Gás sobe e preço do botijão pode passar de R$ 100 nas próximas semanas…

O gás de cozinha, que já está com um preço indigesto, deve ficar ainda mais caro. Além dos ajustes promovidos pela Petrobras, o aumento de salário dos trabalhadores das revendas e distribuidoras, Leia mais »

Haddad chega ao Recife e segue em caminhada pelo Centro da cidade…

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, chegou ao Recife e está caminhando pelas ruas do Centro da cidade, cercado pela militância. O semblante de Haddad ora fica alegre, Leia mais »

Paulo diz que é do “lado do povo” no Ibura…

O candidato ao Governo de Pernambuco da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), fala em “lado do povo”, em caminhada no bairro do Ibura. “Essa eleição tem uma importância diferente. Ela nos dará a Leia mais »

Bolsonaro diz em rede social que conhecer país apenas em períodos eleitorais é oportunismo político…

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse em postagem em uma rede social na manhã deste sábado (22), que conhecer o país apenas em períodos eleitorais é oportunismo Leia mais »

Marina atribui posição nas pesquisas a ‘eleitor livre’ e diz que não se rende a discurso fácil, quer ‘ganhar ganhando’…

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou na noite desta sexta-feira (21) em entrevista ao Jornal da Globo que seu eleitor “é o mais livre”, ao ser questionada sobre a Leia mais »

Category Archives: Opinião

A saída de Julio Lóssio do processo eleitoral …

A Rede Sustentabilidade tentou em 2013 ser oficializada como partido, porém não conseguiu o registro no TSE e Marina Silva ficou impossibilitada de disputar as eleições de 2014 pelo seu partido. Em setembro daquele ano, Marina anunciou uma situação que abalou as estruturas da disputa presidencial que foi a sua filiação ao PSB de Eduardo Campos, então pré-candidato à presidência da República.

Veio a eleição e Marina foi oficializada como vice de Eduardo até 13 de de agosto de 2014 quando o fatídico acidente tirou a vida do ex-governador. Marina então foi alçada à condição de candidata do PSB a presidente da República. Em Pernambuco a relação entre PSB e Marina foi a melhor possível, sobretudo após sua vitória no estado para presidente, evidenciando o empenho do PSB na sua eleição presidencial.

Passada a eleição, a Rede Sustentabilidade através de Sérgio Xavier, ocupou a secretaria de Meio Ambiente do governo Paulo Câmara, ficando no cargo até o ano passado quando o partido decidiu romper com o PSB para garantir um palanque para Marina Silva em Pernambuco. O rompimento do partido com Paulo Câmara gerou a expectativa de uma candidatura própria, que foi ocupada por Julio Lossio, recém-saído do MDB por conta da chegada do senador Fernando Bezerra Coelho, seu adversário, ao partido.

A candidatura de Lossio foi apresentada no intuito de garantir um palanque para Marina Silva, e estava se consolidando como o terceiro nome na disputa que estava polarizada entre Armando Monteiro e Paulo Câmara, até que veio o recebimento do apoio do Coronel Meira a sua candidatura e por conta da relação com Jair Bolsonaro por parte de seu apoiador, Julio terminou tendo sua candidatura retirada pela Rede Sustentabilidade.

Apesar da retirada de Lossio do jogo, está evidente que a Rede Sustentabilidade seguirá em rota de colisão a Paulo Câmara, pois o partido passou três anos ocupando cargos e na hora da eleição decidiu apresentar uma candidatura no campo oposicionista. Esse posicionamento deverá continuar. Não se sabe qual será a postura da Rede, se lança uma nova candidatura ou se decide apoiar outro nome, mas uma certeza existe: ela não apoiará Paulo Câmara em qualquer circunstância. (Edmar Lyra)

