Artigo – Precisamos perdoar – por Padre Reginaldo Manzotti*…

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Category Archives: Opinião

Artigo – Precisamos perdoar – por Padre Reginaldo Manzotti*…

Um dos ensinamentos mais desafiadores que Jesus nos deixou foi o perdão. Muitas são as passagens nos Evangelhos que Jesus nos exorta a isso. Em uma específica, ele nos diz que devemos perdoar várias vezes no mesmo dia: “Se ele (o teu irmão) pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, tu deves perdoá-lo” (Lc 17,4).

Imagine a situação: em um único dia, uma pessoa te ofende muitas vezes e vem, arrependida, pedir perdão, ainda assim devemos perdoá-la? Sim, filhos e filhas, lembrando que perdoar não é só sentimento, não é apenas uma questão emocional, mas é decisão, vontade. Perdoar é libertar-se, não é mágica, é vontade.

Tanto que na oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, a sexta e a sétima petições são relacionadas a esse tema: “Perdoai as nossas ofensas”, essa parte tudo bem, Jesus deveria ter parado por aí, Ele teria proclamado a misericórdia de Deus, mas o grande problema foi que continuou a oração “assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Volto a citar, em muitas parábolas Jesus ensina o sentido do perdão, como a do funcionário que foi perdoado pelo rei numa grande quantia e esse quando encontra um companheiro que lhe deve uma quantia ínfima, não o perdoa (cf. Mt 18,21-35).

Jesus falou muito da necessidade de perdoar sempre e nos deu o exemplo. Rezar e perdoar, na verdade, requer de nós um exame de confiança permanente. Quem eu ainda não perdoei? Quem ainda me falta perdoar? Quando rezamos o Pai Nosso, colocamos para Deus algo extremamente perigoso, porque estamos dizendo: “Pai, eu acredito na Vossa misericórdia, mas me perdoe na mesma proporção que eu perdoo”.

Interessante que nós podemos ver nisso uma armadilha e um aprendizado. Nós sabemos que Deus perdoa, mas só conseguiremos ser perdoados por Ele na medida em que perdoarmos os nossos irmãos. Por isso, muitas vezes, confessamos mais de uma vez e não conseguimos sentir o perdão de Deus, porque provavelmente perdoamos pouco.

Quem muito ama, muito perdoa. Portanto, quanto mais perdoarmos, mais o perdão de Deus sentiremos. Quanto mais perdoamos, mais o amor de Deus sentiremos. Um coração que se entrega ao Espírito Santo, um coração de filho que realmente reza ao Pai, consegue ter três atitudes que ninguém consegue a não ser pela fé: compaixão, purificar a memória e transformar a ofensa em intercessão.

Então, a petição “assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” quer dizer perdoar a ponto daquilo que era mágoa, ferida, transformar-se em compaixão. Com este espírito de filho do Pai misericordioso conseguimos a purificação da memória, daquela lembrança dolorida, os registros negativos e traumas são purificados. A partir do momento que perdoamos e temos nossa memória purificada, o que era motivo de sofrimento transforma-se em motivo de intercessão, em oração por aquela pessoa.

Então peçamos, filhos e filhas, que o perdão cure os ressentimentos para que sejamos livres para amar a Deus e ao próximo, superando as desavenças e vivendo em paz e harmonia. Façamos um exame de consciência, rastreando quais os pecados que Deus nos mostra e peçamos perdão, rezando ao Senhor:

“Senhor, permito que trabalhes em mim.

Coloco-me como barro em Tuas mãos.

Permito, Senhor, que mexas em mim.

Aceito a presença do Teu Espírito Santo.

Dá-me, Senhor, a clareza das minhas feridas.

Dá-me, Senhor, a clareza das minhas amarguras.

Creio que vieste trazer vida em plenitude, dá-me esta vida.

Reconstrói-me Senhor, refaz-me no Teu amor.

Aceito ser trabalhado.

Aceito passar por essa transformação.

Quero, Senhor, sobre mim, Teu perdão.

Aceito esse bálsamo que cura.

Quero este bálsamo que vai cicatrizar minhas feridas.

Hoje, Senhor, me apropriarei da graça do perdão.

Hoje, Senhor, com a Tua graça, eu quero perdoar.

Perdoo aqueles que me feriram.

Sim, Senhor, porque me amaste primeiro, eu posso perdoar!

