por governistas, ao nome de Lucas teria a ver com o “climão” instalado na relação do Palácio com o PP. Palacianos têm repisado que o PP terá espaço reduzido na administração estadual. (Renata Bezerra)

PT apesar da derrota ainda saiu fortalecido das urnas…

Partido hegemônico no Brasil há quatro eleições presidenciais, o Partido dos Trabalhadores sofreu no último domingo sua primeira derrota eleitoral em disputas nacionais desde 2002 quando ascendeu ao Palácio do Planalto com Lula. Antes da eleição de Jair Bolsonaro neste domingo, o PT enfrentou uma série de problemas, primeiro a vitória apertadíssima de Dilma Rousseff em 2014 que deu a sensação de país dividido e deixou a presidente fragilizada para o seu segundo governo.

A operação Lava-Jato, iniciada em 2014, foi derrubando um a um entre petistas importantes, culminando na prisão do ex-presidente Lula em 2018. Antes disso, tivemos o impeachment de Dilma Rousseff em 2016 que deixou o país em sua maioria contrário ao PT. As eleições municipais foram suficientes para praticamente varrer o partido do mapa, sobretudo nas capitais onde o PT teve um desempenho pífio.

Quando todo o enredo se voltou contra o PT, muitos davam o partido como carta fora do baralho e apostava-se que a sigla não sobreviveria as eleições deste ano. Porém, o resultado foi absolutamente diferente. As urnas deste ano garantiram 56 deputados federais eleitos, tornando-se a maior bancada da Câmara dos Deputados, ficando com seis senadores e quatro governadores. Além do mais, Fernando Haddad, substituto de Lula na disputa presidencial, com poucos dias de campanha, ficou com 47 milhões de votos no segundo turno.

Mesmo com a derrota, o PT segue hegemônico na esquerda, sendo o maior partido do Brasil e o principal antagonista do governo Bolsonaro. De quebra, forjou em 2018 uma jovem liderança que poderá falar para o futuro do Brasil. Estando na oposição, o PT fará o que sempre soube com maestria que é contestar governos adversários, e terá fundamental importância na fiscalização do governo Jair Bolsonaro.

O PT fortalecido é sinal de que o presidente Jair Bolsonaro não terá vida fácil, pois terá uma oposição firme e contundente que ajudará a colocar limites em qualquer arroubo do presidente. A volta do PT para a oposição, a alternância de poder, e a manutenção do espaço do Partido dos Trabalhadores são absolutamente salutares para a nossa jovem democracia. (Edmar Lyra)

Virada na RMR credencia PSB. Fatura do PT pode vir em 2020…

Em Pernambuco, o resultado das urnas, ontem, foi marcado por uma virada na Região Metropolitana. Nacionalmente, a vitória de Jair Bolsonaro, do pequeno PSL, com 55% contra 44% de Fernando Haddad, rompeu a habitual polarização entre PT e PSDB. No Estado, o governador Paulo Câmara entregou o resultado prometido ao PT. No Recife, Fernando Haddad obteve, neste 2º turno, 52,50% (tinha 30,05% no 1º turno) contra 47,50% (tinha 43,14%) do capitão reformado. Como a coluna cantara a pedra, virar o placar na RMR era a meta estabelecida pelo Palácio das Princesas para essa segunda fase da campanha. A virada repetiu-se em cidades como Olinda, onde Haddad atingiu 56,51% (tinha 34,56%) e Bolsonaro, 43,49% (tinha 40,24%,). Em Jaboatão, o petista teve 53,38% (tinha 33,91%) contra 46,62% do capitão (tinha 43,18%). No último discurso, feito ao lado de Fernando Haddad, em Pernambuco, na última quinta-feira, Paulo Câmara prometera: “O povo de Pernambuco não vai te faltar”.