Um fim de semana para Alckmin, Haddad e Ciro em PE…

Na pesquisa Datafolha, divulgada ontem, Geraldo Alckmin (9%), aparece tecnicamente empatado com Ciro Gomes (13%), que, por sua vez, empata na margem de erro com Fernando Haddad (16%). Os três presidenciáveis estarão em Pernambuco entre hoje e domingo. O tucano desembarca nesta sexta-feira em Pernambuco, a despeito de o conselho de sua campanha já ter defendido que ele deveria centrar atenção no Sudeste e no Sul, onde corria risco de perder votos para Jair Bolsonaro e Álvaro Dias. O tucano guarda o desafio de vencer em São Paulo, onde Bolsonaro lidera pesquisas. No guia eleitoral de ontem, Alckmin subiu o tom contra Lula e Bolsonaro. Vinculou os dois à Venezuela e ao ex-presidente Hugo Chávez. E advertiu: “O risco de o Brasil se tornar uma nova Venezuela é real”. Alckmin tratou de dar resposta à tese de que poderia se aliar ao PT contra Bolsonaro e afirmou ser o “único capaz de derrotar o PT na eleição”. Haddad, que já havia se disponibilizado a abrir diálogo com o PSDB chega ao Pernambuco para cumprir agenda ao lado de Paulo Câmara e irá a Petrolina, onde Alckmin esteve em recente ato promovido pelos Coelho. Terá a missão de demarcar que existem dois lados e que ele e Paulo estão com Lula.

Na Frente Popular, faz-se uma leitura de que o adversário, Armando Monteiro Neto tenta “confundir” o eleitor. O petebista ainda não definiu seu candidato à Presidência da República. E evitou, enquanto declarava voto em Lula, aparecer ao lado de Alckmin, cujo PSDB está em seu palanque, mas corre o risco de sair menor do que entrou na corrida presidencial. Ciro Gomes chega ao Recife no domingo após figurar no Datafolha com 13%, ainda na briga com Haddad (16%) por vaga no 2º turno. Na simulação de 2º turno, Ciro (45%) é o único que fica à frente de Bolsonaro (39%), fora da margem de erro. Pernambuco, forte reduto de Lula, entra na rota comum nessa reta final. (Renata Bezerra de Melo)

Eleição ganha novo quadro após números do Datafolha…

Foto: Ricardo Labastier/ Divulgação.

A divulgação da terceira rodada da pesquisa Datafolha para governador trouxe uma supresa para o meio político, uma vez que até a semana passada havia um sentimento de fatura prestes a ser liquidada por Paulo Câmara. A vantagem que era de nove pontos, 34% x 25%, foi reduzida para apenas quatro pontos, configurando um empate técnico entre Paulo Câmara, com 35%, e Armando Monteiro, com 31%.

Para o processo eleitoral foi importante, uma vez que se a vantagem de Paulo Câmara tivesse sido ampliada para dois dígitos, como era esperada, a discussão na reta final seria praticamente nula, pois muitos apoiadores de Armando Monteiro já estavam entregando os pontos da disputa e isso era muito ruim para a eleição, que só tem graça quando é disputada.

A redução da vantagem de Paulo Câmara para uma condição de empate técnico também deu um freio de arrumação na estratégia palaciana, que estava começando a considerar a fatura liquidada e por isso mal estava colocando o bloco na rua. A partir de agora é provável que se veja uma campanha mais movimentada do atual governador nas ruas e um empenho maior do grupo governista no sentido de quebrar qualquer tendência de crescimento do adversário.

Apesar de não contestar as pesquisas, fontes palacianas dizem que não há, em seus levantamentos internos, fatores que justifiquem a queda da vantagem do governador para uma condição de empate técnico, e que os números são maiores do que os quatro pontos do Datafolha e os oito pontos do Ibope. Mesmo assim, a ordem é trabalhar, sobretudo na Metropolitana, para que as pesquisas externas possam voltar a captar crescimento de Paulo Câmara e aumento da sua vantagem.