Hoje, Senhor, quero me libertar das mágoas.

Hoje, Senhor, quero buscar a felicidade.

Quero, preciso e, com a Tua graça, Senhor, conseguirei.

Amém.”

Deus abençoe a todos.

*Padre Reginaldo Manzotti

Gleide Ângelo x Janaína Paschoal. Estudo compara desempenhos das urnas…

Gleide Ângelo

Um recorte do levantamento realizado pelo professor Maurício Romão, Ph.D em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrou que o desempenho das urnas da deputada estadual eleita, Gleide Ângelo (PSB), quase conquista a melhor performance eleitoral entre os parlamentares estaduais do Brasil proporcionalmente.

Para considerar o critério da proporcionalidade, Maurício Romão levou em consideração o percentual de cada votação individual em relação ao total de votos válidos do pleito. “É o método apropriado de comparar votações, seja ao longo do tempo, seja entre estados numa mesma eleição. Ao longo do tempo porque de uma eleição para outra as variáveis demográficas (tamanho da população, faixa etária, etc.) e eleitorais (eleitorado, abstenção, votos nulos, etc.) se modificam. De um estado para outro numa mesma eleição porque suas populações e eleitorados são diferentes”, diz seu estudo.

Portanto, a delegada Gleide Ângelo, que obteve 412.636 votos, o equivalente a 9,15% dos votos válidos, tornou-se a mais bem votada da história no Estado. Quando comparada a perfomance da pernambucana à deputada estadual eleita por São Paulo, Janaína Paschoal (PSL), que teve 2.060.786 votos, obteve 9,88% dos votos válidos da eleição paulista, sendo considerada a mais bem votada do Brasil em todos os tempos, nominal e proporcionalmente.

Para desbancar Janaína, Gleide Ângelo necessitaria atingir marca dos 446 mil votos, ou seja, ela teria 33.364 votos a mais. 

Porém, vale continuar destacando o surpreendente desempenho de Gleide Ângelo em Pernambuco, que desbancou o deputado Cleiton Collins (PP), em 2014, com os 216.874 votos, ou 4,71% dos votos válidos (desbancando João Coelho que, em 1986, tivera 77.924 votos, na época, 4,31% dos votos válidos).

Janaína Paschoal

(Jairo Lima/Folha de Pernambuco)

 

Dirceu e Bolsonaro: um Brasil que PT precisar entender…

É adversário – e sabe – José Dirceu, ex-comandante do PT, ministro de Lula e Dilma – “capitão do time”, como Lula o chamava – diz que Bolsonaro terá base social, força e tempo para governar. Dirceu falou anteontem, ao lançar seu livro de memórias. “Há um Brasil profundo que se manifestou democraticamente e que o PT precisa entender.

O PT não foi derrotado apenas eleitoralmente nas eleições, mas ideologicamente”. Citou a questão da segurança pública: “Onde estava o PT quando o filho de uma mulher pobre chegava em casa sob efeito de drogas, ou em outros momentos igualmente trágicos na vida do brasileiro?” Aos poucos, disse, o PT se afastou “do dia a dia do povo”. E Bolsonaro, completou, “avançou sobre a base da qual o PT se afastou durante seus quatro mandatos”. (Carlos Brickmann)

Debate eleitoral ficou muito aquém do que o País precisa…

Acabamos de sair de uma eleição presidencial sem que os temas que afetam diretamente a vida do povo tenham sido discutidos com a profundidade que se esperava. Perdeu-se muito tempo com a mudança no Estatuto do Desarmamento, a redução da maioridade penal e se a democracia estaria ou não em jogo com a vitória de Jair Bolsonaro. Mas não se teve o cuidado de explicar didaticamente à população a necessidade da reforma previdenciária, da reforma tributária e de um novo acordo federativo que tire os estados e municípios da situação de penúria em que se encontram. Essa crise vai desembocar nas costas do contribuinte, que será chamado a pagar as contas do Rio Grande do Sul, do Rio Grande do Norte, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, para citar apenas esses quatro que se encontram quebrados do ponto de vista fiscal. Ou alguém admite que a União vai ficar assistindo, passivamente, três dos quatro mais importantes estados do país ficarem sem ter condições sequer de pagar a folha dos seus servidores? Fala-se que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende reunir-se em Brasília hoje com todos os 27 governadores para discutir a dívida dos seus estados, que já foi renegociada em 2016 pelo governo Dilma Rousseff. Mas pelo menos os do Nordeste não pretendem comparecer por enxergar caráter “político” no encontro, e não “institucional-administrativo”. O fato é que vamos começar 2019 com mais da metade dos governadores extrapolando o limite de gastos com a folha de pessoal e sem saber quando e se receberão ajuda para superação desse problema. (Inaldo Sampaio)