Diz a máxima que promessa é dívida e a apuração, ontem, no Estado, terminou assim: Haddad com 66,50% e Bolsonaro, com 33,50%. A necessidade de reverter o placar a favor do petista ganhou mais eco nos corredores do Campo das Princesas depois que pesquisa Ibope indicara, na última terça-feira, que Haddad passara a liderar a corrida na Capital paulista. A referida amostra indicava o seguinte: Fernando Haddad com 51% x Bolsonaro, com 49%. O petista terminara o 1º turno, lá, com 19,7%, enquanto Bolsonaro tivera 44,58%. Ontem, encerrada a apuração, a cidade de São Paulo deu 60,38% a Jair Bolsonaro e 39,62% a Haddad, o inverso do que a amostra do Ibope sugerira. Na corrida de 2º turno pelo Palácio dos Bandeirantes, o socialista Márcio França (48,25%) foi derrotado pelo tucano João Doria (51,75%), o que contribui para reforçar o peso da ala pernambucana do PSB. Entregando o que prometeu no 2º turno, além de ter colaborado para a reeleição do senador Humberto Costa, o governador Paulo Câmara sai da disputa como credor do PT para eleição de 2020 no Recife. (Renata Bezerra de Melo)

O predestinado Jair Bolsonaro, o novo presidente do Brasil…

O dia 28 de outubro de 2018 ficou marcado por mais uma página da história democrática do país. Na oitava eleição presidencial desde a redemocratização, Jair Messias Bolsonaro foi eleito com a segunda maior votação nominal da história do Brasil, obtendo 57.797.073 votos, atrás apenas de Lula, que foi reeleito em 2006 com mais de 58 milhões de votos. Toda a trajetória de Bolsonaro até chegar ao Palácio do Planalto neste domingo é digna de um roteiro de cinema.

Eleito vereador do Rio de Janeiro em 1988, Jair Bolsonaro disputou e venceu pela primeira vez um mandato na Câmara dos Deputados  em 1990, de lá pra cá foram seis mandatos ininterruptos como deputado federal. Além do seu mandato, Bolsonaro elegeu seus filhos na política, Carlos, Eduardo e Flávio, evidenciando que ele estava longe de ser um outsider, e era um político totalmente tradicional.

Apesar de ser mais um dos 513 deputados federais, e integrar o baixo-clero da Câmara dos Deputados, Jair Bolsonaro conseguiu construir uma narrativa que pouco a pouco foi conquistando adeptos em todo o Brasil. Polêmico e falastrão, o presidente eleito despertou paixões e ódios por onde passava. Foram oito partidos como filiado, chegou a flertar com o PEN, que viraria Patriota por sua exigência, mas acabou filiando-se em janeiro ao nanico PSL.

Naquela ocasião, ao ingressar no PSL, muitos apostaram que ele não sairia do canto, uma vez que o partido nanico não lhe daria tempo de televisão suficiente para tornar-se competitivo. A cada pesquisa divulgada, seu nome era rechaçado, uma vez que muitos diziam que quando começasse a eleição ele desidrataria, perdendo a competitividade para o sistema.

Uma eleição atípica, envolvida pela operação Lava-Jato, com a prisão do ex-presidente Lula, após o impeachment de Dilma Rousseff e desaprovação absurda de Michel Temer. Bolsonaro começou a conquistar a esperança de eleitores saturados com o sistema. E na semana em que Lula teve sua candidatura definitivamente negada, Jair Bolsonaro sofreu um atentado que quase tirou-lhe a vida.

Impossibilitado de participar da campanha, Jair teve prejuízo no processo eleitoral, e por liderar o processo eleitoral, seus opositores decidiram criar um movimento chamado #EleNão, que tomou as ruas do Brasil. Seus adversários lhe chamavam de racista, machista, homofóbico, misógino e tantos outros adjetivos e não aceitavam que ele poderia chegar ao Palácio do Planalto. Após o movimento da esquerda, seus apoiadores decidiram fazer atos em todo o Brasil e mostraram que estavam dispostos a defender o seu projeto. Na reta final do primeiro turno, Bolsonaro disparou e por muito pouco não venceu no dia 7 de outubro, porém além da primeira colocação com quase 50 milhões de votos, Bolsonaro fez seu PSL eleger 52 deputados federais tornando-se a maior bancada da Câmara dos Deputados, além de senadores e candidatos a governador que tiveram seu apoio.