Faltando 16 dias para a eleição, Armando Monteiro ganhou um baita de um reforço no sentido de quebrar a hegemonia do PSB, que já dura doze anos. Os aliados que já estavam resolvendo sua vida começaram a procurar material, animando a tropa e tentando levar Armando a uma vitória, uma vez que a perspectiva de poder é mais atrativa do que o poder em si.

Proposta – A proposta de Armando Monteiro de isentar de IPVA as cinquentinhas e motos de até 180 cilindradas está sendo questionada por adversários, pois ele não apresentou quanto seria a renúncia fiscal do estado caso se concretize a proposta e de onde viria este dinheiro para pagar essa conta, porque todo mundo sabe que não existe almoço grátis, para alguém ganhar outro tem que pagar.

Custo – Além da renúncia fiscal, com o aumento das motocicletas em Pernambuco, consequentemente haverá um aumento de acidentes no estado desta modalidade, que é o maior prejuízo da saúde no estado. Os acidentes com motocicletas custam nada menos do que R$ 1 bilhão aos cofres públicos por ano. O custo da proposta, segundo seus adversários, é dobrado aos cofres públicos, pois perde em arrecadação e aumenta os gastos do estado com acidentes de moto.

Violência – Para um adversário de Armando, a proposta de isentar motos de IPVA ampliará a quantidade delas nas ruas aumentando o trânsito, e ainda pode facilitar o aumento da criminalidade, pois ficará mais fácil para qualquer um ter uma moto e fazer o que bem entender com ela, inclusive assaltos. (Edmar Lyra)

Mourão virou um problema para Bolsonaro…

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Se eu fosse um dos adversários de Jair Bolsonaro, lutaria com todas as forças do meu ser para que ele fosse representado por seu vice, general Hamilton Mourão, em todos os debates e sabatinas da temporada. Se, sem TV ou maiores exposições, ele já provocou um estrago nos últimos dias, imagine-se o efeito do general – que vem se revelando uma espécie de Bolsonaro à décima potência – diante de grandes audiências.

De uma só tacada, pode ter perdido, nesta segunda-feira, os votos de mais de 30 milhões de lares brasileiros que são chefiados por mulheres, número que só faz aumentar a cada dia. Só entre 2001 e 2015, ele saltou de cerca de 14 milhões para 29 milhões. Mourão disse, em palestra a empresários, que as famílias pobres, “onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó”, são “fábricas de desajustados” que tenderiam a cooptados pelo narcotráfico.

Sim, ele disse isso. E, só para ficar no curto espaço de uma semana, disse também que o país precisa de uma nova Constituição, mas elaborada por um grupo de “notáveis” e aprovada em referendo popular, e não por uma Assembléia Nacional Constituinte, como mandam as regras das democracias representativas e dob Estado de Direito. No plano da política externa, referiu-se como “mulambada” aos países pobres e emergentes com os quais o Brasil intensificou relações nos últimos anos.

Há quem diga que o general Mourão é um vice forjado à imagem e semelhança do capitão Bolsonaro. Não é bem assim. Em seu discurso recheado de retrocessos políticos e comportamentais que defende, e que é apoiado pelos cerca de 20% da fatia mais conservadora da sociedade brasileira, o candidato do PSL sabe calibrar as coisas. Diz atrocidades e depois recua; fez gestos belicosos, inclusive com crianças de colo, e depois diz que foi “brincadeira”; revê posições anteriores e até votos. Afinal, 27 anos de mandato ensinaram Bolsonaro a saltar as cascas de banana da política.

Este não é, claramente, o caso de Mourão. Exibido ao natural num debate no horário nobre, o general poderá perder votos até do público direitista de Bolsonaro quando ele se der conta de que, um dia, poderá vê-lo sentado naquela cadeira do terceiro andar do Planalto, substituindo o presidente – em caráter temporário ou até definitivo.  Não custa lembrar que Bolsonaro, no hospital até a véspera da eleição, tem ainda pelo menos uma cirurgia pela frente.