Democratas tem sua menor representação na Câmara Federal …

Sucedâneo da Aliança Renovadora Nacional, o Democratas já foi PFL e PDS, e foi responsável por um grande protagonismo na política estadual e nacional até a década de 2000, porém desde a chegada do PT à presidência da República que viu sua relevância diminuir de forma significativa. Nas eleições deste ano, mesmo dispondo de uma estrutura significativa, por ocupar espaços no governo Michel Temer, e atrair filiados para a sua bancada em Brasília, chegando a mais de 40 deputados, novamente o partido teve um resultado aquém das expectativas, elegendo apenas 29 deputados federais.

Em Pernambuco, no ano de 1986, já na eleição que marcou a redemocratização, o partido era PDS e elegeu 11 deputados federais naquela ocasião, porém, três décadas depois, a legenda emplacou apenas um deputado federal, o ex-ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, e três deputados estaduais, muito pouco para quem já teve governadores representativos em Pernambuco como Joaquim Francisco, Marco Maciel, Gustavo Krause e Roberto Magalhães.

O partido em Pernambuco sofreu baixas importantes ao longo do tempo, como a saída de Inocêncio Oliveira que foi para o PR, Augusto Coutinho que foi para o Solidariedade e André de Paula que assumiu o comando do PSD. Além do mais, expoentes do partido faleceram ou saíram da vida pública como José Mendonça, Marco Maciel, Roberto Magalhães, Joaquim Francisco, José Jorge e Gustavo Krause.

Para o futuro, o partido precisará passar por uma reoxigenação, pois em 2016 pela primeira vez na história, o Democratas não elegeu sequer um vereador no Recife. Fernando Filho na condição de principal detentor de mandato no partido a nível estadual, deverá atuar junto ao presidente da sigla e prefeito de Salvador, ACM Neto, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ações efetivas que possam reestruturar o partido em Pernambuco e um dia volte a viver algo parecido com os tempos áureos da legenda, que já foi o principal partido do estado. (Edmar Lyra)

Oposição precisará passar o bastão a partir de 2019…

Desde a vitória de Eduardo Campos em 2006 que o PSB conquistou quatro eleições estaduais consecutivas, e ainda atingiu duas vitórias seguidas na disputa pela prefeitura do Recife, que é o principal espaço de poder no estado depois do Palácio do Campo das Princesas. Na disputa de 2006 o DEM foi derrotado por Eduardo, na de 2010 o mesmo grupo, formado por MDB, PSDB, DEM e PPS, liderado por Jarbas Vasconcelos, foi igualmente derrotado. Posteriormente, em duas ocasiões Armando Monteiro representou a oposição e acabou derrotado por Paulo Câmara, nesta última sendo apoiado por DEM, PRB, PSDB, PTB, Podemos e PSC.

A derrota de Armando Monteiro e de seus dois senadores, obriga a oposição, que elegeu apenas sete deputados estaduais e seis federais em seus chapões, a passar o bastão para nomes que sobreviveram ao processo eleitoral de 2018. O senador Fernando Bezerra Coelho ainda tem mandato até 2023 e pela liturgia do cargo, ele é o nome natural para liderar o grupo que foi derrotado no último dia 7 de outubro, porém ele não é o único a ter essa incumbência, pelo menos três nomes possuem envergadura para o posto, que são o ex-ministro de Minas e Energia e deputado federal reeleito Fernando Filho, o deputado federal eleito Silvio Costa Filho, que foi com maestria líder da oposição nos últimos quatro anos, e o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira.

Além destes quatro nomes, pela posição adotada pelo governador Paulo Câmara, de apoiar Fernando Haddad, é absolutamente natural que algum nome ligado ao presidente eleito Jair Bolsonaro exerça este protagonismo. Dificilmente, além do deputado federal eleito Luciano Bivar, haverá algum político profissional com esta incumbência. Talvez algum empresário ou militar destacado ligado ao presidente seja um nome natural para disputar a prefeitura do Recife em 2020 com o apoio do presidente.