No segundo turno novo enfrentamento, hostilidades de todos os lados, chegando a ser atacado pela mídia tradicional com uma denúncia que até hoje não foi apresentada uma única prova. Muitos chegaram a apostar que sua liderança nas pesquisas seria comprometida, e de fato os quase 60% das intenções de votos válidos foram reduzidos a cada pesquisa. Isso foi possível graças a um movimento muito forte contra a sua candidatura. Porém neste domingo a vontade popular que decidiu dar um basta ao PT após quatro eleições presidenciais e permitir que o predestinado Bolsonaro chegasse ao Palácio do Planalto, acabou prevalecendo.

Jair Messias Bolsonaro é de fato e de direito o 38º presidente do Brasil. Agora tem o enorme desafio de reestruturar o país, recuperando a economia, que está em frangalhos, retomando o emprego que hoje tem 13 milhões de desempregados, resolver as contas públicas e principalmente ajustar a segurança pública, um dos maiores pilares da sua vitória neste domingo. O Brasil deu a legitimidade política e eleitoral que Jair Bolsonaro precisava, porém se a vitória foi gigantesca, a responsabilidade é diretamente proporcional ao resultado obtido pelas urnas. A missão foi dada, agora precisa ser cumprida. Boa sorte ao capitão! (Edmar Lyra)

Em Pernambuco, Bolsanaro venceu em Santa Cruz do Capibaribe…

Dos 185 municípios de Pernambuco, o presidente eleito Jair Bolsonaro venceu em apenas um: Santa Cruz do Capibaribe. Ele teve 53,8% dos votos válidos (23 mil) contra 46,1% de Fernando Haddad (19,7 mil).

Em Pernambuco, Haddad vence com 66,50% dos votos válidos…

Ao longo deste domingo (28), 5.377.444 eleitores compareceram às 19.797 seções eleitorais de Pernambuco. A abstenção neste pleito foi de 18,14%, ou 1.191.872 eleitores, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Na totalização das urnas, o candidato Fernando Haddad (PT) foi o mais votado no Estado. Derrotado no total nacional, o petista, que fez um grande ato no Pátio do Carmo, no Centro do Recife, na última quinta-feira (25), recebeu 3.297.944 votos66,50% dos válidos. Eleito o próximo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) terminou o segundo turno em Pernambuco com 1.661.163 votos, o equivalente a 33,50%. 

Na contagem total, 76.515 eleitores (1,42%) votaram em branco e 341.822 votos nulos (6,36%) foram computados. As primeiras parciais dos resultados começaram a ser divulgados apenas às 19h, uma vez que os eleitores do Acre e de algumas cidades do oeste do Amazonas votaram em um fuso horário de duas horas a menos em relação ao horário de Brasília. 

Balanço das ocorrências
Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) avaliou que a eleição transcorreu de forma “muito positiva e sem qualquer intercorrência grave”. Durante a votação, em Pernambuco, de acordo com o TRE-PE, foram registradas 254 ocorrências com urnas e 136 delas foram substituídas. 

“O eleitor pernambucano, é muito ordeiro e merece todo o respeito”, afirmou o presidente do TRE-PE, Desembargador Luiz Carlos Figueiredo. No Estado ocorreram 11 prisões e três detenções. “A maior parte, inclusive, já passou pela audiência de custódia e já foram liberados. Num universo de eleitores de mais de 6,5 milhão de eleitores e de quase 21 mil urnas. Isso é uma gota d´água no oceano”, comentou o presidente do órgão. 