Exposto em largas doses, o general pisará em todas as cascas de banana e dificilmente conquistará aquela fatia do eleitorado que é antipetista mas ainda preza valores como a democracia e a igualdade entre homens e mulheres – essencial para que Bolsonaro saia do nicho mais direitista e amplie seu apoio, sem o que não terá condições de vencer a eleição.

Com “risco” Bolsonaro, desafio é criar ponte até com PSDB…

Fernando Haddad já acenou para “possibilidade de diálogo com o PSDB”. No último domingo, quando fez caminhada em São Paulo, afirmou o seguinte: “A autocrítica do PSDB é muito importante e constrói possibilidade de diálogo depois das eleições”. A aliados, Haddad já defende acordo com Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, de forma que quem for ao segundo turno apoie o outro. A lógica é evitar vitória de Jair Bolsonaro. Ontem, após evento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Capital paulista, Ciro, por sua vez, flexibilizou o discurso ao ser indagado se estaria junto com Haddad “Se nós olharmos para trás, é fato. Estivemos juntos ao longo dos últimos 16 anos em que eu ajudei”, pontuou. E ponderou: “Mas o projeto que advogo para o Brasil não é o mesmo projeto do PT”. Ainda em agosto, indagado se em um cenário de segundo turno com Haddad e Bolsonaro apoiaria alguém, Ciro fora mais resistente: “Vale morrer?”. Pesquisa Ibope divulgada ontem apontou crescimento de 11 pontos do presidenciável petista, que passa a figurar isolado na vice-liderança com 19% (tinha 8%), enquanto Jair Bolsonaro lidera, com 28% (tinha 26%). Ciro manteve-se com os mesmos 11% da pesquisa anterior, Alckmin tem 7% (tinha 9%) e Marina 6% (tinha 9%).

Na última segunda, Haddad apostou em unidade da centro-esquerda no 2º turno: “Continuarei lutando para que estejamos juntos – não foi possível no primeiro turno, será possível no segundo, e, mais ainda, no governo…”. Haddad toma para si o desafio de ser o ponto de unidade do que petistas definem como “forças democráticas”. Esse debate em torno de acordo com Ciro e Alckmin, ainda não teve início internamente, segundo o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, mas ele, à coluna, faz a seguinte reflexão: “A luta contra o risco Bolsonaro diz respeito aos padrões civilizatórios. As forças democráticas terão que encontrar um entendimento”. (Renata Bezerra de Melo)

Armando precisa de crescimento de nanicos para ter segundo turno …

Historicamente as eleições para governador de Pernambuco foram resolvidas no primeiro turno, com uma única exceção que foi a eleição de 2006 que levou Eduardo Campos ao Palácio do Campo das Princesas. Naquela ocasião, a terceira via se consolidou a ponto de chegar ao segundo lugar que foi o próprio Eduardo. Humberto Costa mesmo ficando de fora do segundo turno ele atingiu 25,14% dos votos válidos contra 33,81% de Eduardo Campos, e 39,32% de Mendonça Filho. As candidaturas nanicas ficaram, juntas, com apenas 1,73% dos votos válidos.

Nas demais eleições, as candidaturas nanicas nunca passaram de 13%, que foi o melhor resultado em 1994 quando Cid Sampaio atingiu 7,27% dos votos válidos e os demais pouco mais de 5%. Para a eleição deste ano, temos sete candidaturas colocadas, duas principais, Paulo Câmara e Armando Monteiro, duas intermediárias, Julio Lossio e Maurício Rands, e três pequenas, Simone Fontana, Dani Portela e Ana Patrícia Alves, que teve seu registro negado.