No cenário colocado, 2020 será um divisor de águas para a oposição, que comanda Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Petrolina, pois se houver a manutenção destas três cidades e a conquista da capital após oito anos de Geraldo Julio, a oposição voltará a ter algum tipo de chance de governar Pernambuco, mas uma coisa está latente, os derrotados deste ano na disputa majoritária não ofertam mais nenhuma condição de liderar o grupo oposicionista nas próximas eleições, havendo uma passagem de bastão para novos políticos e sobretudo aqueles que nunca sofreram derrotas majoritárias. (Edmar Lyra)

Nicolau Maquiavel e a ética do poder político…

“A partir disso, aprendemos que um príncipe sábio faz com que nunca, para atacar alguém, ele se torne o aliado de um príncipe mais poderoso do que ele, exceto quando a necessidade o obriga, como eu disse acima. Se você vencer, você é o poderoso prisioneiro do rei, e os sábios príncipes evitam o máximo que podem no poder de outros homens. ”Nicolau Maquiavel

O nome de Nicolau Maquiavel nos dá a palavra comumente usada “maquiavélica”, que indica um tipo perigoso de astúcia sem escrúpulos. Assim, uma pessoa maquiavélica – o tipo de pessoa que elabora e executa os planos maquiavélicos – é inteligente e intrigante de maneiras profundamente antiéticas.

Maquiavel era um diplomata, funcionário público e teórico do poder político que alcançou proeminência na cidade italiana de Florença na virada do século XVI. Após sua morte em 1527, seu nome se tornou um sinônimo do mal. Ele foi descrito ou mencionado em muitas obras literárias, talvez mais proeminente em sua encarnação como o sinistro Machiavel, cujo discurso de auto-congratulação introduz o livro O judeu de Malta, de Christopher Marlowe (realizado pela primeira vez em 1592). Aqui, Maquiavel se orgulha de sua própria crueldade e amoralidade; Ele alega que até mesmo aqueles que o odeiam seguem seus conselhos em suas respectivas missões de poder.

Durante a vida de Maquiavel, a península italiana foi dividida em pequenos estados mutuamente desconfiados e frequentemente em guerra, sendo os mais poderosos Florença, Milão, Nápoles, Veneza e os Estados Papais (já que os papas da época governavam territórios substanciais e empregavam seus próprios exércitos ). Estes foram manipulados, quando não completamente invadidas, pelas principais potências europeias da época: França, Espanha e o Sacro Império Romano.

Maquiavel é mais conhecido por seu pequeno livro O Príncipe (em italiano, Il Principe ), que compôs em 1513, embora não tenha sido publicado formalmente até 1532, vários anos após sua morte. O príncipe cai dentro de um gênero literário estabelecido durante a Idade Média, com precursores na antiguidade, chamados de “espelhos para príncipes”. Estes assumiram a forma de manuais de orientação para novos governantes. O príncipe seguiu essa tradição ao instruir os governantes políticos sobre a melhor maneira de buscar segurança para o Estado e glória para si mesmos. No entanto, foi inovador de três maneiras.

Continua…

Resultados difusos…

De Marisa Gibson, na coluna DIÁRIO POLÍTICO no DP desde sábado

A escolha da deputada federal Teresa Cristina (DEM/MS) para o Ministério da Agricultura foi, até agora, a mais significativa dentro dos critérios adotados por Jair Bolsonaro (PSL) para formar sua equipe. A opção não foi por ser uma mulher e muito menos por ela ser do DEM. O que pesou foi o fato de Teresa Cristina ser uma autêntica representante do agronegócio, setor que sustenta o PIB nacional, que tem a bancada mais organizada do Congresso e da qual Bolsonaro não abre mão de seu apoio.

Mas a alternativa  Teresa Cristina, junto com Onix Lorenzoni, também do DEM, para a chefia da Casa Civil, praticamente enterrou as últimas esperanças de o pernambucano Mendonça Filho (DEM), ser convocado para Educação.

E assim, o estado de Pernambuco continua zerado no ministério. Agora, seja qual for o formato das composições, está provado que, numericamente, o peso dos ministérios para os estados favorecidos é muito relativo. No Governo Temer, Pernambuco teve quatro ministros, mas os frutos ficaram muito difusos. Tão dispersos que, dois deles, Mendonça Filho (DEM), ex-ministro da Educação, e Bruno Araújo (PSDB) ex-ministro das Cidades, sequer foram eleitos senadores.