“Qualquer das circunstâncias que foram narradas, todas elas são comunicadas ao Ministério Público Eleitoral para averiguar as circunstâncias inquietas em que essas coisas aconteceram. Essas coisas serão avaliadas devidamente no Ministério Público, para saber se irá ou não, ajuizar em cada caso concreto”, complementou o Desembargador Luiz Carlos Figueiredo. (Folha de Pernambuco)

Saiba quem é Jair Messias Bolsonaro, o 38º presidente do Brasil…

Por: Correio Braziliense

Desde os tempos que fazia campanha para vereador, montado em uma motocicleta para ganhar tempo e economizar, ainda no distante ano de 1988, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), tinha a ideia fixa de chegar ao Palácio do Planalto. Por mais que os aliados mais próximos duvidassem, e até mesmo menosprezassem o plano, ele nunca desistiu e guardou para si a escolha do melhor momento para se lançar de uma vez no maior de todos os desafios. A decisão foi tomada logo depois de conquistar o sétimo mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, há quatro anos.

Nascido em Campinas (SP), há 63 anos, Jair Messias Bolsonaro é filho de pais de ascendência italiana. Casou-se três vezes. A primeira esposa foi Rogéria Nantes Nunes Braga, com quem teve Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro. Com Ana Cristina Valle, a segunda esposa, Bolsonaro ficou por dez anos. Com ela, teve o quarto filho, Jair Renan, hoje com 20 anos. A atual esposa é Michele de Paula Firmo Reinaldo, com quem se casou em 2007, em cerimônia celebrada por Silas Malafaia, e teve única menina entre os filhos, Laura, de sete anos.

Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras do Exército, Bolsonaro atuou em grupos de paraquedismo e artilharia a partir de 1977. A primeira incursão pela política veio em 1986, quando publicou um artigo na revista Veja, defendendo o aumento dos salários dos militares. 

A partir daí, sempre com apoio de integrantes da tropa, foi eleito vereador e, depois, deputado federal, cargo que ocupou por 28 anos. Ao longo desse período procurou os holofotes a partir de controversas, algumas odiosas para parte dos eleitores. Numa delas tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal, por injúria racial e incitação ao estupro. Em 2014, o presidente eleito disse a uma parlamentar do PT que ela não merecia ser estuprada porque ele a considerava ‘muito feia’.

Bolsonaro deixa a farda em busca da política antes de uma qualificação mais refinada, por isso sempre foi visto com reservas por oficiais mais graduados, principalmente das outras duas forças, com a Marinha. “É um erro misturar militares com política, isso vai acabar se voltando contra nós mesmos, porque passaremos a ser confundidos com os próprios políticos”, disse, ao Correio, um oficial de alta patente das Forças Armadas, que preferiu não se identificar. 

Continua…

Confira a lista dos governadores eleitos em cada estado neste segundo turno…

Da esquerda para a direita: Ibineis (MDB), Wilson Witzel (PSC), João Doria (PSDB) e  Romeu Zema (Novo)

Foto: Jornal Opção

Diário de Pernambuco

Treze estados mais o Distrito Federal conheceram seu governador em disputa no segundo turno, realizada neste domingo (28). Confira a lista considerando votos válidos: 

São Paulo
João Doria (PSDB) teve 51,79%; enquanto Márcio França (PSB), 48,21%.

Rio de Janeiro
Wilson Witzel (PSC) teve 59,85% dos votos; enquanto Eduardo Paes (DEM), 40,15%.

Minas Gerais
Com 97,61% das urnas apuradas, Romeu Zema (NOVO) aparece com 71,86% dos votos; enquanto Antonio Anastasia, 28,14%.

Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSDB) teve 53,58% dos votos; enquanto José Ivo Sartori (MDB), 46,42%.

Distrito Federal
Ibaneis (MDB) teve 69,79% dos votos; enquanto Rodrigo Rollemberg (PSB), 30,21%.

Amapá 
Waldez Góes (PDT) teve 52,38% dos votos; enquanto Capi 40 (PSB), 47,62%.

Amazonas
Com 95,35% das urnas apuradas, Wilson Lima (PSC) aparece com 59,14% dos votos; enquanto Amazonino Mendes (PDt), 40,86%.

Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB) teve 52,35% dos votos; enquanto Juiz Odilon (PDT), 47,65%.

