Estudantes têm até quarta-feira para pagar inscrição no Enem…

Após o término das inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), às 23h59 dessa sexta-feira (18), os estudantes têm até a próxima quarta-feira (23) para pagar a Guia de Recolhimento da União (GRU). Leia mais »

Com fortuna avaliada em R$ 1,3 bilhão, Flávio Rocha avisa que não precisará de dinheiro do fundo público…

O presidenciável Flávio Rocha (PRB), dono da Riachuelo, é outro pronto para abrir suas vultosas contas pessoais para bancar a campanha. Detentor de uma fortuna avaliada em R$ 1,3 bilhão, ele já avisou Leia mais »

Um Senado comprometido…

ISTOÉ – Tábata Viapina Quase 70% dos senadores estão sendo investigados pela Justiça. As acusações vão do recebimento de propina à violência contra mulheres. É o exemplo mais bem acabado da falência Leia mais »

PT vai à briga se TSE vetar candidatura de Lula…

Diante das informações de que ministros do TSE buscam uma forma de rejeitar a inscrição de Lula na corrida presidencial de ofício, sem dar margem para discussão, a direção do PT começou a levantar Leia mais »

Negociação não anda: Paulo Câmara, PT, PSB e Marília…

Coluna do Estadão – Andreza Matais A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, quer condicionar o apoio do PT à candidatura à reeleição do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), à defesa do Leia mais »

Category Archives: Opinião

Petista diz que Marília também usa o partido …

Com o quadro se afunilando para o desfecho das candidaturas ao governo de Pernambuco, e a dúvida quanto ao destino do PT na eleição, muita gente faz conjecturas considerando o histórico do partido e a situação envolvendo Marília Arraes, que tomou uma dimensão eleitoral e política que poderá ser determinante para saber quem será o vitorioso nas eleições deste ano pelo Palácio do Campo das Princesas.

Um petista em reserva, ao avaliar a tese de que Humberto Costa teria usado Marília Arraes para atrair a aliança com o PSB, faz algumas ponderações que contrapõem esta tese. A primeira delas é que em 2014 quando rompeu com Eduardo Campos somente porque o ex-governador negou legenda para sua candidatura a federal, Marília Arraes aproximou-se de Armando Monteiro, subindo em seu palanque e chegando a cogitar filiar-se ao PTB. Mas a situação não para por aí.

Este mesmo petista lembra que Marília Arraes ficou calada quando Eduardo Campos aliou-se a Jarbas Vasconcelos em 2012. Naquela época, ela silenciou para a aliança entre Jarbas e Eduardo e foi candidata na coligação liderada por Geraldo Julio. Portanto, a aliança com Jarbas que ela combateu em 2014 já havia sido feita dois anos antes, o que ele considera oportunismo eleitoral.

Na avaliação dele, Marília Arraes teve uma experiência no executivo que foi completamente desastrosa, quando foi secretária de Juventude do Recife e não deixou saudades na sua curtíssima passagem pela pasta. Ele questiona, que se Marília foi incapaz de ser secretária municipal de uma pasta irrelevante, como teria condições de governar Pernambuco?

Por fim, ele lembra que na conta nacional, que é onde realmente será decidido o destino do PT, o senador Humberto Costa é muito mais relevante do que Marília, uma vez que tem três décadas de militância no partido e hoje é considerado um dos expoentes da legenda. Isso, consequentemente, dá a Humberto a prevalência para ser novamente candidato a senador em vez de Marília a governadora. Ele encerra a sua avaliação afirmando que Marília está sendo oportunista querendo surfar na popularidade de Lula em Pernambuco, e coloca seus projetos pessoais a frente de toda a história do partido, tendo sido inclusive a grande responsável pela saída de João Paulo do PT. “Sem Lula e sem a força do PT, Marília seria a mesma vereadora pouco relevante e sem projetos, como sempre foi”, encerra. (Edmar Lyra)

PSDB ainda pode ocupar vaga do Senado, mas vai esticar prazo…

Blog da Folha

Com o anúncio da chapa das oposições previsto para o dia 28, as próximas definições do grupo estão concentradas no deputado federal Bruno Araújo. Presidente estadual do PSDB, dará a palavra final sobre a forma como o tucanato estará representado na majoritária – se no Senado ou na vice. Entre os tucanos, no entanto, admite-se que atrair André Ferreira para disputar a Casa Alta seria agregar um partido a mais ao bloco, o que é visto com bons olhos. Nos cálculos que embasam os estudos, avalia-se que, caso se desenhe uma eleição dura, a lógica seria que cada lado da disputa fizesse um senador. Faz-se ainda uma conta de que Bruno Araújo e Mendonça Filho são dois nomes do Estado atuantes na Câmara Federal e lançar os dois no jogo poderia ser uma aposta alta demais.