No levantamento do Ibope, Paulo Câmara apareceu com 33% das intenções de voto, contra 25% de Armando Monteiro, 2% de Julio Lossio, 2% de Maurício Rands e 1% de cada candidata colocada, Dani Portela, Ana Patrícia e Simone Fontana. Quando transformados em válidos, Paulo Câmara teria 50,77% contra 38,46% de Armando Monteiro, 3,07% de Maurício Rands, 3,07% de Julio Lossio e 4,61% das três candidatas nanicas.

Historicamente as candidaturas do PSOL, PSTU e PCO, dificilmente passam de 2% dos votos válidos juntas, no Ibope elas chegam a quase 5%, o que é algo quase impossível eleitoralmente de ocorrer e aumenta a tese de vitória no primeiro turno do atual governador. O segredo de Armando Monteiro chegar a um segundo turno está nas candidaturas de Lossio e Rands, que até agora não conseguiram mostrar uma competitvidade maior.

Para evitar que a fatura seja liquidada no dia 7, Armando Monteiro precisa que os nanicos mantenham mesmo esses números das pesquisas na urna, que Rands e Lossio pelo menos dobrem seus votos válidos nos próximos 15 dias, e que cresçam entre os indecisos e em cima do eleitor de Paulo Câmara, porque se eles continuarem com este percentual que estão apresentando nas pesquisas, é praticamente impossível que haja o segundo turno.

Estratégia – A cada pesquisa divulgada fica latente o erro da oposição de ter lançado apenas uma candidatura. Se houvesse uma segunda candidatura competitiva no grupo Pernambuco vai mudar, as chances de um segundo turno entre Paulo Câmara e Armando Monteiro estariam praticamente consolidadas. (Edmar Lyra)

Pernambuco vai adiar a decisão para governador…

A pesquisa IBOPE divulgada na noite desta segunda-feira (17) deixou o Palácio em sinal de alerta. Simplesmente a máquina dos governos do estado e da Prefeitura do Recife sem contar às inúmeras prefeituras não estão dando conta do recado e o medo do PSB é de que Paulo tenha chegado a um teto. Outro fator é que Armando oscilou positivamente a medida que o governador ficou estagnado. Pode ser apenas um ponto, mas os socialistas esperavam que Paulo ampliasse a sua vantagem em no mínimo 15 pontos percentuais esta semana, o que daria ao governador um “ar” para respirar aliviado para a reta decisiva que é a fase final na qual Paulo enfrentará seus adversários nos debates televisivos.

Armando Monteiro começa a crescer na hora certa e Paulo estagna na hora errada. Entramos na reta final da campanha, nos seus últimos 15 dias quando às equipes de Armando Monteiro (PTB) e de Júlio Lóssio (REDE) e Dani Portela (PSOL) preparam um verdadeiro arsenal contra o governo Paulo mostrando nos guias da TV e do Rádio que Pernambuco estagnou na era Paulo, e que é necessário urgentemente uma mudança. A pesquisa Ibope constatou um Pernambuco literalmente dividido em um segundo turno, algo que eu posso dizer que essa eleição pode ser decidida no voto a voto. Levantamentos internos captaram a estagnação de Paulo, e o crescimento de Armando e algumas já demonstram um empate técnico ainda no primeiro turno.

Este de fato não era o resultado esperado pelo PSB e o partido começa a temer que a estagnação de Paulo nas pesquisas, esfrie a militância na campanha, que até então vendia um produto que poderia liquidar a fatura no primeiro turno. Talvez, esta pesquisa do Ibope quebre um pouquinho a arrogância de quem acredita que já tem uma eleição decidida aqui em Pernambuco, porque não tem. O que tem são eleitores que estavam ligados na campanha nacional e esquecendo que vamos escolher também o mandatário do estado no dia 07. Nessa reta final, muitas pessoas tendem a decidir o seu voto, embora 35% ainda declaram que não vão votar em ninguém ou que estão indecisos. 