Bem, há avaliações de que um estado só sai ganhando com mais de um representante na Esplanada dos Ministérios, quando há uma disputa entre os ministros para ver quem faz mais.

No Governo Lula, Humberto Costa (Saúde) e Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) contaram com a boa vontade do ex-presidente petista em relação ao estado, enquanto Temer manteve um distanciamento. E pode ser que o Governo Bolsonaro considere o deputado federal Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, partido do presidente eleito, o bastante para Pernambuco. 

Fim das coligações já preocupa vereadores …

As eleições de 2018 trouxeram uma grande renovação na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas, pois estava em jogo uma disputa sem o tradicional financiamento privado de campanha que sempre trouxe muita confusão. O resultado foram campanhas franciscanas que levaram muitos políticos tradicionais a perderem muitos votos em relação a 2014, com alguns deles a perderem o mandato.

Nas eleições de 2020 além do financiamento, os vereadores precisarão lidar com o fim das coligações proporcionais, que sempre emplacavam a maioria das cadeiras numa disputa eleitoral. Na eleição de 2016, 27 vagas de vereador do Recife ficaram com as coligações, e apenas 12 vagas foram distribuídas com partidos que fizeram chapa própria.

Naquela ocasião, dos partidos que não coligaram, destaque para o PP, que elegeu três vereadores, e para o PEN, que hoje é Patriota, que elegeu dois vereadores, enquanto PCdoB, Solidariedade, PTC, PSD, PSDC, PRP e PPS ficaram cada um com uma vaga. Dentre os que se coligaram, apenas PSB, PRTB, PT, PSDB, PSC e PRB teriam votos suficientes para eleger seus vereadores, os demais partidos, como PTB e MDB, por exemplo, não teriam elegido vereador se não houvesse as coligações.

O fato é que nas eleições de 2020, sem o advento das coligações, os partidos pequenos que já tiverem vereador de mandato perderão completamente sua atratividade, e os aspirantes a vereador terão que fazer a opção por partidos que possuem bancada grande e de preferência que tenham candidatos majoritários para fortalecer o voto de legenda e ajudar a eleger parlamentares.

Apesar de as conversas ocorrerem apenas reservadamente, muita gente não sabe o que fazer na Casa José Mariano, pois entrar em partido sem cauda há o risco de não disputar sequer as sobras e ficar sem o mandato, e se entrar em partidos que já possuem muitos vereadores, ficarem reféns de uma briga fratricida para ascender ao mandato. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Por isso já tem vereador fazendo as contas e avaliando que é melhor pendurar as chuteiras. (Edmar Lyra)

O governo que seja a cara de Paulo…

Paulo Câmara está pensando como irá acomodar os aliados no seu futuro novo governo e pretende cuidar disso quando voltar das férias no dia 20. Segundo informações de bastidores é que quem esteve com Paulo na campanha será contemplado de um jeito que todos tenham espaço mas é inegável que mudanças bruscas vão acontecer no seu secretariado. Mas não serão àquelas mudanças que são por falta de empenho ou por falta de resultado, mas sim porque o governador quer fazer do seu segundo governo um governo com a sua cara. 

Para início de conversa é colocar em algumas secretarias que são estratégicas prováveis candidatos a prefeito nas cidades pólo do estado. Seria João Campos (Recife) Gleide Angelo (Jaboatão) Sebastião Olveira (Serra Talhada) Lucas Ramos (Petrolina). Paulo ainda estaria vendo um nome que pudesse agregar os aliados em Olinda. Caruaru ainda é outra cidade que estaria também na lista do governador, o problema é a enorme quantidade de pré-candidatos que dificultariam uma aliança já no primeiro turno.

Além das questões eleitorais, o governador Paulo Câmara também olha o seu nome e o peso administrativo ao querer ao seu lado auxiliares que sejam extremamente ligados ou que sejam do seu perfil. Tendo em vista justamente isso, o governador pediu que partidos aliados busquem os melhores quadros para poder assim fazer um governo técnico e que possa contribuir com os anseios do povo pernambucano. (Silvinho Silva)

Reajuste aprovado pelo Senado é irresponsabilidade fiscal e imoral…

O presidente do Senado Federal, Eunicio Oliveira, após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, decidiu pautar a votação do reajuste dos ministros do Supremo Tribunal Federal, e consequentemente aumentando o teto constitucional, de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, configurando-se num aumento de 16,38%. O grande problema desta medida é que ela tem um efeito cascata imediato, pois os próprios senadores e deputados podem receber o mesmo valor e isso desdobra para outras categorias do judiciário, legislativo e executivo.