No caso de Mendonça, entram na matemática eleitoral dos aliados, o recall que ele tem de eleições para governador do Estado e prefeito do Recife e um dado, segundo o qual, para o Senado, não vale a tese da renovação. “Tem que ser sênior”, realça um integrante das oposições sobre o perfil esperado pelo eleitorado. Há uma tendência de que o PSDB indique a vice, mas eventual fato novo no processo pode fazer a sigla refluir e decidir ocupar a vaga do Senado. O dirigente do PSDB ainda abrirá debate interno sobre o tema. Trabalha com todas as alternativas, como os nomes dos ex-governadores João Lyra e Joaquim Francisco, além do ex-prefeito Elias Gomes, do deputado Betinho Gomes, da deputada Terezinha Nunes, além do vereador André Régis e do ex-deputado Guilherme Coelho, cujas chances, segundo tucanos, são “razoáveis”. Bruno conta com prazo e pode chegar ao dia 28 sem ter ainda encerrado o debate no PSDB sobre o assunto, devendo esperar até os 45 minutos do segundo tempo para resolver.

Marília Arraes foi usada por Humberto Costa para atrair o PSB…

Na reta final das definições sobre as alianças políticas e o indicativo claro de que o PT rifará a candidatura de Marília Arraes para formalizar a aliança com Paulo Câmara, a situação fica mais clara de que desde o início, o senador Humberto Costa usou a pré-candidatura de Marília Arraes para atrair o PSB e garantir sua segurança eleitoral em 2018.

O senador Humberto Costa imaginava que os problemas pessoais envolvendo Marília e a cúpula do PSB seria uma forma de valorizar o seu passe para ser deputado federal na coligação da Frente Popular, mas não contabilizou que Marília seria um verdadeiro fenômeno nesta fase pré-eleitoral, o que naturalmente aumentaria o passe do PT para a equação eleitoral.

Hoje Humberto já não mais pensa em resolver sua eleição de deputado federal. A “mercadoria” Marília Arraes virou algo tão valioso que poderá representar a sua reeleição para o Senado na chapa de Paulo Câmara. Atrelado a isso, está o plano nacional, onde o PT e o PSB caminham para o entendimento em Minas Gerais e até mesmo na eleição presidencial.

No desfecho que está se desenhando, não há outra saída para o PT que não seja a rifada de Marília Arraes, cujo algoz é um velho conhecido do PT, que em 2012 pelo seu projeto pessoal implodiu João da Costa e acabou sendo implodido. Resta saber se, diferentemente de 2012 quando ficou em terceiro lugar para prefeito do Recife, o plano de Humberto terá um final feliz e ele conseguirá a reeleição para o Senado. (por Edmar Lyra)

As virtudes e os desafios de Armando Monteiro na disputa pelo governo …

Na próxima semana a oposição intitulada de Pernambuco quer Mudar anunciará a pré-candidatura do senador Armando Monteiro ao governo de Pernambuco. Será a segunda vez que o petebista disputará o Palácio do Campo das Princesas e reeditará o embate que elegeu Paulo Câmara em 2014.

Reconhecidamente um político ficha limpa e cumpridor de acordos políticos, o senador Armando Monteiro tem uma carreira política relativamente curta, apenas 20 anos de mandatos eletivos, quando foi deputado federal em três ocasiões, senador eleito em 2010, ministro e presidente da CNI. Neto do ex-governador Agamenon Magalhães e filho do ex-ministro Armando Monteiro Filho, o senador tem a política em seu DNA e venceu quatro das cinco eleições que disputou em Pernambuco, com um bom aproveitamento em disputas eleitorais.

Diferentemente de 2014 quando disputou apoiado por PTB, PT, PDT, PSC, PTdoB e PRB, o senador entrará neste novo embate com Paulo Câmara apoiado por DEM, PSDB, Podemos, Avante, PTB e PRB, partidos que juntos darão um guia eleitoral mais representativo do que em 2014 para a disputa que será reeditada devido a nova legislação eleitoral que alterou as regras de distribuição do tempo de televisão e rádio.