Armando sofreu um verdadeiro boicote na sua candidatura. Depois de ter sido adjetivado de “candidato de Temer” e pra lá vai, o PSB acreditava que poderia dar a volta por cima e dar de lavada em Armando Monteiro e no seu palanque, construído com o apoio do PSDB e do DEM.Está na hora de descer e voltar a se encontrar com a humildade de quem tem uma longa estrada pela frente a percorrer. 

Empate técnico

O Ibope detectou um empate técnico no segundo turno entre Paulo Câmara e Armando Monteiro, 41% a 37%. Esta foi a prova de que Pernambuco tende a ter uma eleição difícil e complicada e que será decidida quando fechar às urnas no dia 07. 

Pegou de surpresa

Muita gente estava pronta para aderir a Paulo Câmara após a pesquisa do IBOPE, leiam-se “prefeitos”, mas decidiram se sustentar no anonimato da campanha para governador depois da pesquisa desta segunda. O desânimo foi total após terem sido pegos de surpresa com a estagnada do governador que simplesmente parou de crescer depois de ter usado tudo: “Nomeações em D.O, apoio de Lula, presença de Haddad”. Se for confirmada a estagnação de Paulo nas próximas pesquisas da semana o efeito poderá ser reverso e muita gente que abandonou Armando, pode fazer o caminho de volta. (Silvinho Silva)

Os bolsonaristas querem dar um golpe…

Celso Rocha de Barros – Folha de S.Paulo

Bom, é isso, amigo. Se você quiser eleger Bolsonaro, aproveite, porque deve ser seu último voto. Depois da última semana, não há mais dúvida de que o plano dos bolsonaristas é dar um golpe. Golpe mesmo, golpe raiz, não esses golpes Nutella de hoje em dia. 

Sejamos honestos, nunca houve motivo para suspeitar que Jair Bolsonaro fosse um democrata.
Nunca vi uma entrevista em que Bolsonaro prometesse reconhecer o resultado da eleição em caso de derrota. O que vi várias vezes foi discurso picareta sobre urnas eletrônicas. 

Bolsonaro defendeu a ampliação do número de membros do Supremo Tribunal Federal, o que é a página 2 do manual do ditador. Chávez fez, a ditadura militar fez, todo ditador faz. Afinal, a Constituição é o que o Supremo disser que é: se você encher o Supremo de puxa-sacos, a Constituição passa a ser o que você quiser. Daí em diante, você é ditador.

Bolsonaro escolheu como companheiro de chapa Hamilton Mourão. Em entrevista recente à GloboNews, Mourão defendeu que o presidente da República (qualquer presidente? Um eventual presidente Boulos?) tem o direito de dar um “autogolpe” se perceber que há uma situação de anarquia.

Na verdade, ninguém tem mais condições de criar anarquia do que o próprio presidente da República. Por esse motivo, nenhum país sensato deixa que o presidente vire ditador se achar que há anarquia demais.

O mesmo Mourão agora defendeu que se faça uma nova Constituição sem essa frescura de envolver gente eleita pela população.

A Constituição seria feita por uma comissão de notáveis; “notável” é como ditador chama os próprios puxa-sacos.

Segundo o plano de Mourão, essa Constituição depois teria que ser aprovada por referendo. Nada contra referendos, mas, se você segue o noticiário sobre a Venezuela, já viu para onde isso vai. Quando fizerem o referendo, a oposição já vai ter sido atacada e enfraquecida, e a população vai votar com medo. É a página 3 do manual do ditador.

Enfim, é isso. Se você for a favor disso tudo, vote no Bolsonaro. Se não for, vote em outra pessoa.

Resta perguntar: como chegamos no ponto em que a proposta de matar a democracia lidera as pesquisas com cerca de um quarto das intenções de voto?

Nos últimos anos, a opinião pública brasileira ganhou muito poder. A Lava Jato mostrou à população que a corrupção era generalizada. As redes sociais tornaram possível expressar essa indignação com ferocidade.