Pará
Helder (MDB) teve 55,42% dos votos; enquanto Dercio Miranda (DEM), 44,58%.

Rio Grande do Norte
Fatima Bezerra (PT) teve 57,61% dos votos; enquanto Carlos Eduardo (PDT), 42,39%.

Rondônia
Com 96,27% das urnas apuradas, Coronel Marcos Rocha (PSL) teve 66,28% dos votos; enquanto Expedito Júnior (PSDB), 33,72%.

Santa Catarina
Comandante Moisés (PSL) teve 71,09% dos votos; enquanto Gelson Merísio (PSD), 28,91%.

Sergipe
Belivaldo (PDT) teve 64,37% dos votos; enquanto Valadares Filho (PSB), 35,27%.

Roraima
Ainda em apuração.

Jair Bolsonaro é eleito presidente e interrompe série de vitórias do PT…

Do G1

Jair Messias Bolsonaro, do PSL, foi eleito presidente da República neste domingo ao derrotar em segundo turno o petista Fernando Haddad, interrompendo um ciclo de vitórias do PT que vinha desde 2002.

A vitória foi confirmada às 19h18, quando, com 94,44% das seções apuradas, Bolsonaro alcançou 55.205.640 votos (55,54% dos válidos) e não podia mais ser ultrapassado por Haddad, que naquele momento somava 44.193.523 (44,46%).

Aos 63 anos, capitão reformado do Exército, deputado federal desde 1991 e dono de uma extensa lista de declarações polêmicas, Jair Bolsonaro materializou em votos o apoio que cultivou e ampliou a partir das redes sociais e em viagens pelo Brasil para obter o mandato de presidente de 2019 a 2022.

Na campanha, por meio das redes sociais e do aplicativo de mensagens WhatsApp, apostou em um discurso conservador nos costumes, de aceno liberal na economia, de linha dura no combate à corrupção e à violência urbana e opositor do PT e da esquerda.

Com isso, se tornou um fenômeno eleitoral ao vencer a corrida presidencial filiado a uma legenda sem alianças formais com grandes partidos, com pouco tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV e distante das ruas na maior parte da campanha, em razão do atentado no qual sofreu uma facada que o perfurou no abdômen.

Após quatro vitórias consecutivas do PT em eleições presidenciais (2002, 2006, 2010 e 2014), o novo presidente eleito se apresenta como um político de direita.

Vitorioso na primeira vez em que se candidatou a presidente, Bolsonaro sucederá Michel Temer (MDB), vice de Dilma Rousseff (PT) que assumiu o governo em 2016 devido ao impeachment da petista.

Candidatos à Presidência no 2º turno votam na manhã deste domingo…

Os dois candidatos à Presidência neste segundo turno votaram ainda na manhã deste domingo (28). Jair Bolsonaro (PSL) votou às 9h17 na Vila Militar, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Fernando Haddad (PT) compareceu à urna às 10h18 em Moema, Zona Sul de São Paulo.

Bolsonaro votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio. O capitão do exército estava acompanhado da mulher, Michele. Ele vestia um colete à prova de balas, segundo a assessoria do candidato informou ao G1.

Dentro da seção eleitoral, questionado sobre qual era sua expectativa para o 2º turno, o candidato do PSL afirmou: “Pelo que eu vi nas ruas nos últimos meses, é vitória”.

O esquema de segurança na zona eleitoral da Vila Militar foi reforçado com grades e uma maior presença da Polícia do Exército. As polícias militar e federal também trabalharam na operação de segurança do candidato do PSL.

Em São Paulo, Haddad chegou ao colégio Brazilian International School, onde ele vota, acompanhado da mulher, Ana Estela. O candidato do PT deu entrevista aos jornalistas depois de votar.

“A gente tem uma grande expectativa de um dia de muita paz para os brasileiros e brasileiras. Espero que o dia transcorra com muita tranquilidade, sem nenhum ato de violência. Espero que as pessoas que vão votar hoje na nossa candidatura tenham muita tranquilidade ao ir votar”, afirmou Haddad. (G1)

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