Se em 2014 havia um desejo de continuidade que foi impulsionado pela morte de Eduardo Campos e que acabou atropelando o sonho de Armando em ser governador, em 2018 haverá a fadiga de material de doze anos do governo do PSB, e certamente a comoção pela morte do ex-governador já não terá mais a eficácia do pleito passado.

Por outro lado, Armando Monteiro não terá muita condição de desvencilhar-se da pecha que o PSB pretende jogar em seu palanque como “palanque de Temer”, uma vez que Armando será apoiado por três ex-ministros do presidente. Além do mais, se foi difícil enfrentar Paulo Câmara que estava sem a caneta, agora o governador estará sentado na cadeira e certamente fará tudo que estiver ao seu alcance para continuar no Palácio do Campo das Princesas.

A reedição da disputa de 2014 trará dois desafios para Armando, o primeiro é o de que nunca um senador virou governador, enquanto o segundo é o de que o candidato derrotado no pleito anterior jamais venceu a eleição seguinte em Pernambuco. Além do mais, para chegar ao Palácio do Campo das Princesas, será necessário que Armando seja mais incisivo nas críticas sem parecer agressivo ou arrogante e que faça uma campanha eleitoral nas plataformas eletrônicas que seja completamente diferente do que foi apresentado em 2014 se ele quiser ter qualquer chance de devolver a derrota sofrida para Paulo Câmara no pleito passado. (por Edmar Lyra)

Mau agouro: Temer pede caneco ao time de Tite…

Josias de Souza

Sob Michel Temer, já não se pode nem torcer em paz. Tite mal havia anunciado os nomes dos 23 convocados e o presidente correu às redes sociais. “Já temos a seleção para a Copa do Mundo na Rússia”, escreveu, antes de fazer sua encomenda: “Agora, Tite e equipe, com todo respeito aos nossos anfitriões e amigos russos e com humildade, por favor tragam o Caneco para casa.” Hummm…

Misturar bola com faixa presidencial não é boa coisa. Quando o portador da faixa é o presidente mais impopular do Brasil pós-redemocratização, aí mesmo é que a mistura se transforma num sinal de mau agouro.

Com seus gestos teatrais e suas mesóclises, Temer não se parece com um fanático por futebol. Ao contrário, passa a impressão de ser como a grã-fina de Nelson Rodrigues —uma personagem que se interessava tão pouco pela arte dos gramados que, se entrasse num estádio, indagaria: “Quem é a bola?”

Se o amor de Temer pelo futebol é duvidoso, seu comentário deixou boiando no ar uma certeza: vencida a Copa, o inquilino do Planalto se enrolará na bandeira e fará embaixadas com os campeões, no salão nobre do Planalto, para fabricar uma identificação entre a conquista do “Caneco” e o ocaso do seu governo.

Considerando-se que sete em cada dez brasileiros gostariam de mostrar um cartão vermelho para o presidente, corre-se o risco de parte da torcida imaginar que os cruzamentos de William colocarão Temer na cara do gol, não Neymar. Era só o que faltava: uma torcida com sentimento de culpa. A última que tentou tirar proveito político do escrete foi Dilma Rousseff. Ouviu vaias e xingamentos na abertura de uma Copa que terminou no traumático Alemanha 7 X 1 Brasil.

Silvio Costa pode ser o antídoto da oposição em outubro…

Pernambuco é um estado com eleitorado lulista, que durante as sete eleições presidenciais deu ao candidato petista vitórias em 1989, 2002, 2006 e 2010, e em 2014 garantiu a Dilma Rousseff uma expressiva vitória no segundo turno depois de ter feito Marina Silva a mais votada no primeiro turno. Pesquisas apontam que o eleitor pernambucano além de ser um dos mais simpáticos a candidatura de Lula em 2018, também é um dos que mais condenam a existência do impeachment de Dilma Rousseff ocorrido em 2016.

Foi baseado em pesquisas qualitativas que o PSB inteligentemente se reaproximou de Lula e do PT. O partido hegemônico em Pernambuco, que venceu as últimas três eleições para o governo, não quis que Marília Arraes surfasse na onda de Miguel Arraes e sobretudo na onda de Lula, e por isso está praticamente sacramentada a aliança entre PT e PSB com grandes chances de Humberto Costa ser indicado ao Senado na chapa de Paulo Câmara.