O lado bom disso tudo é evidente. Políticos têm mesmo que viver meio assustados com a população.

O lado ruim é que não tem sido fácil governar o país, porque o momento exige que se faça muita coisa que é impopular.

O plano dos bolsonaristas é pegar a sua raiva contra tudo que está aí e apontá-la contra a democracia. Sem democracia, governar volta a ser fácil, porque o governo nunca mais vai ter que se importar com você ou sua rede social.

Esse truque está na página 1 do manual do ditador. E quando você não puder mais reclamar, não puder mais fazer impeachment, não puder mais xingar no Facebook ou fazer passeata, aí entra em cena Paulo Guedes com seu programa de ajuste muito mais radical do que o de qualquer outro candidato. E aí, pode ter certeza, você não vai ter dinheiro para comprar arma nenhuma, mesmo se as lojas já puderem vendê-las.

Armando sobre Ciro: “Tenho que conversar com a coligação”…

Quando formou a aliança para concorrer ao Governo do Estado, o senador Armando Monteiro Neto já deixava claro que, caso o ex-presidente Lula fosse candidato, votaria em Lula. “A partir do momento que Lula não é candidato, não posso decidir nada sozinho”, sublinha ele à coluna. E prossegue: “Tenho que dividir com o conjunto da coligação. Já estamos ouvindo, discutindo com os companheiros. Estamos trocando informações e fazendo avaliações”. De concreto sobre a corrida presidencial, ele afirma que a hipótese de votar em Fernando Haddad “não existe”. “Eu teria compromisso com Lula. Não há possibilidade de apoiar Haddad. É zero essa possibilidade”, assegura o petebista. Ele explica que, embora Haddad seja do PT, com Lula “era diferente, porque eu tinha uma história com Lula”. E emenda: “Ele me apoiou em 2014, era completamente diferente”. Armando acrescenta: “Essa hipótese de Haddad está descartada. As outras hipóteses colocadas vamos examinar depois de esgotar esse processo”.

Entre aliados do senador, há manifestações nos bastidores a favor da declaração de apoio a Ciro Gomes. E há nomes como o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que já tomou a dianteira e está reunindo lideranças favoráveis ao apoio a Ciro. No PSDB, não se faz objeção e essa possibilidade é vista como “provável”. Mas a relação do PDT, de Ciro, com a gestão Paulo Câmara, onde comanda espaços, também tem pesado nas contas da coligação Pernambuco Vai Mudar e pode ser um fator a complicar essa costura. (Renata Bezerra de Melo)

Baile de máscaras…

Carlos Brickmann

Fernando Haddad não é mais Fernando Haddad: é Luiz Fernando Lula Haddad. Quem quiser conhecer suas ideias sobre o Brasil, esqueça: ele diz que seu plano de governo, caso eleito, é chamado de Plano Lula. Mas será um dirigente afirmativo: dirá “sim, senhor” a tudo o que Lula mandar.

Bolsonaro é paz e amor. Ele dizia que, depois de quatro filhos, fraquejou e teve uma filha – mas agora sua campanha preparou um vídeo para reduzir a rejeição no eleitorado feminino (se houver referência a “empoderamento” feminino, entretanto, pode ser rejeitado por chatice). E, hoje, simplesmente adora gays: em outro vídeo, cumprimenta amistosamente um homossexual.

Geraldo Alckmin, que, depois de ganhar quase metade do tempo total da TV, já se via no segundo turno, aceita hoje ser o menos pior. A frase, dita por sua vice, a senadora Ana Amélia, é ótima: “Nem na faca, nem na bala. Vote Geraldo Alckmin”. Ana Amélia fez sua parte, Alckmin tem agora de fazer a dele: apanhar de Bolsonaro em seu reduto, São Paulo, é feio demais.