A medida, que se for sancionada pelo presidente Michel Temer, poderá trazer um prejuízo de mais R$ 4 bilhões aos cofres públicos, cujas contas devem fechar com deficit de R$ 139 bilhões em 2018. A postura do Senado Federal é uma verdadeira afronta a sociedade, pois a queda de privilégios dos congressistas e do próprio STF, seria uma prova de cortar da própria carne, e demonstrar para a sociedade que os congressistas estavam sintonizados com o recado dado pelas urnas.

O Senado, que teve 54 dos seus 81 integrantes colocados na berlinda, cuja maioria não se reelegeu, demonstrou que não entendeu nada do que foi apontado pela maioria da população. Na verdade, muitos deles, não reeleitos, quiseram dar um troco ao eleitor que lhe mandou pra casa através do voto.

É imprescindível que haja um corte de privilégios e a redução do tamanho do estado. Não se pode um integrante do Supremo Tribunal Federal receber quase R$ 40 mil de salário, isso sem contar com todos os demais benefícios, e o cidadão-comum, dependente de salário mínimo, ficar com apenas R$ 954 por mês.

O contrassenso fica a cada dia mais latente, e aponta para que a limpeza realizada nas urnas ainda foi pouca para a irresponsabilidade do Congresso Nacional e do próprio Supremo Tribunal Federal, que poderia através do seu presidente ter dado o primeiro exemplo e abdicar desta imoralidade com toda a sociedade. Um aumento desta magnitude num momento em que a inflação está sob controle e temos 14 milhões de desempregados é uma afronta para toda a sociedade. Nada justifica, e evidencia que a cara de pau dos marajás do serviço público não tem limite. (Edmar Lyra)

A briga pelo Recife em 2020…

A briga pelo Recife em 2020 deve se dar entre duas figuras que são muito representativas aqui no estado de Pernambuco. Pode até ser que o cenário se modifique, e que outros nomes apareçam no tabuleiro eleitoral, mas até agora os deputados federais João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) dividem a banca de apostas do conjunto eleitoral da capital. Eu falei “pode ser” pois caso o governo de Jair Bolsonaro dê sinais já em 2020 das mudanças que o país tanto espera, o presidente eleito pode ser um grande eleitor aqui no estado. O que automaticamente atrapalharia os planos de ambos que são oposição declarada ao presidente. 

A presença de Paulo Câmara(PSB) em um dos palanques a depender de como estará o seu governo pode ser benéfica ou não. Paulo voltou a ter altos índices de rejeição após sua eleição e depois do projeto da criação do DACRO que terminou extinguindo a delegacia de combate à corrupção. Como a mente do eleitor é momentânea pode ser que esse fator não tenha tanta influência na eleição recifense embora o eleitor da capital é bem mais participativo no noticiário político e bem mais atualizado que o eleitor do interior. 

Marília Arraes e João Campos, primos e da família de Arraes e de Eduardo Campos. Marília lutou muito para disputar a cadeira de governadora de Pernambuco pelo PT, mas uma aliança formada entre o PT e o PSB local a tirou do jogo mas acabou lhe enviando para a Câmara Federal como uma das vozes mais ferrenhas e opositoras ao atual governo estadual. Não bastando isso, Marília também será uma voz contrária ao governo federal de Jair Bolsonaro. Já o jovem João Campos ainda é uma incógnita se vai ou não assumir o mandato, tendo em vista que o seu nome é cotado para assumir uma secretaria no governo de Paulo Câmara e assim ficar mais perto da cidade do Recife.

Há no entanto quem defenda que João Campos não assuma nenhuma secretaria para que não fique aqui quebrando cabeça com o governo Paulo Câmara e tenha um aprendizado melhor em Brasília, tal como tiveram seu pai Eduardo Campos e seu bisavô Arraes. O tempo dirá se João irá para Brasília dividir os holofotes com Marília Arraes, ou se ficará por aqui em alguma secretaria estadual. (Silvinho Silva)

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