Num ambiente em que a oposição deverá lançar Armando Monteiro para o governo e Mendonça Filho, ex-ministro de Michel Temer, para o Senado, fica extremamente necessária a indicação de alguém que possa fazer um contraponto a essa reaproximação de PT e PSB e que possa desvencilhar o palanque oposicionista da pecha de palanque de Temer, mesmo diga-se de passagem, Armando Monteiro tendo votado contra o impeachment de Dilma Rousseff e ter sido ministro da ex-presidente afastada.

Não há nome melhor para a segunda vaga de senador na chapa de oposição do que Silvio Costa, que foi defensor até às últimas consequências de Dilma Rousseff, e que já teve a oportunidade de ter sido deputado federal por três mandatos e ascender em Brasília como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Silvio teria a legitimidade de neutralizar a tese do PSB de apontar a chapa oposicionista como o palanque dos “golpistas”, mesmo tendo os socialistas parte fundamental na deposição da ex-presidente.

Como há uma necessidade da oposição de aproximar-se do eleitorado pernambucano que é majoritariamente lulista e Silvio Costa preenche todos os requisitos, é pouco provável que a oposição escolha outro nome para esta segunda vaga. O antídoto oposicionista com Armando que foi ministro de Dilma e Silvio como maior defensor da ex-presidente, tem todas as condições de ter eficácia numa eleição em que o impeachment ainda será pauta da disputa. (Por Edmar Lyra)

Opinião: Vão botar a mãe no meio…

Por Carlos Brickmann

Acha que há candidatos demais à Presidência? Pois o número se reduziu muito, falando-se apenas dos mais conhecidos; e, do jeito que a coisa vai, sobra pouca gente. Os motivos são variados, mas há um predominante: já estão batendo nos candidatos abaixo da cintura. E vão botar a mãe no meio.

Michel Temer, embora presidente, chefe de um grande partido e dono da máquina oficial, desistiu. É difícil se eleger com tantas denúncias e inquéritos (e com aliados presos). Joaquim Barbosa parou: aos 64 anos, cobrando mais de R$ 200 mil por parecer, com tempo para viajar, sua vida pioraria tendo de falar da casa de Miami (comprada legalmente, mas e daí?), e de uma briga conjugal já resolvida, mas que sempre volta à tona.

Lula está preso e não pode ser candidato, faça as firulas que fizer. Plano B? Haddad está na delação da empreiteira UTC, que afirma ter-lhe passado R$ 2,6 milhões em propinas extraídas da Petrobras. Jaques Wagner? É investigado num caso de R$ 82 milhões de propinas da Odebrecht e OAS.

Alckmin patina (isso antes dos inquéritos). O PSB, possível aliado, está sob investigação em seu maior reduto, Pernambuco. É coisa séria: Armando Monteiro, que há anos se preparava para o Governo, desistiu (como o candidato do partido à Presidência, Joaquim Barbosa). O PMDB poderia dar tempo de TV a Alckmin, mas 70% dos diretórios o rejeitam.

Campanha é para quem tem casca dura. E não teme ficar em evidência.

Meninos eu vi!…

Carlos Brixkmann

Quem acha que o regime militar era melhor não viveu o regime ou só se lembra de que, naquele tempo, era quase 50 anos mais jovem. O regime militar foi imaginado inicialmente por seus formuladores civis, entre eles o grande Júlio de Mesquita Filho, notável intelectual, como um período relativamente curto, seis meses, em que o país seria passado a limpo, após o qual haveria eleições livres, nas quais a corrupção não influiria.

Foi aí que se descobriu que quem toma o poder não mais quer devolvê-lo. E para que varrer a corrupção se ela facilita a vida de quem está no poder? Essas reformas tão caras de votar, hoje, seriam fáceis na época. Não foram feitas.

E algo que se comentou durante muito tempo foi comprovado, não por brasileiros: pela CIA, em documento de 1974 liberado há dois anos. Ali se confirma um trecho dos ótimos livros de Elio Gaspari sobre o regime militar, a frase de Ernesto Geisel ao general Dale Coutinho: “Ó Coutinho, esse troço de matar é uma barbaridade, mas acho que tem que ser.”.