Marina, que qual cometa aparece de quatro em quatro anos dizendo ser a favor do bem e contra o mal, incorporou o mais feroz espírito da floresta; bateu forte no general Mourão, vice de Bolsonaro, que andou se excedendo ao sugerir que a atual Constituição seja trocada por outra, em que o eleitor só tenha o direito de votar num referendo. Marina é suave, Mourão é bravo – mas é difícil reagir contra Marina sem parecer prepotente e grosseiro.

Marina fora?: só 3 candidatos a adversário de Bolsonaro…

A nova pesquisa do Datafolha consolida a liderança de Jair Bolsonaro (26%), confirma o derretimento de Marina Silva (8%) e sinaliza uma ascensão fulminante de Fernando Haddad (13%). Nessa configuração, Bolsonaro bloqueia uma vaga no segundo turno. E a disputa pela segunda vaga restringe-se agora a três candidatos: Haddad, Ciro Gomes (13%) e Geraldo Alckmin (9%).

O atentado contra a vida de Bolsonaro não produziu uma reviravolta. Apenas 2% do eleitorado disse ter mudadado de voto em função da facada. Mas a tentativa de homicídio como que calcificou os votos do esfaqueado. Hoje, 75% dos eleitores de Bolsonaro afirmam que não lhes passa pela cabeça a ideia de virar a casaca, trocando de candidato. Daí a percepção de que o paciente do Hospital Albert Einstein move-se em direção ao segundo turno sem sair da UTI.

A vantagem de Paulo Câmara em números …

De acordo com o Ipespe divulgado pela Folha de Pernambuco, o governador Paulo Câmara teria 35% das intenções de voto contra 25% de Armando Monteiro e apenas 7% dos demais candidatos, brancos, nulos e indecisos formam 23% dos entrevistados e a margem de erro é de três pontos percentuais.

O Ipespe corroborou o Ibope e Datafolha que apontaram uma vantagem de nove pontos percentuais de Paulo Câmara em relação a Armando Monteiro, que surge em segundo lugar nas pesquisas. O mesmo levantamento apontou um dado que até então era motivo de comemoração dos defensores de Armando que é a rejeição. Se havia uma diferença significativa nos levantamentos anteriores, o Ipespe apontou que Paulo Câmara tem 48% de rejeição, mas Armando Monteiro também viu sua rejeição praticamente igualar com a do governador, com 46%, o que tira o discurso oposicionista que Paulo é muito rejeitado e que Armando não é.

Pois bem, quando se transforma os números do Ipespe em votos válidos, que é a contabilidade do TRE para determinar o vencedor, e exclui brancos, nulos e abstenção, o governador chega a 52,23% e já seria reeleito no primeiro turno. O seu rival Armando Monteiro chegaria a 37,31%, enquanto os adversários ficariam com 10,46% dos votos válidos.

Em se mantendo os votos válidos de 2014 que foram de 4.420.036 votos, Paulo Câmara seria reeleito com 2.308.855 votos, enquanto Armando Monteiro ficaria com 1.649.115 votos, e os demais candidatos atingiriam juntos 462.066 votos. Esses números dariam a Paulo Câmara uma dianteira de 659.740 votos em relação ao segundo colocado Armando Monteiro. Apesar de ser significativa a vantagem, ela seria a menor diferença de um governador eleito desde 1990 quando Joaquim Francisco derrotou Jarbas Vasconcelos por menos de 200 mil votos.

Faltando 24 dias para o pleito eleitoral, está cristalizada a primeira colocação de Paulo Câmara, e a vitória no primeiro turno está se consolidando a cada dia e pesquisa divulgada, cabendo a Armando, Julio Lossio, Maurício Rands e demais candidatos evitarem que a fatura seja liquidada no dia 7 de outubro, mas o tempo corre absurdamente contra os adversários de Paulo Câmara, que precisam de um fato novo para mudar a trajetória de reeleição do atual governador nas pesquisas. (Edmar Lyra)

Powered by WordPress | Designed by: diet | Thanks to lasik, online colleges and seo