Segundo o documento da CIA, enviado ao secretário de Estado Henry Kissinger, num encontro de 30 de março de 1974, Geisel, Figueiredo (chefe do SNI, serviço de informações do regime), Milton Tavares de Souza e Confúcio Danton de Paula Avelino (ambos generais, Tavares chefe do CIE, Centro de Informações do Exército, Avelino que o sucederia), conversaram sobre assassínios cometidos por ordem do Governo. Geisel deu ordem para continuar a matar, desde que cada vítima fosse aprovada por Figueiredo.

Há quem defenda a volta da ditadura. Mas ditadura boa não existe.

Candidatura oposicionista virou batata quente …

No evento oposicionista do Minha Casa Minha Vida em agosto do ano passado, a oposição começou a tomar corpo e havia uma expectativa em relação a vários nomes para a disputa, dentre eles os dois senadores Armando Monteiro e Fernando Bezerra Coelho e os então ministros Fernando Filho, Mendonça Filho e Bruno Araújo. Ali estava sinalizado que a chapa majoritária poderia ser composta com esses nomes e que a partir daquele momento a oposição iria angariar mais partidos e mais apoios para a eleição deste ano.

O primeiro evento, em dezembro, na capital pernambucana serviu para sinalizar que a oposição iria aumentar a cada mês a ponto de chegar fortalecida para o pleito. A sinalização, infelizmente para o grupo, não se confirmou. Os demais eventos não tiveram um único fato novo que demonstrasse a competitividade do projeto pois nenhum partido ou expressiva liderança política que estavam com Paulo Câmara aderiu ao grupo, o que foi fragilizando a construção de um palanque competitivo.

O imbróglio do MDB, que se fosse entregue ao senador Fernando Bezerra Coelho faria dele o candidato natural oposicionista, acabou prejudicando novas movimentações da oposição, porque até o presente momento não existe a garantia de que o partido ficará com ele, e consequentemente o deixou fora da chapa majoritária.

O deputado Bruno Araújo, que poderia ser uma alternativa para o Senado, desde que deixou antecipadamente o ministério das Cidades, acabou fragilizando-se do ponto de vista majoritário. Apesar de não dizer oficialmente, ninguém na própria oposição acredita que ele trocará uma reeleição de federal encaminhada por uma aventura majoritária.

Enquanto isso, o ex-ministro Mendonça Filho, que era uma alternativa para o governo, já deu sinais que só deverá entrar na majoritária para disputar o Senado, mesmo assim, o sonho de Mendonça ainda é ser alçado ao plano nacional como candidato a vice-presidente, e se isto ocorrer ele caminha para aceitar a missão.

Restaram o ex-ministro Fernando Filho, que sinalizou disposição para a disputa mas queria que a definição ocorresse de imediato, o que ainda não aconteceu, e isso acaba virando um óbice para o seu nome, e o senador Armando Monteiro, que seus próprios aliados cogitam ficar de fora do segundo turno e apoiar Marília Arraes, vide a declaração do líder da oposição Silvio Costa Filho. Armando, inclusive, só deverá entrar na empreitada se sentir alguma condição de disputa e tiver a garantia estrutural para enfrentar o governador Paulo Câmara.

Neste grau de incerteza oposicionista, abrem especulações para a indicação de nomes olímpicos, ou seja, que entrarão no pleito somente para perder a eleição, vide Daniel Coelho, Priscila Krause, Silvio Costa Filho, etc. O sentimento generalizado da classe política é o de que a escolha do nome virou uma batata quente, porque está mais fácil encontrar quem não quer ser candidato do que alguém que efetivamente esteja disposto a enfrentar o PSB. (Edmar Lyra)

Senador escancara defesa da volta do PT à Frente Popular…

Google imagens

Um dia após Joaquim Barbosa comunicar ao Brasil que não será candidato a Presidente da República pelo PSB, o senador Humberto Costa escancarou sua posição política em defesa da aliança do seu partido com o PSB não apenas em Pernambuco mas no país inteiro. Seu argumento é que as “forças progressistas” têm que se unir para “barrar a agenda de retrocessos do governo Temer”. Afirma também que em Pernambuco o PDT e o PCdoB já estão no governo Paulo Câmara. E que se no plano nacional o PT, o PSB, o PDT, o PCdoB e o PSOL já estão articulando uma “frente política” para “defender a democracia e um projeto de país que foi interrompido” (pela deposição de Dilma), nada mais natural do que reproduzi-la em todos os estados. É certo que, em algum momento, esses cinco partidos terão que conversar sob pena de correrem o risco de ficar fora do segundo turno. Mas é falso afirmar que essa união é necessária para “barrar” a agenda do governo Temer. Primeiro, porque ninguém defende o atual governo, salvo o próprio Michel Temer, que não é candidato à reeleição. Segundo, porque os dois candidatos que chegarem do segundo turno não seriam insensatos a ponto de fazer a defesa de um governo que é reprovado por 90% dos brasileiros. Logo, unidade para “enfrentar Temer” pode ser justificativa para outra coisa, menos para a volta do PT à Frente Popular porque quando o PSB ajudou a depor Dilma sabia, antecipadamente, que Temer iria substituí-la.(Inaldo Sampaio)

João Doria ganha força para substituir Geraldo Alckmin…

Os baixíssimos índices obtidos pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a ausência de um nome que possa apontar um norte para o Brasil na eleição presidencial têm aumentado a pressão no empresariado e no PSDB para que o partido possa substituir Alckmin por um nome mais palatável que possa ter um potencial de crescimento por representar um fato novo na eleição. Este nome é o do ex-prefeito de São Paulo, João Doria.

Doria está bem posicionado nas pesquisas para governador de São Paulo e teria uma eleição aparentemente tranquila caso seja mesmo candidato ao Palácio dos Bandeirantes, porém na avaliação de alguns empresários, não seria nada de outro mundo o tucano trocar a candidatura ao governo paulista pelo governo federal porque ele se comunica bem, não está na Lava-Jato e pode canalizar o desejo da sociedade por um outsider.

A Geraldo Alckmin caberia a disputa pelo Senado, porque uma candidatura a federal seria muito pouco e precisaria de uma saída honrosa. Neste quadro, o PSDB abdicaria de disputar o governo paulista para apoiar integralmente a reeleição de Marcio França na contrapartida de o PSB levar o seu tempo de televisão para a postulação tucana ao Planalto.

É evidente que este cenário ainda não entrou oficialmente na pauta, mas a cada denúncia envolvendo Alckmin e a cada pesquisa que mostra o ex-governador patinando nos levantamentos com apenas um dígito a situação tende a ganhar mais força e credenciar João Doria para a disputa presidencial. (Edmar Lyra)

Saída de Joaquim Barbosa favorece aliança entre PT e PSB em Pernambuco…

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, após ensaiar uma pré-candidatura à presidência da República pelo PSB, anunciou que não será candidato nestas eleições. A decisão além de mexer no quadro nacional, porque saiu de cena um candidato que estava com boas intenções de voto, tem um efeito imediato em Pernambuco pois criou as condições políticas para a consumação da aliança entre PT e PSB.

O namoro entre petistas e socialistas já estava em evidência há algum tempo, e com o desejo de Humberto Costa de tentar renovar seu mandato no Senado atrelado a uma vontade do PSB de tirar Marília Arraes do páreo, juntou a fome com a vontade de comer. Essa decisão de Barbosa, que era um óbice à aliança nacional e local, abriu o caminho para a aliança dos dois partidos depois de três eleições distantes em Pernambuco.

Marília Arraes já está rifada, porque quem efetivamente manda no PT se chama Humberto Costa. Em 2012 ele foi capaz de rasgar as prévias vencidas por João da Costa para ser o candidato do partido a prefeito, não seria agora que Humberto iria dar legenda a Marília que chegou recentemente no PT e já queria sentar na janela sendo candidata a governadora. Humberto sempre sonhou em reinar absoluto no PT, e agora caso o partido apoie a reeleição do governador Paulo Câmara e ele se reeleja, Humberto voltará a falar grosso no estado, principalmente se conseguir renovar seu mandato no Senado.

Caberá a Marília Arraes a partir de agora trabalhar no sentido de estruturar uma candidatura a deputada federal e consequentemente subir de patamar na política, porque no cenário que se desenhou a nível nacional e estadual, a sua pré-candidatura a governadora subiu completamente no telhado. Sem Marília Arraes no páreo, a eleição fica afunilada entre Paulo Câmara e aquele que vier a representar a oposição ligada a Temer. E como é pouco provável que os simpatizantes de Marília migrem para o palanque da oposição, Paulo Câmara torna-se o maior beneficiário do quadro que está se consumando em Pernambuco para tentar a reeleição. (Edmar Lyra)

Powered by WordPress | Designed by: diet | Thanks to lasik, online colleges and seo